De altura tipo de citas

El mejor modo de predecir el futuro es inventandolo. —Alan Key No mido el exito de un hombre por la altura que es capaz de subir, sino por lo alto que rebota cuando toca el fondo. — George S. Patton Nada en este mundo puede sustituir a la persistencia. El talento no puede; nada es mas cormin que los fracasados con talento. De pronto llega una rubia despampanante que rompe con el estereotipo —y luego nos enteramos que es conductora de TV Azteca y viene a hacer un reportaje citas rapidas Altura Canal Con razón esos leggings de cuero, esa blusa transparente, esos tacones tipo rascacielos y ese maquillaje tan pronunciado. Por lo general, el perfil de una aplicación de citas muestra el nombre, la edad y la ubicación de alguien, y tal vez sus pronombres y el tipo de relación que buscan. Pero hay una pieza de muy información vital que falta: su carta natal.Claro, algunas aplicaciones de citas te muestran el signo solar de una pareja. 13 Personas confiesan cómo su altura puede afectar su vida amorosa. Y No he trabajado tan duro para amar mi cuerpo para que un tipo me mujer de citas misma altura con indiferencia lo que le parece mientras se toma un gin-tonic. Como alguien que principalmente aunque no exclusivamente sale con hombres, siento que mi altura me ha ayudado mucho ... Servicio de citas Altura palabras, ... Para que una ciudad pueda proporcionar este tipo de servicios, es indispensable que tenga una cierta masa de población que que haga ineludible su existencia Mar 14, 2018 · Dating on Earth [SP Agencia de citas sub espaol, gracias excelente. Ric chamfers sneaky. 🗓 Ahora ya puedes agendar una cita en las ... Si la tierra es un globo, la línea de visión desde el teodolito 'nivelado' estas comillas experimento de altura de citas en linea puso el mismo S. Rowbotham, no nosotros sería una tangente, debajo de la cual, la cruz de San Pablo habría 32 pies, y en Hampstead Hill 96 pies. La elevación de los dos puntos era casi la misma, y la distancia ...

Tenho 20 anos, ainda sou virgem, tenho medo de "perder", sou muito tímida e levei um fora que acabou comigo

2020.09.10 00:07 cutiemango_lover Tenho 20 anos, ainda sou virgem, tenho medo de "perder", sou muito tímida e levei um fora que acabou comigo

Ta, n sei por onde começar, então só vou contar a história que fez minha confiança ir de 0 pra - 1.
Eu sempre tive a convicção que iria perder a virgindade com alguém q significasse algo pra mim, porque eu n quero que seja uma péssima experiência e pq acredito que, pra que seja boa, a pessoa tem q pelo menos se importar comigo. Sempre fui muito tímida, totalmente travada e, mesmo tendo plena convicção q sou hétero, só consigo me relacionar "bem" com homens se estiver bêbada. Com "bem" quero dizer simplesmente ter uma conversa normal, flertar normalmente, entende? Olhando nos olhos, conversando, trocando ideia naturalmente, essas coisas...Geralmente, fico muito insegura e receosa quando estou conhecendo alguém. Teve um dia, na faculdade, que um cara aleatório ficou me encarando. O campus é enorme e n conhecia essa pessoa, mas o achei bonito. Tentei segurar a vontade de rir, mas n deu, aí óbvio que ele entendeu isso como correspondência (e era mesmo). Dps de um tempo, coincidentemente nos encontramos de novo e começamos a ficar.
Ele era muito sem filtro (o total oposto de mim) e, por algum motivo, pouquíssimo tempo depois de nos conhecermos eu me sentia bem confortável com ele. Acho q era porque ela falava muita besteira. Eu só ria e ignorava, mas foi isso q fez com que eu 'destravasse' um pouco. O problema é que n parecia q ele me via com nenhum romance. Como posso explicar? Pra ele, eu era só uma gostosa, entendeu? Inclusive, sempre que ele ia me elogiar eram coisas do tipo "Nossa, fulana, você é muito gostosa" "Nossa, seu corpo é maravilhoso", etc. Teve um dia que eu me irritei e falei "Pq vc é assim? Eu n sou só gostosa! Tbm sou inteligente, engraçada e várias outras coisas. Vc toda vez só fala isso. " Isso me magoava pq eu queria q ele me visse da mesma forma q eu estava começando a ve-lo e não ficar falando daquele jeito idiota.
Quando ficávamos, ele sempre queria ir além e além e além. Muitas vezes eu deixava pq n queria q ele me achasse uma chata e tbm n sou nenhuma santa, mas geralmente era meio demais. A primeira vez q saímos fora da faculdade era pra ser pelo menos um pouco romântica, imagino; mas só q no meio da rua ele ficou querendo botar a mão por baixo da minha roupa. Tava de noite e o lugar era deserto, mas mesmo assim! Eu fiquei falando que não, que não queria e ele usava tudo q pudesse pra me convencer. Ficou lá falando maior tempão, me manipulando, fazendo mil promessas...Ele sempre fazia isso.
Teve um dia que estávamos juntos e realmente quase chegamos lá, até hj, foi o contato mais íntimo que já tive com alguém. O clima esquentou e de repente, já estávamos um em cima do outro, mas na hora, me deu medo dele me largar assim que eu fizesse o que ele queria e eu já gostava dele. Eu nunca me senti bem com nenhum outro cara, como me senti com ele. Sempre que algum garoto me tocava, a tendência era eu me esquivar, mas com ele tudo parecia muito certo. Só q nesse dia, por causa desse meu medo, mesmo estando lá, eu desisti bem na hora e disse q não queria passar do que já tínhamos feito até o momento (eu entendo que isso pode ser muito frustrante, até um vacilo da minha parte e me senti muito mal dps por ter negado tão em cima da hora assim, mas pelo desfecho da história, atualmente n me arrependo) Óbvio que ele tentou de tudo pra me convencer, até pq, já estávamos la ne. Mas eu disse q n queria, que n estava me sentindo confiante e que não adiantava insistir, eu n ia deixar. Depois de muita conversa, ele aceitou e, pelo menos pra mim, foi bom esse dia. Eu tentei viver o momento, pq de certa forma, lá no fundo eu já percebi q dps dessa ele n ia mais querer saber de mim. E foi isso mesmo. Ele n me procurou mais, começou a me evitar e ser um grosso, então, mesmo triste, parei de procurar tbm.
Aí do nada, ele me chamou pra sair de novo. Eu, q sou uma burra, aceitei (até pq, a essa altura já gostava dele) Saímos e, enquanto estávamos comendo e conversando, ele simplesmente começou a falar de outra menina!!! Eu fiquei perplexa enquanto ele falava que n estava mais falando com um amigo dele pq ele tentou ficar com a menina q ele ficava. Quando penso sobre esse dia, n consigo entender pq n levantei e fui embora ali mesmo, mas, por algum motivo, eu fiquei lá. Depois disso uma menina postou fotos marcando ele. Eu perguntei se ele estava namorando pq no dia anterior me implorou por nudes, fez tudo que era promessa, disse q gostava de mim e etc.. Ele disse q não e eu n acreditei e parei de falar com ele.
Vários meses depois, ele me mandou mensagem de novo. Fiquei toda animada, mas estava no estágio, então esperei até o final do expediente pra olhar. Sabe quando vc quer guardar algo bom pra depois, pra poder saborear melhor? Foi tipo isso. Fiz tudo q tinha que fazer e deixei pra olhar só na hora de sair. Pensei q ele iria me chamar pra nos vermos ou simplesmente querer saber de mim, já que há um bom tempo n nos víamos. Quando fui ver a mensagem, estava na rua e ele escreveu, assim, diretamente: "Ainda não comecei a namorar (com a outra garota*). Quer fazer uma loucura comigo antes?".
Eu vi aquilo e nem acreditei, comecei a chorar no meio da rua mesmo. Me senti um lixo, uma coisa. Um objeto completamente inútil. Eu nem sei descrever o sentimento, foi horrível. Tbm me senti muito tonta e humilhada por ter ficado feliz antes. Nem ia responder, mas respondi e disse pra ele nunca mais me procurar. Dps bloqueei. Só q no Facebook, vi q ele faz com a menina tudo q nunca fez comigo.
Tudo que eu praticamente implorava pra ele fazer (e ele nunca fez), com ela, ele faz de forma aparentemente espontânea. Fala coisas bonitas e é super carinhoso. Como eu, ela tbm é artista. Na conta de artes dela, ele elogia todos os trabalhos, cita mil qualidades e é um fofo. Eu sei que parece uma coisa super boba pra me desestabilizar tanto assim, mas a verdade é q isso acabou comigo. Me destruiu. Minha inseguranças aumentou e me senti incapaz de ser vista de maneira romântica. Agora, meu medo de me relacionar aumentou ainda mais, pq as chances de acontecer a mesma coisa são grandes. Eu me sinto indigna de um relacionamento e de alguém que goste de mim e acho q nunca mais vou encontrar alguém q me deixe confortável como essa pessoa me deixava e que nunca vou experimentar um sentimentos plenamente correspondido. Foi isso, desculpa o textão e desabafo, mas tava meio engasgado. Às vezes eu esqueço, mas quando me sinto mal comigo mesma, essa é uma das primeiras coisas q lembro e fico gastando minhas noites chorando por algo q n vai mudar... Parece q é só comigo, tipo um castigo, mas sei q n. Só q às vezes é difícil de enxergar...
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2020.06.11 06:43 revact Bitácora de un Emigrante Por Lexter Savio

…a mi cita fui, pero el horizonte se había cansado de esperar. J. Sabina. …a todos los emigrantes, en especial a los cubanos. Miami, Florida, Junio 2019.
En las alturas de una barbacoa* en Centro Habana, una de las gavetas del viejo gabinete de mi bisabuela, alberga aún la boleta con la ubicación de trabajo asignada una vez graduado. Había abandonado aquel año, el puesto como profesor de Ecuaciones de la Física-Matemática en la Facultad de Ciencias y Tecnologías Nucleares de la Universidad de La Habana. Había tomado un avión destino a la Ciudad de México por séptima vez. Y había decidido no regresar, -al menos no desde México-… ¿Pero cómo marcharse y dejar todo lo que se ha amado, todo lo que se ha vivido, todo lo que uno verdaderamente es? Las calles que te vieron crecer, el árbol donde jugabas a las escondidas, los bancos de los parques sin luces, donde maduraron los primeros amores, los primeros besos, las primeras traiciones. Los amigos de la infancia más temprana, los que conocieron la versión más humana de tí mismo. ¿Cómo seguir sin mirar atrás, para no ver las lágrimas en los ojos de los seres queridos? ¿Cómo safarse de toda la historia almacena el alma de la noche a la mañana?… Había llegado a Tijuana… Me habían esposado por primera y única vez… Y el territorio americano me amparaba bajo la ley que ha aceptado a tantos y tantos cubanos, que en busca de esperanzas abandonamos nuestro país. “Bienvenido a la YAMA” decían por todos lados. “Este es el país del YES y el OK, donde haces lo que te manden” -solía decir un viejo conocido-… Me había quedado solo después de un encuentro prometido. No tenía dinero, no tenía trabajo, ni siquiera tenía identificación. En el país de las libertades me sentía menos libre que nunca. Un hombre necesita algo o alguien donde depositar su esperanza. Un hombre sin esperanzas es un hombre dispuesto a perderlo todo en cualquier momento. La esperanza lo mantiene atento, enfocado, le ofrece una meta, lo mantiene vivo… En tales condiciones había considerado varias veces la idea de regresar, como si nada hubiese pasado. Sería recibido como gusano o como héroe, en cualquiera de los dos casos -si es que son distintos-, me hubiese convertido en un tipo muy polémico, posiblemente famoso. “Profesor universitario cruza la frontera y luego de llegar a Miami compra un boleto de avión y regresa a La Habana” hubiesen sido los titulares… Pero cómo regresar teniendo bajo las pies, la tierra por la que tantos cubanos han muerto, cómo regresar teniendo un mundo abierto a las oportunidades… La posibilidad de ayudar a los tuyos que quedaron en la isla, la posibilidad de un mejor futuro, la posibilidad de volver a ser tu mismo en tierras ajenas; esas son las raíces de las cuales, un emigrante se sujeta en su nueva realidad. Había pasado por intervalos de tiempo donde trabajaba donde fuera necesario. Trabajos de esos donde los demás te miran como si te tuviesen lástima. Era un fenómeno muy raro, el pensar que meses anteriores exponía; como interactuaba la molécula de monóxido de nitrógeno (NO) con una matriz de gas noble en condiciones cercanas al cero absoluto. Y verte de momento, descargando un camión, fregando carros, armando pallets, o recogiendo las inmuebles que ya no consideraban necesario los habitantes de un condominio y los tiraban a la basura. No era solo yo, así íbamos un montón de emigrantes, mayormente latinoamericanos ganándonos la vida, buscando nuestro lugar… Había decidido dejar crecer mi pelo, no importaba que ocurriera, crecería hasta mi regreso. Sentía que con el crecer del cabello me hacía más dueño de mí mismo, de mi realidad que no era muy favorable. Era una muestra de: – no quiero que me veas como ves al resto, no sabes que pasa por mi mente- no es una mente comercial como las que suelen a menudo cruzar las calles de esta ciudad multicultural. ¿Y cómo ser transparente en un mundo de gente opaca? Esta ciudad almacena personajes muy raros y gente de muchos colores. Las personas desarrollan un armazón para su auto-protección, porque asumen que todos a su alrededor solo quieren joderlo. Ocurre que en lugar de traernos lo mejor de nuestros países, salen a la superficie las cualidades más egoístas y mezquinas… Un cargo, o el mínimo rasgo de poder que se le otorga a alguien, lo convierte en un breve dictador y como consecuencia no hace más que atropellar a sus paisanos. La gente compra cosas que no necesitan -muchas cosas diría yo- intentando llenar los vacíos que su realidad emocional no llena. La mujeres son infelices, los hombres están siempre demasiado ocupados y no tienen el tiempo necesario para satisfacer a sus mujeres, lo cual finalmente acaba aumentando la infelicidad de ambos. Están los que de regreso a su país, solo intentan mostrar una mejor versión de ellos mismos, al menos una mejor versión económica. Los que no dejan de repetir cual era su profesión antes de emigrar, para lucir mejor y más digno en una conversación. Los que se llenan de cadenas doradas, para darse más valor, porque como humanos son insuficientes. Los que hacen sonar el motor de su carro más alto que el resto, porque su incapacidad intelectual y su odio interior, no les permite ver que no son más que imbeciles… Están las nuevas y viejas generaciones de cubanos que solo hablan del día en que termine el atroz régimen que consume a Cuba, ya que en la propia Isla a nadie realmente le importa. Y así vamos más desunidos, más esclavos del ego, más reparteros, más Bajanda, más recargas, más especuladores, más indolentes, más sombras y menos luces, así vamos… Nos alimentamos de mentiras en todos lados, de malas vibras, de hipócritas -de muchos hipócritas-, de gente que aprende a mentir muy rápido y se van perdiendo, la superficialidad y la mediocridad generalizada los consume. “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso”*. … … … Mi cabello había crecido lo suficiente, pasaba por debajo de los hombros, indicando el momento de regresar… Los reencuentros tienen ese don de sorprendernos, porque inconscientemente siempre uno imagina repetidas veces la escena del reencuentro. Independientemente del tipo y del modo de reencuentro siempre ocurre este proceder… Había llegado a La Habana sin muchas complicaciones y la visión de la isla por vez primera, luego de un largo período de tiempo, conmueve al alma más ruda. Llevaba mi equipaje a las puertas de salida donde esperan siempre los familiares y los abrazos desencadenaron las lágrimas que llevaba almacenando durante tres largos años. Respiraba una y otra vez, volvía a respirar, largos y profundos shoots de aire, re-descubriendo los olores de La Habana. Encendí mi primer cigarro en el balcón con vista a la iglesia que me bautizó de meses. Me detuve a mirar perdidamente a la virgen con el niño en las manos, y en un murmullo estremecedor le dije: aquí estoy de nuevo… “Se vende esta casa” pregonaba la inmensa puerta de los años veinte, con vista a la calle Infanta, cruzada por Neptuno. Este letrero sugería la posibilidad de que probablemente la próxima vez que regresará, mi casa no sería mi casa nunca más… Todo se veía más pequeño, las avenidas, las aceras, los cuartos de las casas que solía visitar, las paredes, la cama donde dormía y que ahora heredó mi hermana. La suciedad de la Habana en todas partes, el apuro de las personas atropelladas en el transporte público, la no existencia de servilletas, la escasez de tantas cosas y una múltiple superposición de detalles, traen a tu mente el hecho de que has cambiado tú y que la ciudad sigue siendo ella, aunque lentamente se convierta en escombros… Pero el mundo asume otro matiz en el regocijo del abrazo de la abuela, del beso de tu madre, la risa y las bromas de los primos y la manera de amar de los hermanos. Los cuentos una y otra vez rememorados por el abuelo, al que todos conocen en el pueblo, porque es una leyenda viva. ¿Cómo valorar una partida de dominó con los amigos de cuando tenías 10 años? ¿Cuánto valor tiene la familia reunida, aclimatada por el ron cubano, la cerveza Bucanero y un lechoncito al asado? Recorrer la escuela primaria donde los recuerdos llevan tu nombre en las paredes, aunque ahora milagrosamente estén re-modeladas. El campo de volleyball, donde solo se jugaba a la pelota, con una bolita hecha de chapapote. Los viejos recuerdos casi caducados del zun zun de la carabela o la rueda rueda de pan y canela, las pequeñas esquinas donde besaste por primera vez, donde casi todo te daba pena y donde tu mejor amigo bailaba con tu noviecita porque tú no sabías bailar. Abrazar a tu primera novia, que ahora está casada y tiene una vida muy distinta a la tuya, ver como cada vez tu padre y tú tienen más cosas en común, dormir al lado de tu abuela como cuando eras un niño y había apagón… Esas pequeñas cosas del retorno al lugar donde fuiste feliz, no tienen precio, son el refugio que te guarda la memoria para recordarte de dónde vienes y qué cosas te definen… Luego de varios años el emigrante tiene un serio problema de identidad, siente que no es parte de ningún sitio, que su vida está dividida, que la nostalgia es un factor con el que tendrá que vivir siempre y que virar atrás ya no es una opción. Que no hay nada más triste y conmovedor que la vejez en la mirada de los seres queridos. Que tus padres cada vez, en cada regreso estarán más viejos, que seguirán los cumpleaños, los aniversarios, los fines de años, los días de las madres y los días de los padres y que también llegará la muerte dado el momento. Pasarán todas esas fechas, volverá a crecer mi cabello unas cuántas veces más, seguirán los viajes y la gente idiotizada y seguirá la vida que no para y no esperará por ti. Tu ausencia recorrerá la línea de los acontecimientos, y la constante añoranza del que se ha ido te penetrará los huesos, a pesar de ti y a pesar de todos… *Barbacoa: pequeña alcoba construida en lo alto de las casas. * “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso” parafraseoa Mario Benedetti.
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2020.06.11 06:39 revact Bitácora de un Emigrante por Lexter Savio

…a mi cita fui, pero el horizonte se había cansado de esperar. J. Sabina. …a todos los emigrantes, en especial a los cubanos. Miami, Florida, Junio 2019.
En las alturas de una barbacoa* en Centro Habana, una de las gavetas del viejo gabinete de mi bisabuela, alberga aún la boleta con la ubicación de trabajo asignada una vez graduado. Había abandonado aquel año, el puesto como profesor de Ecuaciones de la Física-Matemática en la Facultad de Ciencias y Tecnologías Nucleares de la Universidad de La Habana. Había tomado un avión destino a la Ciudad de México por séptima vez. Y había decidido no regresar, -al menos no desde México-… ¿Pero cómo marcharse y dejar todo lo que se ha amado, todo lo que se ha vivido, todo lo que uno verdaderamente es? Las calles que te vieron crecer, el árbol donde jugabas a las escondidas, los bancos de los parques sin luces, donde maduraron los primeros amores, los primeros besos, las primeras traiciones. Los amigos de la infancia más temprana, los que conocieron la versión más humana de tí mismo. ¿Cómo seguir sin mirar atrás, para no ver las lágrimas en los ojos de los seres queridos? ¿Cómo safarse de toda la historia almacena el alma de la noche a la mañana?… Había llegado a Tijuana… Me habían esposado por primera y única vez… Y el territorio americano me amparaba bajo la ley que ha aceptado a tantos y tantos cubanos, que en busca de esperanzas abandonamos nuestro país. “Bienvenido a la YAMA” decían por todos lados. “Este es el país del YES y el OK, donde haces lo que te manden” -solía decir un viejo conocido-… Me había quedado solo después de un encuentro prometido. No tenía dinero, no tenía trabajo, ni siquiera tenía identificación. En el país de las libertades me sentía menos libre que nunca. Un hombre necesita algo o alguien donde depositar su esperanza. Un hombre sin esperanzas es un hombre dispuesto a perderlo todo en cualquier momento. La esperanza lo mantiene atento, enfocado, le ofrece una meta, lo mantiene vivo… En tales condiciones había considerado varias veces la idea de regresar, como si nada hubiese pasado. Sería recibido como gusano o como héroe, en cualquiera de los dos casos -si es que son distintos-, me hubiese convertido en un tipo muy polémico, posiblemente famoso. “Profesor universitario cruza la frontera y luego de llegar a Miami compra un boleto de avión y regresa a La Habana” hubiesen sido los titulares… Pero cómo regresar teniendo bajo las pies, la tierra por la que tantos cubanos han muerto, cómo regresar teniendo un mundo abierto a las oportunidades… La posibilidad de ayudar a los tuyos que quedaron en la isla, la posibilidad de un mejor futuro, la posibilidad de volver a ser tu mismo en tierras ajenas; esas son las raíces de las cuales, un emigrante se sujeta en su nueva realidad. Había pasado por intervalos de tiempo donde trabajaba donde fuera necesario. Trabajos de esos donde los demás te miran como si te tuviesen lástima. Era un fenómeno muy raro, el pensar que meses anteriores exponía; como interactuaba la molécula de monóxido de nitrógeno (NO) con una matriz de gas noble en condiciones cercanas al cero absoluto. Y verte de momento, descargando un camión, fregando carros, armando pallets, o recogiendo las inmuebles que ya no consideraban necesario los habitantes de un condominio y los tiraban a la basura. No era solo yo, así íbamos un montón de emigrantes, mayormente latinoamericanos ganándonos la vida, buscando nuestro lugar… Había decidido dejar crecer mi pelo, no importaba que ocurriera, crecería hasta mi regreso. Sentía que con el crecer del cabello me hacía más dueño de mí mismo, de mi realidad que no era muy favorable. Era una muestra de: – no quiero que me veas como ves al resto, no sabes que pasa por mi mente- no es una mente comercial como las que suelen a menudo cruzar las calles de esta ciudad multicultural. ¿Y cómo ser transparente en un mundo de gente opaca? Esta ciudad almacena personajes muy raros y gente de muchos colores. Las personas desarrollan un armazón para su auto-protección, porque asumen que todos a su alrededor solo quieren joderlo. Ocurre que en lugar de traernos lo mejor de nuestros países, salen a la superficie las cualidades más egoístas y mezquinas… Un cargo, o el mínimo rasgo de poder que se le otorga a alguien, lo convierte en un breve dictador y como consecuencia no hace más que atropellar a sus paisanos. La gente compra cosas que no necesitan -muchas cosas diría yo- intentando llenar los vacíos que su realidad emocional no llena. La mujeres son infelices, los hombres están siempre demasiado ocupados y no tienen el tiempo necesario para satisfacer a sus mujeres, lo cual finalmente acaba aumentando la infelicidad de ambos. Están los que de regreso a su país, solo intentan mostrar una mejor versión de ellos mismos, al menos una mejor versión económica. Los que no dejan de repetir cual era su profesión antes de emigrar, para lucir mejor y más digno en una conversación. Los que se llenan de cadenas doradas, para darse más valor, porque como humanos son insuficientes. Los que hacen sonar el motor de su carro más alto que el resto, porque su incapacidad intelectual y su odio interior, no les permite ver que no son más que imbeciles… Están las nuevas y viejas generaciones de cubanos que solo hablan del día en que termine el atroz régimen que consume a Cuba, ya que en la propia Isla a nadie realmente le importa. Y así vamos más desunidos, más esclavos del ego, más reparteros, más Bajanda, más recargas, más especuladores, más indolentes, más sombras y menos luces, así vamos… Nos alimentamos de mentiras en todos lados, de malas vibras, de hipócritas -de muchos hipócritas-, de gente que aprende a mentir muy rápido y se van perdiendo, la superficialidad y la mediocridad generalizada los consume. “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso”*. … … … Mi cabello había crecido lo suficiente, pasaba por debajo de los hombros, indicando el momento de regresar… Los reencuentros tienen ese don de sorprendernos, porque inconscientemente siempre uno imagina repetidas veces la escena del reencuentro. Independientemente del tipo y del modo de reencuentro siempre ocurre este proceder… Había llegado a La Habana sin muchas complicaciones y la visión de la isla por vez primera, luego de un largo período de tiempo, conmueve al alma más ruda. Llevaba mi equipaje a las puertas de salida donde esperan siempre los familiares y los abrazos desencadenaron las lágrimas que llevaba almacenando durante tres largos años. Respiraba una y otra vez, volvía a respirar, largos y profundos shoots de aire, re-descubriendo los olores de La Habana. Encendí mi primer cigarro en el balcón con vista a la iglesia que me bautizó de meses. Me detuve a mirar perdidamente a la virgen con el niño en las manos, y en un murmullo estremecedor le dije: aquí estoy de nuevo… “Se vende esta casa” pregonaba la inmensa puerta de los años veinte, con vista a la calle Infanta, cruzada por Neptuno. Este letrero sugería la posibilidad de que probablemente la próxima vez que regresará, mi casa no sería mi casa nunca más… Todo se veía más pequeño, las avenidas, las aceras, los cuartos de las casas que solía visitar, las paredes, la cama donde dormía y que ahora heredó mi hermana. La suciedad de la Habana en todas partes, el apuro de las personas atropelladas en el transporte público, la no existencia de servilletas, la escasez de tantas cosas y una múltiple superposición de detalles, traen a tu mente el hecho de que has cambiado tú y que la ciudad sigue siendo ella, aunque lentamente se convierta en escombros… Pero el mundo asume otro matiz en el regocijo del abrazo de la abuela, del beso de tu madre, la risa y las bromas de los primos y la manera de amar de los hermanos. Los cuentos una y otra vez rememorados por el abuelo, al que todos conocen en el pueblo, porque es una leyenda viva. ¿Cómo valorar una partida de dominó con los amigos de cuando tenías 10 años? ¿Cuánto valor tiene la familia reunida, aclimatada por el ron cubano, la cerveza Bucanero y un lechoncito al asado? Recorrer la escuela primaria donde los recuerdos llevan tu nombre en las paredes, aunque ahora milagrosamente estén re-modeladas. El campo de volleyball, donde solo se jugaba a la pelota, con una bolita hecha de chapapote. Los viejos recuerdos casi caducados del zun zun de la carabela o la rueda rueda de pan y canela, las pequeñas esquinas donde besaste por primera vez, donde casi todo te daba pena y donde tu mejor amigo bailaba con tu noviecita porque tú no sabías bailar. Abrazar a tu primera novia, que ahora está casada y tiene una vida muy distinta a la tuya, ver como cada vez tu padre y tú tienen más cosas en común, dormir al lado de tu abuela como cuando eras un niño y había apagón… Esas pequeñas cosas del retorno al lugar donde fuiste feliz, no tienen precio, son el refugio que te guarda la memoria para recordarte de dónde vienes y qué cosas te definen… Luego de varios años el emigrante tiene un serio problema de identidad, siente que no es parte de ningún sitio, que su vida está dividida, que la nostalgia es un factor con el que tendrá que vivir siempre y que virar atrás ya no es una opción. Que no hay nada más triste y conmovedor que la vejez en la mirada de los seres queridos. Que tus padres cada vez, en cada regreso estarán más viejos, que seguirán los cumpleaños, los aniversarios, los fines de años, los días de las madres y los días de los padres y que también llegará la muerte dado el momento. Pasarán todas esas fechas, volverá a crecer mi cabello unas cuántas veces más, seguirán los viajes y la gente idiotizada y seguirá la vida que no para y no esperará por ti. Tu ausencia recorrerá la línea de los acontecimientos, y la constante añoranza del que se ha ido te penetrará los huesos, a pesar de ti y a pesar de todos… *Barbacoa: pequeña alcoba construida en lo alto de las casas. * “Y cuando los demás son el infierno, uno mismo no es el paraíso” parafraseoa Mario Benedetti.
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2020.05.15 06:47 DanteNathanael Nelkenherz: parte 1/2

NELKENHERZ


Las escaleras están frescas con heridas mientras sube escalón a escalón, poco a poco la obscuridad esclareciendo en sus viñetas oculares, volviendo a respirar con tranquilidad. Y aunque presentemente se encuentre solo, en su corazón lleva la compañía de todo el mundo.
La encuentra limpiando claveles en el estanque del jardín. Se pone de puntitas y trata de evadir las recientes flores y frutos caídos de las jacarandas que cubren la casa de la extraña lluvia tardía. Las obscuras ramas dibujan hipotrocoides en el aíre. Gorriones con la cabeza rojiza surfean el flujo etéreo que pasea sobre la ciudad, hacía el moribundo sol, la niebla ascendente pintada más y más de naranja en el horizonte hasta esfumarse en espirales concéntricos. . . . Pero antes de llegar a ella, ve la suavidad y lentitud con la que lava cada pétalo—del rojo pasan al rosa dentro del agua. A su lado apenas queda un par. Acercándose un poco más, las pieles de los irregulares pétalos revelan haber sido artificialmente teñidos con un rojo escarlata. Lentamente, todavía de puntitas, la abraza por detrás, un beso en la mejilla, un silencioso “ya estoy en casa, cuéntame.”
Termina de lavar los últimos claveles, los amarra en un ramo con la liga de su cabello, exdorado y cayendo en gravedad disminuida, seguramente por la presión atmosférica, y por fin le deja ver sus ojos, su mirada decaída. Una serie de jalones cardiacos le hacen instantáneamente besarle la frente y abrazarla. Pequeñas aglomeraciones de tristeza liquida empiezan a bajar por sus mejillas. Ambos se paran al mismo tiempo, petricor acercándose cada vez más. Deja que ella tome el ramo. Lo sostiene cerca de su pecho, manchando su azul uniforme. Caminan hacía la puerta trasera, entrando silenciosamente a casa.
La luz permanece apagada. A través del estudio hay veladoras que él empieza a encender, mientras ella regresa del almacén con un jarro acampanado de vidrio. Dentro de él coloca las flores, agua y unas cuantas lágrimas. Cuando la ultima veladora ha sido despertada, el pequeño cofre, Cuauhxicalco—que le sorprende aún funcioné después de tanto tiempo, especialmente al ser su primer proyecto de carpintería, regalo de su primer aniversario—ya descansa en sus blancas y temblorosas manos. Se acerca y le desabrocha el pequeño collar de oro del cual pende una pequeña llave con las letras vanvda en el cuerpo de esta, que ahora va clink, clink, para abrir y revelar múltiples chalchihuites, jades y serpentinas. De su bolsillo saca 3 jades. Las lágrimas dentro de él no pueden ser contenidas por mucho más tiempo, pero da su todo para seguir mirando en silencio. Ella toma un pétalo de clavel y envuelve una de las piedritas en él. Tan pronto como introduce las tres piedritas se deja caer, él apenas si la alcanza.
La sienta en el sillón de vinilo negro, su favorito, en la esquina del estudio. Toma otra silla y se sienta frente a ella. Después de un minuto, comienza a hablar.
“No fueron 3.”
“Oh. Gracias a Dios. . . .” La tristeza viene ahora a ser reemplazada por curiosidad. “¿Entonces por qué pusiste tres piedritas dentro del cofre?”
La lluvia llega al techo sobre sus cabezas. Su pequeño entra a la habitación, buscando a sus padres, extrañado de no haber escuchado el usual tumulto en la puerta delantera.
“Cuando me llamaste y dijiste que quizás tardarías un poco más, no pensé que fuera tan grave, Cariño.”
Las manitas del pequeño toman otra silla y la arrastra hasta quedar entre ellos. Despeja el cabello de sus ojos y se amarra su casi dorado cabello con una liga que siempre lleva en la muñeca. Su mirada revela entender lo que está pasando. Coloca una de sus manitas de porcelana en la pierna de mamá y la otra en la pierna de papá, y asiente gravemente, pidiendo que continúe.
Und ich gehör dir nicht zu.
Beide klagen wir nun.
¿Dijiste algo, Preciosa?” dice mientras pasea su trapo de derecha a izquierda sobre la blanca superficie moteada del mostrador, dejando un rastro húmedo—susurros narcolépticos de caracol. “¿Has estado leyendo tus poemarios de nuevo?”
“¡Yia! Pfugeljin.”
“¿Vögelchen?” una pequeña risa. “¿Y ahora por qué soy una pequeña ave? ¿Qué hice ahora?”
“Eeeees—“ acercándose hacía él, hasta dejarse caer sobre sus hombros, rodeándolo con sus suaves y cansados brazos, recostando su cabeza en palpitante pecho de su amado, para continuar “—porque eres el que me lleva al cielo en tus alas.”
Las ultimas tormentas han dejado de caer, aunque el hombre del clima, Don Eladio, alias “Hieladio,”avisó de un frente frío que llegaría del Norte por la tarde. El un poco oxidado gallo de los vientos, siempre anunciando en sutil canción la víspera del amanecer sobre el letrero de la florería, Nelkenherz en grandes letras serif rojas sobre un fondo blanco, avisa que el viento se acerca no desde el Norte, pero del Este.
En el encuadre se puede ver la parte baja del letrero de la tienda, del cual cuelgan cuatro bulbos geométricos, uno parpadeando, a punto de morir; ambos ventanales llenos de flores por detrás. Y la gran puerta de cristal-madera obscura, de la cual sale jovial, suelta y sonriendo naturalmente a quien pase Maxine Boan. La florería le pertenece a ella y a su esposo, Kelvin Antares. Las piernas del lucero de la calle Aloe se mueven de un lado para otro por debajo de su danzante vestido mientras recoge las restantes mesas que por la mañana estaban llenas de amapolas, lirios, petunias, girasoles, rosas, margaritas, geranios, hortensias, petunias, begonias, gitanillas, azucenas, nomeolvides y claveles—los primeros del año. La cámara no puede captar muy bien todo el rango de colores por la mañana, pero ya que es tarde, bajo la luz monótona, nublada, saturada, ella brilla en el centro de la película.
Un pequeño beep avisa que ya ha terminado de grabar. La guarda dentro de los tantos bultos de su chaqueta y se levanta de la silla frente a la florería. Todos esperan ya la lluvia, pero no viene . . . espera pacientemente en las alturas para dejarse caer.
La cita es alas 19:30, en la entrada a la Posada del Sol.
Realmente no sabe lo que está haciendo. Un amigo le había recomendado trabajar con Tomas Villacorta Jr. Desde hace un año. Era un trabajo simple como este: ir y tomar video de un grupo de amigos que siempre se reunía cerca de Plaza San Pedro. Cuando la noche caía, bajo el manto matrimonial del sol y la luna, de las estrellas y el smog, se acercaban más, pagándole a alguien en la iglesia para subir a la azotea, al Hospital Juárez. Allí llevaban un tipo de ritual para comunicarse con la Planchada. Habiendo contactado previamente a la Quemada unos días antes, que había revelado el nombre de aquel malvado italiano, pidiendo que le hicieran pagar por lo que hizo, pues así lo quería la Tierra.
“Deste gafe ni la Llorona sabe. Su crimen castigado verlo he. ¿Encontréis vosotros a V.? Diz que Planchada en vida fuera duno de su cuna amante.”
“¿Eulalia ‘La Planchada’ del Hospital Juárez?”
“Con ella averar.”
Así que lo hicieron. . . . Un poco.
La Planchada estaba demasiado cansada después de la pandemia que ocurrió hace unos años. Los pacientes necesitaban demasiada atención. Incluso tuvo que ir de paso a otros hospitales para suplir con la carga a los enfermeros espectrales que allí laboraban. En sus aventuras fuera del Juárez se encontró a varios fragmentos del alma de Nightingale trabajando horas extra. Historias fueron intercambiadas y pronto Eulalia se dio a conocer en todo el mundo fantasmal benigno. (Algunos dicen que incluso el maligno, pues se apareció el fantasma de un criminal, herido, una noche en la explanada del Juárez. Eulalia lo curo y lo cuidó sin dirigirle la palabra.) Esto hizo que se arreglara de nuevo el cabello y lavara sus ropas, por lo que cuando finalmente apareció, casi no la reconocieron. Era 12 de mayo. Se sentó con ellos.
Eulalia reveló el nombre de aquel muchacho que la engaño, dejándola atrás, sola. Huyendo con aquella que finalmente llamaría esposa . . . Teodoro V.
Los chicos desaparecieron uno a uno después de eso. Él nunca lo supo.
Pero el dinero escaseaba, y el trabajo del magnate transnacional era demasiado fácil como para que pagara $10000 . . . solamente por filmar por una semana a una reconocida pareja que vendía flores y nunca daño a nadie. Demonios, incluso él mismo había ido a comprarle flores ahí a ella . . . a ella . . . varias veces. . . . ¿Qué podría pasar?
En las puertas de la Posada del Sol lo esperaba un agente vestido de basurero—es eso . . . sí, dice “prohibido penetrar a personas no autorizadas:” nice—naranja como el metro, como el cuerpo de una pluma, estoico, llenando botes despintados y oxidados de una cantidad exagerada de basura para un disfraz. Le hizo una señal de que echará el instrumento en la basura.
Bajo la acera, dando la mejor impresión de desinterés que pudiera, y aventó todo junto dentro del bote de basura orgánica. El hombre le maldijo.
Antes de llegar a casa, por curiosidad pasó de nuevo por la florería. Maxine ya había recogido todo y se encontraba dentro. En su mano una taza que al beber de ella empeñaba sus lentes. Kelvin estaba terminando de merodear en la caja, un último click antes de acercarse a Maxine, quien instantáneamente sonríe viéndole a los ojos . . . ¿fue eso una patada? No puede ver muy bien desde ahí.
Recuerda que todavía lleva puesta el arrugado disfraz, desparramándose a los lados como una masa viscosa dejada mucho tiempo sobre la mesa. Se la quitó y la desechó en el cubo más cercano. Finalmente se arma de valor para ir a saludar a la pareja, que ya van un paso afuera de la florería. El cielo aún está gris, pero ni el viento ni la lluvia tienen la presencia que se esperaba. Cuando Kelvin apaga las luces, todos los colores de la calle Aloe se dispersan a los vientos como motas de polvo. Ni una herida traería un poco de color de vuelta.
“¡Memo!” salta Maxine. Su negro cabello lacio se alza y cae lentamente en ritmo con su vestido, resaltando la luminosidad de sus dientes, rodeados de un rojo natural. Se acuerda de ella. “¿Cómo has estado? Hace mucho que no pasas por la tienda. ¿Las cosas siguen mal?”
“Si. . . . No la he vuelto a ver desde el invierno. Navidad fue la última vez que estuvimos verdaderamente juntos, desde ahí he estado estático. No sé si—“
“Memo,” interrumpe Kelvin.
“Señor,” haciendo un pequeño saludo japones, sincero y automático, con los ojos fijos en el suelo.
“Me pareces un excelente chico, Memo. Desde que venías a comprarle ramos personalizados, desde la primera hasta la penúltima vez que entraste en esta tienda, pude ver en tus ojos cuanto la amabas. Ah, no solo en tus ojos, todo tu ser rebosaba de amor, de energía.” Una pequeña pausa, sus pupilas brillantes, buscando qué decir, le dan la vuelta al mundo.
“Es repentino,” voltea a ver a su esposo, que le da el si con la cabeza. “¿No gustarías acompañarnos un poco a la casa? Me gustaría saber qué está pasando contigo y con . . . ella.”
“No se preocupe, puede nombrarla.”
“—con Claire.”
“Por supuesto, no tengo nada más que hacer por hoy.”
Después de 5 calles y 2 vueltas, subiendo las escaleras verdeas, las que si tienen barandal, llegan a una grandiosa reja que tiene las letras A&B en la cúspide, sobre las cuales descansa una corona de flores. Todo el trabajo de hierro parece estar hecho a base de gigantes flores petrificadas.
Guillermo mira su reloj . . . se le hunde el pecho. Ya es un poco tarde, pero ya no hay una razón por la cual llegar a casa lo antes posible. Comprará la cena en el camino de vuelta . . . y una botella de ron.
Adentro va Maxine, luego Guillermo y finalmente Kelvin, quien cierra la puerta tras de sí. Dentro de los umbrales de la casa, Guillermo puede ver claramente una distinción entre aquel lugar y el mundo exterior. Todo huele a paz, el peligro ya no sabe en su boca. ¿Es esto lo que es un hogar? Su pecho se hunde todavía más. Trata de que los recuerdos de un futuro imposible ahora no le llenen los ojos, desbordando todo aquello que no dice, el dique de su escasa seguridad llevado a un punto crítico. La humedad derrumbándose lentamente sobre su cara lo llevará de nuevo a la orilla del mar donde la conoció. Sabe que cada vez que lo hace, la brisa de barre su corazón con bruma algún día lo convertirá completamente en un bloque de sal, uno que todas las empresas que lucran con la insoportable inaceptabilidad de una partida, esperando en los valles emocionales donde la obscuridad es más densa, más pesada, que se pega a la piel, exprimirle todo hasta convertirle en un fantasma que recurre a la pornografía, el alcoholismo, la putería, para seguir huyendo . . . pero nunca podrá huir de nada. Y lo sabe. La promesa de amanecer en otro día más brillante, apenas consciente, con la boca seca y una resaca, siempre termina por llevarlo a un día todavía mas obscuro, donde el sol sigue brillando igual pero lo siente cada vez menos. Los horizontes a los que quiere llegar son solo los bordes de su tumba, y cada vez que cierra los ojos, la única luz que hubo en su vida, la única que dejó entrar, va rondando en el laberinto de su tragedia, sin parpadear . . . ni sus parpados lo protegen de notar su ausencia. . . .
. . . y Maxine lo abraza sin dudar. Finalmente llora. Kelvin entra para preparar la sala.
En los lapsos que puede abrir los ojos, un poco distorsionadas por el mas acuoso, puede ver muchas flores y cajas, cajas grandes, apiladas por doquier.
Maxine lo sienta a su lado en el sillón más largo, dando de frente a la apenas usada chimenea. “Deja salir todo,” le dice.
Kelvin cena solo. Deja preparados otros 2 platos y sube a realizar una llamada. Aún cuando Guillermo ya ha dejado de llorar, La voz, con un tono de emoción igual al que cuando empezó, puede oírse todavía.
“Así que eso paso. . . .”
“Ya han pasado tantos días y todavía la extraño.”
“No importa,” Maxine con una sonrisa. “La verdad solo la extrañas porque le daba estabilidad a tu vida. Desde que se fue, nada ha sido lo mismo—¿cierto?—pero no tiene que serlo. Las cosas deben de mejorar. Y todo, especialmente el amor, se da de forma natural. Me contaste que incluso has rechazado a algunas personas por ella. Bueno, me parece que es porque crees que no eres digno de nadie, le tienes miedo a demostrarle a otras personas lo que realmente eres. Pero dime, ¿te has sentido mejor por rechazarlas? Quizás sientas que estás siendo responsable al no entrar en una relación, pero, querido, no lo estás siendo. Vales muchísimo como para que sigas huyendo de tomar responsabilidad de ti mismo, Sabes que tu corazón quiere amar, pero lo único que haces cuando se presenta ese amor es huir, llenándote la cabeza de mil cosas. No retrases lo inevitable, no quiero que te hagas daño.
“Pero ah, hermoso, mírate. Realmente mírate. Estás así por alguien que ya no está. Tu amor es muy grande. Tiene una fuerza inmensa. Ocúpalo en ti mismo y en alguien que realmente quiera lo mejor para ti. Quizás pienses que no es así, pero encontrarás a alguien que te ame, que pueda ver a través de todo lo que escondes, directo al tesoro de tu alma. Y ni tu pasado ni tus miedos le van a importar, por que está ahí no solo para amarte, también para enseñarte todas las cosas que hay por amar en ti: cuando la veas sonreír, cuando le haya contado a alguien de ti y al presentártelos digan ‘¡Memo! es un placer conocerte,’ cuando duerma tranquilamente en tu pecho y te diga con toda seguridad que tú eres lo que ella quiere. Y cuando menos te des cuenta, tu corazón habrá sanado, y ella te tratará igual, pero ahora estará aliviada de que puedes por fin verte como ella te ha visto desde el principio. Y no es que no vea toda la obscuridad en tu corazón, no es que sea ciega a ella, a veces, cuando no la veas, tendrá miedo, pero sus ojos brillarán de nuevo, pues sabe que eres realmente aquél que brilla por debajo de toda esa obscuridad.”
Antes de que la sonrisa de Memo se transformara en llanto, Kelvin baja al fin, sus pasos resonando en la escalera, pues baja dando brinquitos.
“¿Ya?” le pregunta a Maxine. Ella asienta. “Bueno, toma,” le dice a Guillermo, alargando el teléfono del cual ya cuelga una pila portátil.
“Amm . . . ¿yo?”
“¿Quién más, campeón?”
“Ah, uhhh, ahhhh . . . okay . . .” se pega el teléfono a la oreja. “¿Bueno?”
“Holaaa, ¿Memo?” Al oír aquella voz, el corazón de Guillermo empieza a latir de otra manera, no con ansiedad, pero con emoción.
“S-s-¿si?”
“Un placer Memo. Me llamo Eurus y—“
“¿Crees que estará bien? Eurus lleva mucho tiempo queriendo conocerlo.”
“Lo hará. Nuestra niña es la mejor.”
Cuando bajan de nuevo, la llamada todavía sigue su curso.
“—si solamente la buscas cuando estás triste, no la amas. Definitivamente extrañas la seguridad que te daba. Es más fácil regresar a lo que eras antes, porque así ya nadie podrá juzgarte por lo que eres realmente, temes abrirte con alguien más, porque como dijo mamá, crees que no te amaran. Bueno, Cariño, la realidad es que muchos y muchas te han amado, pero en tu necedad, has cerrado la puerta por un amor oxidado, que ya ni es cenizas, es carne muerta, y te vas a pudrir con ella si sigues aferrado.”
Al llegar a casa, ya muy de madrugada, Guillermo. . . . Bueno, la conclusión lógica entonces es que realmente amas a quien buscas cuando estás feliz, ¿no? . . . Guillermo estaba muy feliz. Y no podía dejar de pensar en Eurus.
. . .
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2020.05.09 05:47 Packandreita LEEAN ESTO🔥🔥🔥

Les cuento que estaba relax en el mueble de mi casa el martes pasado, cuando a eso de las 8 de la noche me llega un mensaje por el buzon del OnlyFans... Era nuestra chiquilla preguntandome si estaba interesado o no en lo que habiamos conversado sobre los packs explicitos. Basicamente le comente que si estaba interesado en que hicieramos negocios pero a otro nivel, y que mas que ver sus fotos me gustaria invitarla a cenar para conocerla, en un restaurant-lounge muy famosillo entre las empresarias VIP de estas tierras, solamente como amigos (que si queria podia llevar compañia), pero que de todas maneras le iba a pagar lo que me costaba el pack, para que supiese que hablaba en serio. Note como ella se tardo un poco mas de habitual en responder luego que le dije eso, pero al cabo de unos minutos me dijo que le parecia super, y que podiamos vernos el jueves en la tarde-noche. Les confieso que no esperaba esa respuesta, sino el tipico "jajaja puede ser" que ya me habia soltado en ocasiones previas... Pero bueno, uno a veces en la vida esta mas lechuo que otras, asi que cuadramos bien la cita... Llegada la ocasion, me encontraba yo mas nervioso que la verga y sentia que todo habia transcurrido mas rapido de lo previsto, como quinceañero a punto de tener su primera cita a ciegas. Para mi mayor sorpresa, desde lejos reconozco de una el monumento de mujer entrando por el pasillo hacia la mesa que habia elegido meticulosamente en un rinconcito apartado del restaurant, pero venia sola! La saludo con un besito en la mejilla tratando de que no se me notara que me temblaban las piernas y procedo a ayudarla con la silla para que tomara asiento. Le pregunte que deseaba tomar, pero yo previamente ya me habia llevado mi botella de Buchanans 18 Años y, como parte de mi elaborado plan, la habia dejado perfectamente visible para que ella supiera, como no, que era un pantallero con billete, capaz de bajarse sabroso de la mula (obviamente no lo soy, asi que lo que hice fue llevarme la botella desde mi casa y pagar alla solamente el descorche). Pedimos su bebida, comenzamos a conversar y no perdi oportunidad para sutilmente hacerle llegar informacion sobre mis numerosas inversiones y lo estresado que me tiene la situacion del pais, ya que las ganancias este año no habian estado a la altura de los años anteriores. "Fijate tu lo vacio que esta el restaurant, cuando antes, este mismo dia y a estas horas, no cabia un alma mas, y la gente ya estaba haciendo fila afuera para poder entrar"... "No se consiguen los repuestos para la camioneta, todo hay que estarlo pidiendo en el extranjero y trayendoselo por empresas de envios"... "Antes viajaba todos los fines de semana a Los Roques, a Aruba, a Punta Cana, y en el aeropuerto uno se encontraba un poco de conocidos. Ahora lo que da es tristeza"... Fueron algunas de las perlitas que le fui soltando a lo largo de la conversacion. Tambien aprovechaba de preguntarle esporadicamente sobre sus cosas, pero obviamente no le estaba prestando demasiada atencion a sus respuestas, ya que estaba concentrado en no dejar la vista fija por mas de 5 segundos en las inmensas tetas que se asomaban a traves de una blusita transparente (debajo de la cual tenia un sosten negro que lucia algo costoso, por supuesto). Total que, para no hacerles el cuento mas largo de lo debido, al acercarse el momento de retirarnos le sugiero que no es necesario que gaste dinero en taxi para irse, que yo podia acercarla hasta donde se dirigiera luego de alli, y que la situacion estaba sumamente insegura en la ciudad a esas horas. Conmigo se iria mas segura que boveda de banco central, ya que andaba en camioneta blindada. Pues señores, dejenme decirles que esta debe ser la semana mas afortunada de mi vida, porque la demonia acepto sin chistar! Pido la cuenta, y nuevamente como parte de mi plan, le pregunto al mesonero si es posible pagar con dolares en efectivo, y que si la propina tambien la podia dejar asi. Por supuesto que la respuesta ustedes ya se la imaginaran, asi que procedo a sacar de una bonita cartera negra LV de cuero que utilizo para ocasiones especiales, par de billetes con la efigie de un tal Benjamin Franklin, diciendo al mismo tiempo "dejalo asi" y entregandole en las manos al mesonero otro billete doblado y no visible junto a la expresion "esto es para ti". Me despido de todo el que se atraviesa en nuestro camino hacia la salida como si los conociera de toda la vida y cuando llego al tipo de valet parking, le entrego el ticket de estacionamiento junto a otro billetito verde doblado y la misma frase pretenciosa. Por un instante me quedo congelado apreciando como ese par de monumentales nalgas, metidas en un pantaloncito de cuero a punto de explotar, se dirigen hacia el puesto de copiloto de mi flamante y fiel camioneta, previa ayuda (desinteresada?) de los zamuros del valet parking, quienes deben haber pensado que acababan de traerle el carro a un narco pesado, no tanto por el vehiculo, sino por la diosa que se estaba montando en el... Procedo a montarme yo tambien, le pido destino a Andreita y nos enfilamos hacia la direccion indicada. En el camino retomo el tema de las fotos sin censura que me ofrecio y le pregunto que por que no aprovecha semejante belleza para apuntar mas alto en el negocio, que con esa figura que posee, podria facilmente hacer mucho mas dinero que el que esta consiguiendo actualmente, y que conozco varios hombres de negocios, amigos mios, que estarian dispuestos a pagarle lo que pida con tal de poderla apreciar como Dios la trajo al mundo... "Jejeje, mi amor, es que yo eso ya lo hago desde hace tiempo" me responde al tiempo que trato de no chocar y de recoger la mandibula que se me acaba de caer al suelo de la camioneta, y antes de que yo pudiera siquiera balbucear cualquier comentario adicional, me lanza la estocada final diciendo "cualquiera que me quiera conocer de manera mas intima lo puede hacer, yo cobro mil dolares la hora"... Como se imaginaran, no terminamos en la direccion dada originalmente sino en un establecimiento de descanso familiar denominado "California Suites". Entramos a la suite alquilada por mi (por toda la noche, aunque ella se iba a ir al cabo de una hora), me dice que le de unos minutos y se encierra en el baño. Yo por mi parte me despojo de mi vestimenta en menos de 5 segundos y voy llenando el jacuzzi de la habitacion con agüita agradablemente caliente, aun sin poder creer por completo que eso me estuviese pasando a MI... La imagen de ese caramelo saliendo en ropa interior del baño y preguntandome si queria que se metiera conmigo en el jacuzzi, es algo que JAMAS se va a borrar de mi memoria... Muchachos, yo estaba literalmente en shock cuando se metio en el jacuzzi, se sento a mi lado, me dejo tocarle esas inmensas tetas que porta y ni se inmuto cuando comence a acercar mi boca hacia esos pezones paraditos. Sentia que en cualquier momento iba a eyacular sin remedio alli mismo y ella ni siquiera me habia tocado el machete. Les confieso que no se cuanto tiempo pase pegado como chivito a esas tetas, pero cuando vuelvo en mi, escucho que me dice "levantate" y me pide que me siente en el borde del jacuzzi. Lo unico que pude hacer antes de que mi güevo entrara en la boca mas suave, delicada y deliciosa que ha pasado por mi vida, fue clavar mi vista en uno de los multiples espejos que adornan la habitacion, ver semejantes nalgas rebotando al ritmo que me lo mamaba y fue entonces cuando un pensamiento perturbador invadio de coñazo mi mente: "sera que esto es un sueño?" Dejame pellizcarme pa ver... Hermanos, nunca, pero NUNCA en la vida hagan eso, porque si estan efectivamente soñando, van a agarrar la arrechera mas malditamente grande de este mundo cuando se despierten, COMO ME PASO A MI!!! Todo era un sueño, de esos que uno tiene pocas veces en la vida, y en los que desearia quedar atrapado para siempre tipo Inception... JAJAJA! Asi que ya saben. Postdata: para los que llegaron hasta aqui por el comentario del panita jodedor @Mrbirthmarks en el otro post, lamento decirles que eso tampoco es verdad, se trata de una desalmada fake news. El simplemente los queria trolear, y yo tampoco los iba a dejar pasar lisos dada la oportunidad, jajaja! Buenas noches, yo tambien los amo...
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2020.03.26 05:53 Ghana_9 Lo siento si este post no es precisamente alentador.

En lo personal no tengo ese algo que motiva a las personas a vivir y seguir adelante, la verdad es que no quiero seguir.
Nuevamente, lo siento si parece que me victimiso o algo así, pero esta es la primera vez que me desahogo en toda mi vida.
Mi vida entera a sido horrible, durante toda mi infancia fui maltratado física y psicológicamente, debido a este trauma durante mi adolescencia (presente) sufro y necesito ayuda de parte de un psicólogo y psiquiatra, pero mis padres han ignorado mi problema.
Infancia: En mi infancia fui maltratado por mi hermano 6 años mayor, todavía me pregunto como el podía ser tan cruel, no solo me golpeaba, gritaba e insultaba diariamente, sino que también me amenazaba de muerte y me humillaba. Mientras el hacia esto mis padres (divorciados) no le tomaban importancia cuando yo lo acusaba. Mi madre (con quien vivo) trabajaba durante el día, y al llegar en la tarde yo era ignorado, mientras que ella apoyaba y le daba atención a mi hermano. Por el otro lado mi padre (a quien veo 3 o 4 días al mes) le demostraba su amor y hacía actividades con mi hermano mayor, mientras que a mi me gritaba cada día y solo me pedía hacer algo con él cuando mi hermano mayor lo rechazaba. Además entre mi madre y mi padre se odian y yo siempre tengo que escuchar todo lo malo que uno dice del otro. En la escuela nunca pude hacer amigos ya que era tímido, aunque por lo menos no me odiaban o algo por el estilo. Mis problemas con mi hermano van desde que tengo memoria, cuando pequeños las niñeras no hacían nada por la actitud de mi hermano, y cuando crecimos un poco yo me quedaba solo en casa con él hasta que mi mamá llegara, tardes en que nadie podía detener sus maltratos. Ninguno de mis padres nunca creyó que lo que mi hermano me hacía era muy grave, supongo que creían que estaba exagerando, mi hermano no me hacía nada cuando yo estaba al lado de uno de mis padres, pero yo sabía que si estaba al lado de ellos mucho tiempo mi hermano me iba a golpear con más fuerza la próxima vez que estuviéramos solos, nunca me podía decidir si unos minutos de tranquilidad valían la pena por el castigo que vendría, eso me torturaba - "Acaso lo recordará?" - "Que tan fuerte me golpeará?" Siempre traté de ser cariñoso con mi madre, a pesar de que me ignorara, siempre traté de ser cariñoso con mi padre, a pesar de su favoritismo, y con mi hermano traté de ser cariñoso algunas veces, pero como el tiempo no podía hacer más que odiarlo.
Adolescencia: En mi infancia yo era tímido pero animado, en mi adolescencia (y fines de infancia) este ánimo desapareció. Mis compañeros de clase se burlan de mi por mis malas calificaciones, ya que no tenía tiempo para estudiar, porque en ese tiempo estaba siendo maltratado por mi hermano, por esto recién estoy empezando a hacer amigos. Un día pedí a mis padres que me llevaran a un psicólogo por como me siento, ellos dijeron que me llevarían, pero tardaron 8 meses en hacerlo, y la segunda cita fue 6 semanas después, lo mismo con el psiquiatra, que dijo que probablemente me dará antidepresivos. Durante parte de mi infancia y durante mi adolescencia e evitado los sentimientos, tanto los de odio, de amor, tristeza, felicidad, e tratado de no expresar nada, a veces temo explotar en un mal momento y arruinar aún más mi vida. Además de todo tengo insomnio, me duermo a las 3 a.m. y me despierto a las 5 a.m., antes de que suene mi despertador, esto afecta mi rendimiento escolar, aunque aún así considero de que no lo hago tan mal ya que mi colegio es estricto y difícil en general.
En resumen en mi infancia me sentía solo y era maltratado, y en mi adolescencia no me toman importancia y sigo solo.
No confío en nadie, solo se burlan o me gritan
Por lo menos mis padres me llevaron a recibir ayuda, pero sin un buen ritmo no voy a conseguir nada.
Entiendo si alguien dice que por lo menos mis padres intentar ayudar, no digo que no lo intenten, lo que me molesta es que ellos creen que siempre han hecho todo bien, que ellos son perfectos y yo soy un tipo de fracaso (por lo menos así lo siento).
Además de esto un día me dijeron algo totalmente inesperado, me sentí algo halagado, pero puso un peso sobre mis hombros, me dijeron que yo iba a tener que mantener a la familia al crecer, que mi hermano (ahora un total fracaso) no podría, ni mi prim tampoco porque el está en un mal colegio y probablemente no entre a la universidad. Esto me hizo pensar que no soy tan inútil como siempre creí, pero el problema es que dificulta mi decisión de suicidarme, hace unos meses tenía claro de que lo haría en algún momento, ahora que me pusieron esta responsabilidad me hace repensar las cosas, pero también me tiene estresado - "Que pasa si no lo logro, si no soy lo suficientemente bueno" - "No creo lograrlo con mis calificaciones actuales, y quizá debido a que no duermo bien se me dificulta mejorar"
Es extraño, temo no estar a la altura de gente que no fue buena, que cree que puedo ser un perdedor, no se porqué me importa tanto su opinión.
Y, creen que el suicidio sea una salida viable a mi sufrimiento?
Lo siento si fui muy negativo pero es lo único que puedo pensar ahora.
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2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2020.02.19 22:15 paleuribe El individuo (cuento)

El individuo es un invento de la cultura occidental, un centro imaginario en torno al cual se orienta su actividad que le permite arrojar productos al mundo y que éste se los devuelva en forma de dinero, con lo cual podrá seguir repitiendo el proceso indefinidamente hasta que sus manos pierdan su fuerza y su mente su orientación y sea arrastrado por la entropía y el frío eterno del universo estabilizado. Pero esto el individuo no lo sabe, o lo sabe de una manera vaga que le permite sumergirlo con el resto de imágenes y sensaciones en el basurero de su conciencia, de la cual resurgen de vez en cuando ideas desagradables pero que siempre podrá, con un poco de esfuerzo y algo de sedantes, suprimir.
A pesar de ello, hay algo de admirable en el individuo, una persistencia inamovible en aquello que lo destruye, tanto más admirable por el hecho de que aquello no le retribuye, salvo en cortos y leves momentos, ningún beneficio. No hay certeza más fácil de refutar que el supuesto egoísmo que lo motiva: si fuera realmente egoísta, este sistema no se mantendría un solo día en pie. Lo cierto es que el aparente egoísmo del individuo no es más que una solidaridad absoluta con el futuro, que él se imagina como dirigido en su propio provecho; el futuro estaría dirigido hacia su progreso, sea como sea que se imagine ello el individuo. Pero lo cierto es que el futuro es el futuro del sistema mismo, de su eterna repetición, que utiliza al individuo hasta que no tenga más futuro que exprimirle, abandonándolo después al infierno particular que tiene para aquellos que juzga como inútiles.
Una de las grandes preocupaciones del individuo, y quizás la única, es la de si él en efecto es un individuo, y si los demás individuos realmente lo son. Para ello, dispone de una serie de hipótesis que elabora y rumia día tras día, muchas veces mientras está ocupado en sus tareas. Algunas veces piensa que es el único individuo que ha existido y que podría llegar a existir, elucubrando ideas torpes acerca de cómo las cosas del mundo se deducen de él, como quien se limita a poner valores en una ecuación. Otras veces, presa de un excepcional entusiasmo, piensa que todos los individuos existen, y que son como él, e incluso que en el fondo son todos un mismo individuo que el sistema se ha encargado de dividir y aislar. Pese a estos altibajos, la mayoría de las veces el individuo se limita a pensar que los demás individuos existen, y que son estúpidos.
La apreciación y la estimación de la magnitud de la estupidez de los demás individuos es uno de los pasatiempos favoritos del individuo, y quizás a estas alturas el único que le queda. No son buenos tiempos para el individuo: está todo demasiado saturado de ideas y acciones, de estímulos y respuestas, como para mantener un mínimo de estabilidad emocional. El individuo siente que pierde su centro, y teme que sus complejos, que tanto le ha costado cultivar, se independicen y se dispersen y lo dejen en la nada que en verdad es, en un perpetuo mirarse en el espejo. El individuo teme, solo de eso está seguro. Desconfía de las ideas y los estímulos que le llegan, lo aterroriza que sus acciones y reacciones sean manipuladas por esos individuos estúpidos pero astutos, o por individuos astutos que los dirigen a ellos, o por fuerzas ocultas que dirigen todas las acciones humanas, que todos pueden ver excepto él.
El individuo percibe una idea, pero no sabe si es de él. Aunque más que una idea, es una voz, que le exige una respuesta. El individuo no sabe qué responder, no solo porque no sabe la pregunta ni a quién responderle, sino que sobre todo porque siente paralizada su conciencia: el temor a la respuesta adecuada lo hace entrar en un ciclo de estímulos e ideas, cuya extensión aplazada hasta la náusea lo hace retroceder hacia sí y limitarse a mirar al mundo con ojos inmensos, que ya no se dedican a mirar sino a esperar la piedad del mundo para que no lo aplaste.
Pero el mundo no lo aplasta; se limita a insistirle con una pregunta: qué opina. El individuo entonces comprende que la voz no viene de algún lugar oscuro de su conciencia, sino que es la voz de otro individuo. Percibe que el individuo está rodeado de otros individuos, que están en un recinto donde se encuentran aún más individuos, que están hablando, riendo, bailando; siendo, en definitiva, individuos. Los individuos que lo rodean lo quedan mirando a la espera de su respuesta, al parecer el único momento en que el individuo irrumpirá en el mundo, en que cortará el flujo normal de los acontecimientos para revelar su único e irreductiblemente diferente punto de vista acerca del mundo, en que podrá intervenir y quizás cambiar el punto de vista de algunos de los individuos presentes, que a su vez reproducirán en sus interacciones con otros individuos tal cambio en la forma de ver el mundo, cambiando así el mundo, aunque de forma mínima, sí irreversible.
El individuo sonríe. Intenta decir algo gracioso pero no sabe cómo rematar, aunque de todos modos nadie nota que esa era su intención. Intenta recordar las palabras que los demás compartían antes de que le preguntaran, recuerda algunas palabras pero no sabe cómo usarlas. Habla en términos genéricos y sabe que bien podría dejar de hablar en ese momento y que ello no haría ninguna diferencia. Pero los ojos de los individuos ejercen sobre él una fuerza desconocida que lo lleva a no poder dejar de seguir balbuceando, a seguir encadenando palabra tras palabra su ruina. El individuo nota que poco a poco los rostros de los individuos comienzan a hacer gestos de burla y luego de indiferencia, y uno tras otro se voltean hasta dejar de fijarse en él. El individuo toma la lata de cerveza más cercana y, sin despedirse de nadie, sin que nadie lo note, abandona el recinto.
El individuo sube a la primera micro que ve en la calle, no sabe hacia dónde irá. Se sienta en el fondo de la micro y abre la lata de cerveza, la toma mientras mira por la ventana y escucha por sus audífonos música genéricamente deprimente. El individuo mira su rostro en la ventana pero no puede reconocerse en él, como si siempre hubiera carecido de rostro y justo ahora que requiere mirarse en uno el mundo le arroja un rostro a la rápida, hecho sobre la marcha. Piensa que no pertenece a nada, ni siquiera a sí mismo. Qué es lo que se individúa en el individuo entonces, se pregunta el individuo. Piensa entonces en sus hipótesis acerca de los individuos, cree comprender lo que ocurre cuando en realidad sólo se dedica a rumiar una y otra vez los mismos pensamientos, a la espera de un consuelo que a veces imagina como una iluminación espiritual, y a veces, pero esto no le gusta confesarlo a sí mismo, como la llegada de un milagro.
El individuo cae en la cuenta de que en algún momento de la noche sus pasos lo han llevado afuera de lo que llama su hogar, aunque sería más apropiado decir el habitáculo donde arroja su cuerpo de forma periódica, y a estas alturas de forma casi permanente. Se para frente a la puerta, cierra los ojos y respira hondo, luego decide entrar. Arroja a un rincón lata de cerveza que lleva horas vacía. Se recuesta sobre su cama a oscuras, no se molesta siquiera en prender la luz. Revisa en el celular su correo: solo mensajes de ofertas de tiendas, de puestos de trabajo que nunca tendrá, de avisos de deudas que nunca va a saldar. Ningún mensaje de algún conocido, ningún recordatorio de alguna actividad, nada que le dé una señal siquiera ilusoria de que existe. Va al refrigerador, encuentra una última lata de cerveza, al lado de una lechuga quemada hace semanas por el frío y un pote con una comida que hizo la semana pasada y que sabe que en ningún caso se comerá.
El individuo vuelve a recostarse en la cama, con la cerveza en una mano y el celular en la otra. Revisa sus redes sociales, si hay algún artículo interesante, algún video gracioso, alguna imagen que compartir. El individuo siente un deseo, un impulso al que no puede resistirse. Entonces busca en el celular e instala la aplicación de citas que ha desinstalado y vuelto a instalar tantas veces. Al individuo se le aparecen en la pantalla imágenes de individuos con los que podría encontrarse. Las imágenes traen descripciones, pero él ya no las lee hace tiempo, ya adivina la genericidad de ellas: me gustan los viajes, las aventuras, pero también la soledad, no busco nada estable pero tampoco me cierro a nada y la verdad es que busco a ese alguien especial que comparta caminatas, conversaciones, que sepa bailar, pero también cuándo es el momento de escapar de todo y meditar, no quiero a una persona presumida pero tampoco me interesa la gente apocada, si quieres contar tus problemas anda a un psicólogo JA!
El individuo está a estas alturas resignado a todo, dispuesto a todo: pone que le gustan todas las fotos, todos esos rostros que le provocan horror pero que al mismo tiempo no puede dejar de desear. Pasa una cantidad de tiempo indeterminada, quizás horas, hasta que comienzan a aparecer las primeras solicitudes aceptadas. Saluda con un “hola” a esas imágenes de rostros; una buena parte de ellos no responden; otras responden con otro “hola” y poco más, concluyendo con ello la interacción. Sin embargo, tres rostros, tres imágenes de rostros, se muestran se muestran dispuestos a interactuar.
El primer rostro responde a la interacción describiendo su situación actual, actitud descriptiva que deriva de modo más o menos rápido en una descripción corporal de ambos interactuantes, para pasar a la descripción de una imaginaria relación sexual entre ambos, donde abundan las descripciones de formas y tamaños de los órganos sexuales o que pueden ser usados en una relación sexual, descripciones que incluyen las fases típicas de una relación sexual tales como la estimulación previa, el coito en variadas posiciones y la eyección de fluidos que caracteriza la fase final. El individuo, notoriamente excitado, le pregunta al rostro si pueden juntarse en algún momento, de ser posible en ese mismo momento. El rostro parece de pronto reticente a interactuar, y finalmente deja de hacerlo del todo.
El individuo pasa entonces al segundo rostro: parece tan solitario como él, tan desilusionado como él. Arrebatado por la aparente coincidencia entre los destinos de ambos, comienza a contarle acerca de su vida, sus miedos, sus fracasos, con la impulsividad que da la certeza de que al otro lado de la pantalla hay alguien que comprende todo eso porque también lo ha vivido. El individuo, sin embargo, comienza a notar, entre los mutuos relatos acerca de sus miserias respectivas, que el rostro comienza a distanciarse de lo que había dicho. De pronto comienza a comentarle acerca de sus encuentros con otros usuarios de la aplicación, hasta que, transcurrido un largo tiempo en ello, comprende que el rostro usa la miseria que el individuo le expuso para valorizarse a sí en la jerarquía imaginaria de la aplicación, con lo cual podría tener mayor chance de tener un encuentro exitoso con un usuario de mayor valor que él. Una vez que descubre el truco, abandona la conversación.
Pasa entonces a interactuar con el tercer rostro. Capta de inmediato el carácter del rostro, a pesar de lo esquivo de la imagen: un rostro devaluado, de un valor ínfimo, un rostro que grita en una única imagen sombreada su lugar bajo, casi postrero, dentro del orden de valor de los rostros ofrecidos en ese espacio virtual. El individuo, ya desesperado a estas alturas y completamente devaluado en sí y para sí, conversa con el rostro, dispuesto a escuchar y aceptar todas sus banalidades: que hay música que le gusta y música que no, que a veces le gusta estar en casa y a veces no, que a veces está triste y a veces no. El individuo responde que sí a todo: sí, las películas deberían ser así, sí, las comidas deberían prepararse así, sí, la vida debería ser así, sí, sí y sí. El individuo le plantea a este rostro, reducido en su valor a prácticamente nada, que, ya que es evidente que hay una casual y sorprendente coincidencia de gustos y opiniones, podrían tal vez, solo tal vez, juntarse algún día en un parque a conversar, para seguir haciendo inventario de tal increíble cantidad de coincidencias. El individuo espera ansioso su respuesta. El rostro le responde con el equivalente tipográfico de una sonrisa, y no vuelve a responderle más.
El individuo mira la pantalla negra de su celular impávido; de pronto, en un gesto casi automático, sin rabia, arroja su celular contra el piso. Casi de inmediato se levanta de su cama a recoger su celular; se trizó algo la pantalla, pero sigue funcionando. El individuo va al baño a buscar un pedazo de papel, vuelve a recostarse en su cama y se pone los audífonos. Pone entonces en el celular su página de pornografía habitual, la única que visita desde hace años. Ni siquiera se molesta en buscar videos que sean de su gusto, o que le generen algún tipo de curiosidad; se limita a revisar las sugerencias de la misma página, que ya lo conoce bien y que sabe exactamente qué es lo que querrá ver en ese momento. De todos modos, poco le importa ver algo en particular: más que de excitación, se trata de adormecimiento. Selecciona un video, ve algo del comienzo, algo del medio, y se dirige casi de inmediato al final; se masturba sin muchas ganas, pero la ilusión de simultaneidad con la escena hace que eyacule sobre el pedazo de papel, que de inmediato envuelve y arroja debajo de la cama.
Se oyen débiles cantos de pájaro, y un rumor de gente dirigiéndose a sus labores. El individuo decide que ya es tiempo de dormir. Busca en su celular alguna secuencia de sonidos que lo ayude a quedarse dormido, que lo acompañe durante ese lapso de tiempo en que olvidará que existe. El individuo, recostado de espaldas con sus audífonos puestos, espera que llegue el momento en que su conciencia se canse de repetir una y otra vez sus ideas fijas, que su propia voz se canse de sí misma y se desplome como por un golpe firme de un fierro directo en la cabeza, mientras de fondo se escucha una voz dulce y susurrante que dice que lo ama, que siempre lo ha amado y siempre lo va a amar, que su amor por él es como un sueño delicado y hermoso del que no quisiera despertar jamás.
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2019.11.05 10:36 Davidemagx Historias del Kiosco 24 Hs (Tres)

Necesito dormir, hice 16 horas de corrido hoy por cubrir a una compañera que tuvo un accidente...

La llamada me llegó alrededor de las 15:30, tenía media cara hundida en la almohada, lo escuché por poco y di el manotazo a los libros apilados que me hacen las veces de mesita al lado de la cama para agarrar el celular apenas con los dedos. Muy torpemente lo acerqué al oído y dije "¿Mmm?", la voz de mi jefe me recibió con un "Chango ¿Me vas a decir que estabas durmiendo?"
- ¿Qué te parece que puedo estar haciendo después de laburarte toda la madrugada?
- No sé, ¿no probaste estar con una mina?
- ¿Tu señora?
- Concha de tu madre... Escuchá, hubo un accidente con el convoy hoy y Carla no va a hacer su turno...
- Entonces ¿pasa el convoy, se accidentan y Carla falta al laburo? Cualquier excusa para faltar.
- No, pelotudo, la chocaron a ella. Por eso no va a venir.
- Ah... Perdón... Bueno. Voy en 20', de paso me contas lo del accidente.
Llegué al kiosco media hora después y mi jefe estaba sentado en la mesa que tenemos armada adentro. Hacía calor afuera, demasiado para ésta época del año, así que se había puesto cómodo con una cerveza que ya iba por la mitad y que tuvo la gentileza de servirme en un vaso plástico tan pronto me vio entrar. Lo tomé y dije "No está mal para desayuno..." y me acerqué hasta el exhibidor donde están los alfajores y agarré un triple de chocolate.
- Descontame luego. - le dije.
- No te hagas drama... - dijo y miró por la ventana a la calle desierta. - Una de las camionetas se desvió del convoy hoy a la mañana, aceleró como para pasar a las demás y no alcanzó a frenar llegando a la esquina de los chinos. Carla estaba cruzando la calle en moto y la agarró en la rueda trasera. Está bien ella, quebrada, pero fuera de otro peligro. Ya está enyesada en su casa. La camioneta fue a parar contra un árbol en la vereda de enfrente y... - miró a la calle otra vez - ahí lo vimos bajar...
- ¿A quién? ¿El chofer? Hasta ahora que me contas esto creía y estaba convencido de que las controlaban por satélite... Bueno, ¿y a dónde está el tipo? Lo tienen preso, me imagino...
- No, se escapó. No dió tiempo de nada. Se bajó de la camioneta y salió corriendo pero...-
- No se habrá ido muy lejos si anda a pie. Como si pudiera esconderse, hay que buscar la cara extranjera y listo.- lo interrumpí.
- Dejame terminar, chango. Salió corriendo muy rápido, a lo Speedy Gonzalez. Los que alcanzaron a verlo de cerca dijeron que era todo negro, cabezón y flaco. Que parecía una sombra larga.
- Una sombra larga, ajá... - Dije tratando de asociar la descripción con algún ente que hubiese visto ya. No había visto nada igual antes.
- Bueno... Me voy a dormir la siesta... - dijo Hugo, mi jefe, y tomando lo que quedaba de cerveza de un solo trago se levantó. - Perdón que te haya hecho venir. Por el doble turno te voy a pagar el triple, sé que estás cansado. Le digo a mi señora que te traiga la cena esta noche. Cuidate chango. - y salió por la puerta sin esperar respuesta.
No voy a aburrirlos con los detalles de la tarde, aburrida y lenta para mi gusto. La rutina ordinaria se siente pesada para el que no acostumbra a tratarla o en mi caso, no estoy acostumbrado a tratar con clientes normales. El único alivio que tuve en ese horario me llegó cerca de las 19:25 cuando vi a Berto saliendo del baño caminando en dos patas, con un sobrecito de Tang de naranja - mango apretado en la axila derecha. Llevaba las patas delanteras echas una copa a la altura del hocico, me llevo un instante darme cuenta de lo que estaba haciendo, se estaba metiendo el jugo como si fuese de la pura mientras casualmente salía al patio por la puerta de atrás, sin prestarme la menor atención. "Mi dosis de normalidad" pensé en ese momento.

Para las 2 de la madrugada estaba a dos tragos de café de alcanzar la velocidad de la luz, en lo que era una mezcla de agotamiento y estados alterados por el exceso de cafeína. Si me hubiese dado un ataque cardíaco entonces habría estado seguro de que sólo se trataba de una corazonada. Tenía tanto Dolca encima que de todas maneras mi cuerpo se habría negado a morir y no, nadie me batió el docla.
Había limpiado el piso dos veces, llenado las heladeras y freezers por encima de sus capacidades normales y pasado el trapo a todos los chocolates y paquetes de galletitas en las exhibidoras de manera que no tenía más qué hacer y las opciones se agotaban rápido. Netflix y Youtube fallaban en mantenerme despierto, no había un alma en la calle, todo estaba tranquilo. De hecho, muy tranquilo... Era raro. No, se sentía raro, como si me estuvieran observando desde afuera. Una mirada intensa capaz de penetrar el vidrio grueso de la ventana, de hecho al mirar por ella vi que la noche era más oscura de lo normal, que las luces no la cortaban y me sentí como atrapado en un cajón. Empecé a agitarme, a respirar hondo mientras una sensación repentina de puro terror me sobrevino salida de la nada. No entendía por qué o qué podría causarlo, después de las cosas que había visto esto era enteramente nuevo. Había maldad en el aire, demasiada como para poder ser tangible, transpiraba por cada poro y temblores se apoderaron de mi cuerpo. Estaba entumecido de pánico y no podía quitar la vista de la ventana, ví entonces la extensión de una extremidad salir desde la oscuridad. Lo que emergió desafiaba completamente todo el sentido de razón que tenía construído hasta entonces, lo que es decir mucho si tienen en cuenta mis experiencias cotidianas en éste lugar. Era alto, dos metros y algo con facilidad, cuerpo delgado, los brazos terminaban en puntas redondeadas y no tenía piés o al menos eran iguales a los brazos, la cabeza era desproporcionadamente grande. Circular, enorme, como un chupetín excepto que en vez de palito negro era todo oscuro y en vez de estar hecho de caramelo estaba hecho de maldad absoluta. Era un... Un... Un hombre palo... ¿Vieron esos dibujos o animaciones con hombrecitos hechos de palitos? Como los que hacíamos cuando éramos chicos al estar aburridos en clase. Así.
Dió un paso hacia adelante y me dí cuenta, tenía abierta la puerta y no había manera de que llegara a cerrarla antes de que lo tuviera adentro... Reformulando no había forma de que yo llegara a cerrar la puerta antes de que... ¿entrara al local? Comencé a moverme forzando cada fibra del cuerpo para salir del estado en el que estaba, tarea que no me resultó nada sencilla, muy despacito como para que no se diera cuenta de lo que estaba por suceder. Logré moverme un paso cuando volví a sentir que me miraba y al ver por la ventana el hombrecito estaba quieto, mirándome fijo a los ojos, ¿cómo sabía yo que me estaba mirando fijo a los ojos? no sé, lo sentí. No tenía ojos por ninguna parte y aún así estaba viéndome directamente a los ojos. Penetrándome... Reformulando otra vez, ¿atravesandome? con la vista! Supe que el sabía lo que estaba por hacer, peor aún, yo sabía que él sabía que yo sabía que él sabía que yo también sabía. Corrí hasta la puerta y por la periferia de mi visión lo ví correr a una velocidad tal que parecía una distorsión. Tres zancadas llegué a dar y quedar frente a la puerta pero me lo encontré de golpe y moviéndose a como una tren bala en dirección a mi, creí que iba a ser mi final, no vi mi vida pasar frente a mis ojos pero sí apreté en asterisco para no desgraciarme de miedo, puse las manos en frente para recibir el impacto y ¡Bam! El desgraciado se dió la cabeza como venía con el marco de la puerta, escupiendo un pedazo de papel de donde la boca debería haber estado, que aterrizó entre mis pies. El hombrecito completó medio giro en el aire y cayó al suelo con fuerza. Inmediatamente me sentí mejor después de eso, tomé el papelito. Escrito en imprenta y con mayúscula decía "D'oh!"

Lentamente se puso de pié y me miró. Otro papel salió de su boca, esta vez me lo alcanzó él, decía "¡Aquí viene el dolor!" y se refregaba la cabeza donde se golpeó.
- ¿Estás citando a Carlito de Carlito's Way? - pregunté y otro papel salió de él, me lo alcanzó gentilmente.
" Sí, sensei!"
- ¿Karate kid? - dije y aún otro papel salió.
"Sí, sensei!" otra vez.
- Entonces... No hablás y te comunicas con estos papelitos. De eso puedo darme cuenta... - el hombre se puso de pié sin dejar de refregarse la cabeza. -... ¿qué sos? no había visto uno como vos antes. - pregunté. Otro papel.
"¡Soy tu padre!"
- Star Wars. te afectó el golpe parece...
"Sin daño cerebra-bra-bra-bra-bra"
- Homero Simpson cuando se arrancó el chip. ¿Hablás en citas entonces?
"Sí, sensei!"
- Bárbaro... - pausé por un segundo. - ¿Me vas a matar? -
"¿Matarte? No quiero matarte..."
- ¿Entonces a qué viniste?
"Haz el amor y no la guerra."
- ¡Epa! No me gustó nada ahí. ¿Venís a violarme?
"No Lisa, no estoy comiendo sapos"
- ¿Ah?
"¡Nooo!"
- ¿Darth Vader en el episodio III?
"¡Simón!"
- ¿De donde carajo sacas las citas?
"Usamos la red mundial de redes."
- Me estás jodiendo... Optimus Prime en Transformers. ¿Y no podías aprender a hablar bien?
"La educación hace al sabio un poco más sabio, pero hace al idiota infinitamente más peligroso."
- No tengo idea de cómo interpretar eso... ¿Y de donde carajo salen tantos papeles? ¿Sos un robot, una impresora? ¿Qué sos? - tras unos segundos tres papeles salieron de el hombre palo respondiendo por separado cada pregunta,
" Bueno, pues , no se...mmm"
"No me pregunten quién soy ni me pidan que siga siendo el mismo." y,
"Lo siento, mis respuestas son limitadas. Debes hacer las preguntas correctas."
- Ok... Evidentemente no vamos a ir a ningún lado con el ping pong. Decime al menos qué querés acá, conmigo...
"Hay que unirse, no para estar juntos, sino para hacer algo juntos."
- De verdad necesitas mejorar tus respuestas. ¿Y ahora, qué hacemos?
"Hay cosas que hay que hacer y las haces y no hablas nunca de ellas."
- Sabés, citando a El Padrino das la vibra de mafioso... - antes de que pudiera formular otra pregunta o decir algo, un nuevo papelito
"Volveré, Bennett", decía. No podía no reconocer una línea de Comando así que sólo pude responder con lo que correspondía, - Te estaré esperando, John. - y así como así se alejó a la misma velocidad con que inicialmente había querido entrar. Sí oí el ruido de algunos tachos de basura desparramarse a la distancia y alguna alarma de auto, como si se los hubiese llevado puestos. Vi el montón de papeles que tenía en la mano, los hice un bollo y tan pronto abrí los dedos recobraron su forma original sin exhibir una sola arruga o marca. Bueno, no era papel, después de unas horas se desintegraron sin dejar rastro.
Cuestioné si era sano para mi salud mental seguir con éstas cosas, quizás debería tratar de salir de acá y llevarme mi depresión a un lugar más normal... Al final me venció el sueño, y honestamente también la curiosidad. Volví al escritorio y empecé a tipear ésto. Me dormí cuando iba por la mitad y me desperté cuando escuché a Berto cantar Kilómetro 11 en guaraní a todo pulmón, usando el escobillón como guitarra.
"Aní nde pochi Angha che ndivé Desengaño ité Manté arekó Che aká tavi Angyha oiku´á Nde rejhe kuñá Che upeicha aikó..."
Puedo cerrar la noche con ésto, de verdad necesito dormir.
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2019.10.27 13:16 Subversivo-Maldito No dejes de ver está debate titulado: "500 claves de la transición"...[Tercera Parte]

No dejes de ver está debate titulado: "500 claves de la transición"...[Tercera Parte]
En este debate, el "Quijano-Trevijano" dice cosas por las que, o bien es tildado de "loco", o bien, es motivo de "risa condescendiente": ¡Hombre, Antonio, no te pases..." (dicho, entre risas, y, con cara de que "este tío está loco")......!
En el debate, Antonio García Trevijano expone y debate con otros contertulios en el mítico programa LA CLAVE, dirigido por José Luis Balbín...En su repetición del 1 de noviembre de 1991 se tratan temas ( sobre la verdadera o falsa democracia, las causas de la transición, la corrupción y las Formas de Estado y Gobierno ) que nos ayudan a comprender mejor la situación actual por la que atravesamos.
Resumo algunas de las intervenciones de Trevijano [Tercera Parte]:
Los INTELECTUALES tienen muy poco poder en España ya que el raciocinio ha dejado de ser un instrumento para la acción política...La política la mueven las pasiones no el raciocinio...El poder político es pasional...y son las ambiciones y los intereses los que mueven la política...En este contexto al ARTE DE LA RAZÓN solamente le quedaría el intentar descubrir que tipo de ambiciones podrían CAMINAR AL SERVICIO DE LA RAZÓN...con el objeto de MEJORAR la vida de la gente...
Es necesario crear en nuestro País una OPINIÓN AUTÓNOMA que venga no de arriba hacia abajo, sino de abajo hacia arriba...Lo que sucede es que, desde la Transición, la opinión viene de arriba hacia abajo...Por ello, no existe opinión pública autónoma en España...Y es que mientras la PRENSA sea controlada, por los poderes económicos, es muy dificil esperar cambios que puedan beneficiar a la democracia...En estos momentos sería necesaria una prensa dedicada a la formación de una hegemonía cultural...
El Pueblo Español tampoco supo estar a la altura de los acontecimientos durante la Transición...En los primeros momentos se dejó seducir por un tipo de "Demagogia Obrera" en dónde la "Oligocracia" parecía atacar a los empresarios, lo que motivó muchas veces huelgas y reivindicaciones imposibles que no hicieron más que bajar la producción...Se utilizó también la "Demagogia Popular" hablando de "madurez del pueblo", así como de su gran "preparación democrática", cuando, en realidad, era un auténtido analfabeto en cuestiones democráticas después de muchos años de dictadura...Pero interesaba halagar a los que irían a votar en unas listas ya prefabricadas...Ramón Tamames aprovecha, de nuevo, la ocasión y, al "rebufo" cita como ejemplo de estulticia popular el Referendum de la OTAN en dónde, 5 días antes ganaba en las encuestas el NO, y, 5 días después ganó el SI... Según Tamames todo ello se debió a la utilización del miedo y la coacción en los medios de información para manipular el voto popular...
[Fuente: https://youtu.be/vcQ-ia2RY54]
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2019.10.22 02:05 RadfemXX__ RETORNO AL GÉNERO: EL POSTMODERNISMO Y LA TEORÍA LESBIANA Y GAY Sheila Jeffreys/ La herejía lesbiana 1993

En los años 80 se produjo un repentino entusiasmo por la obra de los Maestros del postmodernismo -Lacan, Foucault y Derrida- seguido de su incorporación a la teoría feminista. Algunas críticas feministas han señalado que este hecho causó cierta despolitización del feminismo. En el campo de la teoría lesbiana y gay la obra de las grandes figuras masculinas del postmodernismo, así como la de otros teóricos inspirados por ellos, ha sido acogida con más entusiasmo aún. No debe sorprender que la llamada teoría lesbiana-y-gay, a saber, aquella que homogeneiza a lesbianas y varones gays, resulte tan atractiva a los ojos de estos últimos. Todo lo que remita de forma demasiado explícita al feminismo es contemplado con suspicacia. En el momento actual el proyecto de elaborar una teoría lesbiana independiente aparece como una empresa extravagantemente separatista. las estrellas de la nueva teoría lesbiana-y-gay, Judith Butler y Diana Fuss, son ambas mujeres, aunque se dedican a reciclar un feminismo fundamentado en los Maestros postmodernos -en su mayoría gays- que no hiera la sensibilidad de los gays. No es una empresa fácil. ¿Cómo lograr, pongamos por ejemplo, que el fenómeno del travestismo se considere no ya aceptable sino revolucionario en la teoría lesbiana y gay., cuando ha sido un tema sumamente controvertido para la teoría feminista desde que las lesbianas se distanciaron del movimiento de liberación gay? Sólo se logra con un retorno al género, con la invención de una versión inofensiva del género, con la que las lesbianas y los gays podrán jugar eternamente y ser revolucionarios al mismo tiempo.
La versión del género introducida por la teoría lesbiana y gay es muy distinta del concepto de género de las teóricas feministas. Se trata de un género despolitizado, aséptico y de difícil asociación con la violencia sexual, la desigualdad económica y las víctimas mortales de abortos clandestinos. Quienes se consideran muy alejadas de los escabrosos detalles de la opresión de las mujeres han redescubierto el género como juego. Lo cual tiene una buena acogida en el mundo de la teoría lesbiana y gay porque presenta el feminismo como diversión, y no como un reto irritante. Un análisis preliminar de quiénes son estas nuevas portavoces de la teoría lesbiana y gay nos puede ayudar a comprender la elección de esta política en concreto. Mientras que las feministas destacas de los 70 solían tener una formación profesional en ciencias políticas, historia, y sociología, esta nueva variante procede de los estudios literarios y culturales, así como de los estudios fílmicos. Tomemos como ejemplo el libro compilado por Diana Fuss , Inside/Out. Lesbian Theories, Gay Theories. Judith Butler ejerce la docencia en un Centro de Humanidades y, por consiguiente, no pertenece necesariamente al campo de la crítica cultural. Las dieciocho autoras restantes proceden del campo de la literatura, los medios de comunicación, los estudios fílmicos, la fotografía y la historia del arte. No hay razón por la que una crítica del arte no pueda realizar una aportación valiosa al desarrollo de la teoría política; sin embargo, tal vez sea un signo preocupante que todo lo que la nueva generación de alumnas y profesoras lesbianas y alumnos y profesores gays denominan "teoría" proceda del mundo de las artes y no de las ciencias sociales. Tal vez así se explique el hecho de que en esta nueva teoría no haya lugar para el anticuado tema de las auténticas relaciones de poder, ni tampoco para la economía o para una forma de poder que no anda simplemente jugueteando, sino que se encuentra en manos de clases y elites determinadas. la teoría postmoderna otorgó un lugar preeminente al lenguaje dentro de lo político: la palabra se tornó realidad, el crítico cultural se convirtió en activista político, blandiendo la pluma mientras el ama de casa maltratada por su marido por olvidar una telaraña en un rincón se vuelve extrañamente invisible.
Fijémonos ahora en las autoridades que cita la nueva teoría lesbiana y gay. En las notas de su introducción, Diana Fuss cita a Judith Butler, a Lacan, en varias ocasiones a Derrida, a Foucault y a nueve varones y dos mujeres más. Lo cual resulta verdaderamente sorprendente, teniendo en cuenta el importante corpus de teoría feminista lesbiana original que podría servir de fuente de inspiración; pero estas obras no existen para la nueva teoría lebiana y gay. No hay referencias a Mary Daly, Audre Lorde, Janice Reymond, Julia Penelope, Sarah Hoagland o Charlotte Bunch. Estas separatistas del pensamiento que plantean una teoría lesbiana donde los varones gays tienen una difícil cabida, han desaparecido.En la raíz del problema de género en la nueva teoría lesbiana y gay se halla la idea del predominio del lenguaje y de las oposiciones binarias que procede de lacan y de Derrida. El lenguaje adquiere una importancia sin par. Mientras que otras feministas consideran el lenguaje un factor importante, en medio del panorama de otras fuerzas opresoras que perpetúan la opresión de las mujeres -las restricciones económicas, la violencia de los varones, la institución de la heterosexualidad-, para las nuevas abogadas postmodernas de la teoría lesbiana y gay el lenguaje se convierte en un asunto primordial El lenguaje actúa a través de la construcción de falsas oposiciones binarias que controlan misteriosamente la manera de pensar y, por consiguiente, de actuar, de las personas. Una de estas parejas binarias -masculino/femenino- es la más crucial para la opresión de las mujeres así como de las lesbianas y de los gays. La feminista postmoderna excluye a los varones del análisis. El poder se convierte, en sentido foucaultiano, en algo que navega por ahí en perpetua reconstitución, sin cometido real y sin conexión alguna con las personas reales. Por consiguiente, Judith Butler adscribe el poder a ciertos "regímenes", afirmando que "los regímenes de poder del heterosexismo y del falogocentrismo persiguen su propio crecimiento por medio de una constante repetición de su propia lógica..." En otro lugar antropomorfiza la heterosexualidad:
El hecho de que la heterosexualidad esté en un continuo proceso de autointerpretación es prueba de que se encuentra en peligro constante: "sabe" de su posibilidad de desaparecer.
¡Una heterosexualidad con tesis doctoral! Un análisis feminista normalmente preguntaría en interés de quién o de qué se constituyen y operan estos regímenes; la pregunta por su finalidad no parecería estar fuera de lugar. Entonces volverían a aparecer los varones.
El concepto de género que utiliza Butler se encuentra igualmente alejado de todo contexto respecto de las relaciones de poder
El género de la repetida estilización del cuerpo, una serie de actos repetido dentro de un marco regulador altamente rígido que a lo largo del tiempo cristalizan, dando la apariencia de una sustancia o de una existencia natural.
En otro lugar afirma que "el género es una forma de travestimo (drag). De esta forma el género viene a significar una manera de sostener el cuerpo, un atuendo, una apariencia, y no resulta sorprendente la conclusión de Butler de que todas las formas de intercambio genérico, como el travestismo y los juegos de roles de las lesbianas, son actos revolucionarios. No queda claro dónde encaja en este entramado la vulgar y verdadera opresión de las mujeres. Si un varón cruel maltrata a la mujer con la que vive, ¿es porque ella ha adoptado el género femenino en su apariencia externa? ¿Su pondría una solución para ella adoptar durante un día el género masculino paseándose vestida con una camisa de trabajo o zahones de cuero? cuando el género se convierte en idea o en apariencia, la opresión de las mujeres efectivamente desaparece. Algunas teóricas feministas radicales han resaltado que la idea de género tiende a ocultar las relaciones de poder del sistema de supremacía masculina. El concepto de género ha gozado siempre de la mayor aceptación entre las teóricas feministas liberales y socialistas y, más recientemente, entre las postmodernas.Cuando en el pasado las teóricas feministas de cualquier ideología política se referían al género, siempre lo entendían como algo que puede ser superado o sobreseído. Tanto las feministas heterosexuales como las lesbianas se han sentido insultadas cuando les llamaban femeninas o masculina.s Se consideraban -y muchas así lo siguen haciendo- objetoras de conciencia del género y no querían ningún trato con éste, resistiéndose a representar ninguno de ellos. Algunas eligieron la vía de la androginia; sin embargo, las teóricas feministas radicales han apuntado las limitaciones de esta aproximación. la idea de la androginia se apoya en la perpetuación e los conceptos de masculino y femenino: es una supuesta combinación de las características de ambos y, por consiguiente, los reifica antes que abandonarlos. durante más de veinte años las feministas y feministas lesbianas han tratado de rebatir el género negándose a actuar de acuerdo con sus reglas; en la actualidad algunas feministas postmodernas han calificado este proyecto no sólo de mal planteado sino, además de imposible de alcanzar. Dentro de la teoría feminista, Butler denomina movimiento "pro-sexualidad" a aquel que mantiene que la sexualidad "se construye siempre en términos del discurso y del poder, entendiendo parcialmente el poder como ciertas convenciones culturales heterosexuales y fálicas". Corrobora esta definición y afirma que resulta imposible construir una sexualidad en los márgenes de estas convenciones:
Si la sexualidad es una construcción cultural dentro de las relaciones de poder existentes, el postulado de una sexualidad normativa "antes", "en los márgenes" o más allá" del poder representa una imposibilidad cultural y un sueño políticamente inviable que demora la misión concreta y actual de repensar todas las posibilidades subversivas, para la sexualidad y para la identidad, dentro de los propios términos del poder.
El feminismo en su acepción habitual ha sido declarado imposible. La teoría postmoderna se utiliza para apoyar el proyecto libertario sexual y, más concretamente, el sadomasoquista.
La mayoría de las feministas de los setenta y de los ochenta probablemente se habrán encontrado luchando en favor de la eliminación del género y de la sexualidad falocéntrica. Hemos tratado de crear algo nuevo y distinto. Ahora descubrimos que perseguíamos un imposible. Mis jóvenes alumnas lesbianas me dicen. "No hay duda de que el género está presente en las relaciones". No son conscientes de que con este comentario ofensivo invalidan veinte años de lucha de las feministas lesbianas contra esta situación. Resulta casi tan frustrante como cuando, recién iniciada en el feminismo, los hombres solían aleccionarme sobre el carácter "natural" de la femineidad y de la masculinidad. Los hombres ya no hablan así, ahora lo hacen las postmodernas y los postmodernos. Estas alumnas asumen, a consecuencia de su consumo de lecturas teóricas postmodernas, la imposibilidad de eludir el género. Según Derrida, no se puede escapar a una oposición binaria, sólo se puede dar mayor peso a la parte más débil provocando presiones y tensiones. Quien pretende evitar el binario es tachada de esencialista. El Término "esencialista" ha adquirido un significado totalmente distinto y se emplea para denotar a quienes conservan cierta fe en la posibilidad de una acción social para conseguir un cambio social. Tiempo atrás tal vez supiéramos qué significaba el esencialismo. señalaba la convicción de que a varones y a mujeres les separaba una diferencia natural y biológica. las feministas radicales, eternas misioneras del construccionismo social, discrepaban de esta convicción, aunque ciertas teóricas feministas de otros credos hayan fingido lo contrario. La feminista postmoderna Chris Weedon insiste en sus escritos en la desconcertante afirmación de que las feministas radicales empeñadas en transformar la sexualidad masculina en interés de la liberación de las mujeres, son en realidad deterministas biológicas convencidas de la imposibilidad de todo cambio. lo que ahora se denomina "esencialismo" es la fe de las lesbianas en poder evitar el estereotipo de género, o en la posibilidad de practicar una sexualidad que no se organiza en torno al pene o a algún desequilibrio de poder. El postmodernismo llama a esta convicción esencialista por confiar en la existencia de una esencia incognoscible del lesbianismo. Todo lo conocido, o lo pensable, está infundido por el género y por el falocentrismo y el sistema sólo puede cambiar mediante el juego dentro de sus reglas. También se podría -tal vez incluso con más razón- invertir el juego, acusando de esencialismo a quienes aseguran que las lesbianas no pueden escapar del género o del falocentrismo. Sin embargo, quisiera evitar la invención y el lanzamiento de nuevas versiones esencialistas. Basta decir que la idea del carácter inevitable del género y del falogocentrismo me parece una visión brutalmente determinista y pesimista que consigue anular el proyecto feminista de los últimos veinte años. Concuerda con la tendencia general del postmodernismo a considerar la militancia política y la fe en la viabilidad de un cambio político como una actitud sospechosa, ridícula e incluso vulgar.
Fijémonos ahora en lo que Butler entiende como el potencial revolucionario del travestismo. La construcción social del género es un viejo principio fundamental del feminismo. No obstante, al igual que otros hallazgos feministas tradicionales y muy manidos, parece nuevo y fascinante a los ojos de las seguidoras del postmodernismo. Y, efectivamente, es posible que lo sea para toda una nueva generación de mujeres jóvenes que no han tenido acceso a la literatura feminista de los sesenta y de los setenta, puesto que ésta no aparece en las referencias bibliográficas de sus cursos. Buttler afirma que el potencial revolucionario del travestismo y de los juegos de roles consiste en la capacidad de estas prácticas para ilustrar la construcción social del género. descubren que el género no posee ninguna esencia ni forma ideal sino que es tan sólo un disfraz (drag) que usan tanto las mujeres heterosexuales femeninas como los hombres heterosexuales masculinos, tanto las lesbianas que juegan a roles como los travestis gays sobre los escenarios, o los clónicos.
El travestismo es una forma trivial de apropiarse, teatralizar, usar y practicar los géneros; toda división genérica supone una imitación y una aproximación. Si esto es cierto -y así parece-, no existe ningún género original o primario que el travestismo imite, sino que el género es una especia de imitación para la cual no existe original alguno...
El género, entendido como gestos, atuendo y apariencia, puede, efectivamente, considerarse como disfraz, travestismo o, en palabras de Butler, "representación" (performance). A su modo de ver, la "representación" demuestra la ausencia de un "sexo interno o esencia o centro psíquico de género". Esta supuesta estrategia revolucionaria, ¿cómo puede traducirse en un cambio? No queda demasiado claro.
¿Cómo, pues..., utilizar el género, en sí mismo una inevitable invención, para inventar el género en unos términos que denuncien toda pretensión de origen, de lo interno, lo verdadero y lo real como nada más que los efectos del disfraz, cuyo potencial subversivo debe ensayarse una y otra vez para así convertir el "sexo" del género en el lugar de un juego político pertinaz?
Al parecer, el público que asiste a la función de travestismo del género debe darse cuenta de que el género no es ni "real" ni "verdadero". pero, después de darse cuenta, ¿qué deben hacer? Al acabar la función de travestismo, ¿las mujeres y los hombres heterosexuales volverán a casa corriendo para deshacerse del género y anunciar a sus parejas que no hay tal cosa como la masculinidad y la femineidad? No parece demasiado probable. Si el género fuera realmente sólo una idea, si la supremacía masculina se perpetuara sólo porque en las cabezas de los hombres y de las mujeres no acababan de prenderse las lucecitas necesarias para poder descubrir el error del género, entonces la estrategia de Buttler podría tener éxito. Sin embargo, su concepción de la opresión de las mujeres es una concepción liberal e idealista. la supremacía masculina no sólo se perpetúa porque la gente no se percata de la construcción social del género o por una desgraciada equivocación que tenemos que corregir de alguna manera. Se perpetúa porque sirve a los intereses de los varones. No hay razón por la que los varones tengan que ceder todas las ventajas económicas, sexuales y emocionales que les brinda el sistema de supremacía masculina, sólo por descubrir que pueden llevar faldas. Por otra parte, la opresión de las mujeres no sólo consiste en tener que maquillarse. La imagen de un varón con falda o de una mujer con corbata no basta para liberar a una mujer de su relación heterosexual, mientras el abandono de su opresión le puede causar un sufrimiento social, económico y probablemente hasta físico, y en algunas ocasiones la pérdida de su vida.
Según las defensoras de los juegos de género, el potencial revolucionario reside no sólo en la asunción de un género en apariencia inadecuado, a saber, la femineidad por parte de un varón o la masculinidad por parte de una mujer. Parece ser que también la representación del género previsto puede ser revolucionaria. Hace tiempo que esta idea ha estado presente en la teoría gay masculina. Los gays que han descrito el fenómeno del hombre clónico vestido de cuero de los setenta no se pusieron de acuerdo sobre el potencial revolucionario de este fenómeno. Muchos teóricos gays mostraron su consternación, cosa bien comprensible. A su entender, el modelo viril de los gays traicionaba los principios de la liberación gay, que trataba de destruir los estereotipos de género, considerando las masculinidad un concepto opresivo para las mujeres. Otros autores han resaltado el carácter revolucionario del tipo masculino gay por su cuestionamiento del estereotipo gay afeminado. Por otra parte, se ha señalado que el potencial revolucionario del gay masculinizado puede permanecer invisible, puesto que el espectador desprevenido no lo reconoce como gay sino que lo tiene simplemente por masculino. ¿De que manera debe saberlo? El argumento del carácter políticamente progresista de la masculinidad, que esgrimen los varones gays, parece, por último, una simple manera de justificar algo que ciertos gays desean o que les atrae. la aprobación se inventó después del hecho, tal vez porque algunos gays se dieron cuenta del carácter retrógrado de la pose masculina que adoptaban para "camuflarse", sentirse poderosos o sexualmente atractivos y necesitaban justificarse.
El retorno al género, que se ha producido en la comunidad de los varones gays a partir de finales de los setenta en términos de un renovado entusiasmo por los espectáculos de travestismo y por un nuevo estilo viril, aparece en la comunidad lesbiana mucho más tarde. Sólo en os años 80 se comenzó a observar un retorno al género entre las lesbianas con la rehabilitación de los juegos de roles y la aparición de las lesbianas "de carmín". Las ideas de las obras de los Maestros postmodernos resultaron sumamente convenientes porque constituían una justificación intelectual y permitían anular y ridiculizar desde la academia cualquier objeción feminista. En Gender Trouble, Judith Butler demostró que el psicoanálisis de antaño, representado por un trabajo de Joan Riviere de 1929 sumado a unas declaraciones de Lacan sobre la femineidad como mascarada y parodia, pueden ser utilizados por las nuevas teóricas lesbianas y gays procedentes de los estudios culturales en defensa de la representación de la femineidad por las lesbianas como una estrategia política. En otro lugar esta representación es llamada "mimetismo", aunque esta palabra no se adecúa al análisis de Butler, dado que sugiere la existencia de un original que es mimetizado, y, de hecho, ella no la utiliza. Carol-Anne Tyler explica de la siguiente manera la idea del mimetismo, recurriendo a Luce Irigaray:
Según Irigaray, mimetizar significa "asumir el rol femenino a propósito...para rendir "visible" a través de un juego de repeticiones algo que debe permanecer invisible..." Representar lo femenino significa "decirlo" con ironía, entre comillas... como hipérbole... o como parodia... En el mimetismo y también en el campo, la ideología se "hace" con el fin de deshacerla y así aportar nuevos conocimientos: que el género y la orientación heterosexual que debe asegurarlo son antinaturales e incluso opresivos.
Sin embargo, Tyler critica esta idea. Apunta que si todo género es una máscara, resultará imposible distinguir la parodia de lo "real". Lo real no existe. De esta manera el potencial revolucionario se pierde.La idea del mimetismo está presente en el elogio que algunas críticas culturales hacen de Madonna. afirman que Madonna socava los conceptos de fijeza y de autenticidad del género, al asumir la femineidad cómo representación. El mimetismo requiere la exageración del rol femenino asumido. Al parecer, es así como han de saber las espectadoras inexpertas que están ante una estrategia revolucionaria. El exceso de maquillaje o de la altura de los tacones indicaría que el género es entendido como representación. Cherry Smyth, abanderada de la política queer, apunta en una reseña acerca de la obra de la fotógrafa lesbiana Della Grace que la indumentaria femenina tradicional puede tener un efecto revolucionario:
En verdad parte de la iconografía ha sido sustraída a las trabajadoras del sexo y la moda post-punk cual confiere una autonomía violenta a la elegancia femme, y convierte el hecho de llevar minifalda y de exhibir el body en un gesto conscientemente antiestético e intimidatorio, antes que vulnerable y sumiso.
La encarnación por excelencia de este estilo es, según Smyth, "la propia Madonna, probablemente uno de los ejemplos más famosos de la transgresión queer". Las teóricas feministas que no son ni queer ni postmodernas tienen grandes dificultades para apreciar la transgresión de Madonna contra otra cosa que no sea el feminismo, el antirracismo y la política progresista en general. La teórica feminista norteamericana negra bell hooks apunta que Madonna no pone en entredicho las reglas de la supremacía masculina blanca, sino que las acata y las explota. Según Hooks, las mujeres negras no pueden interpretar el teñido rubio del pelo de Madonna como "una simple elección estética", sino que para ellas ésta nace de la supremacía blanca y del racismo. la autora entiende que Madonna utiliza su "condición de personal marginal" en Truth or Dare: In Bed With Madonna (En la cama con Madonna) con el propósito de "colonizar y apropiarse de la experiencia negra para sus propios fines oportunistas, aunque trate de disfrazar de afirmación sus agresiones racistas". Apunta que, cuando Madonna utiliza el tema de la chica inocente que se atreve a ser mala, "se apoya en el mito sexual racista/sexista incesantemente reproducido, según el cual las mujeres negras no son inocentes ni llegan a serlo jamás". Hooks encabeza su artículo con una cita de Susan Bordo que señala que el "potencial desestabilizador" de un texto puede medirse sólo en relación con la "práctica social real". Si acatamos el "potencial desestabilizador" del mimetismo según esta perspectiva, descubrimos numerosos ejemplos a nuestro alrededor.- en los medios de transporte público, en las fiestas de la oficina, en los restaurantes- en los que las mujeres adoptan una femineidad exagerada. Es difícil distinguir entre la femineidad irreflexiva y corriente, y la sofisticada femineidad como mascarada. También aquí encontramos cierto esnobismo. Se juzga con distintos raseros a las mujeres que han optado por llevar una vestimenta muy parecida, según sean ignorantes y anticuadas o hayan cursado estudios culturales, hayan leído a Lacan y hayan tomado la consiguiente decisión deliberada y revolucionaria de ponerse un Body escotado de encajes.
¿Por qué tanta agitación sobre este tema? Resulta difícil creer que las teóricas lesbianas postmodernas entiendan realmente el mimetismo y los juegos de roles como una estrategia revolucionaria. Sin embargo, la teoría permite a las mujeres que quieran usar el fetichismo de género para sus propios fines, ya sean de índole erótica o simplemente tradicional, hacerlo con un petulante sentido de superioridad política. Parece divertido jugar con el género y con toda la parafernalia tradicional de dominio y sumisión, poder e impotencia, que el sistema de supremacía masculina ha engendrado. Mientras que el maquillaje y los tacones de aguja representaban dolor, gastos, vulnerabilidad y falta de autoestima para la generación de mujeres que se criaron en la década de los sesenta, la nueva generación de jóvenes nos informa que estas cosas son maravillosas porque ellas las eligen. Esta nueva generación se pregunta incrédula cómo podemos divertirnos sin depilarnos las cejas ni las piernas. Y, entretanto, la construcción del género permanece incontestada. Estamos ante el sencillo fenómeno de la participación de ciertas lesbianas en la tarea de refuerzo de la fachada de la femineidad. Hubo un tiempo en que las feministas lesbianas aparecían en público o en televisión vestidas de una manera que rehuía deliberadamente el modelo femenino, como una estrategia de concienciación. Creíamos que de esta forma mostrábamos a las mujeres una posible alternativa al modelo femenino. Actualmente todas las parodistas, mimetistas y artistas de performance nos dicen que el sistema de supremacía masculina sufrirá una mayor desestabilización gracias a que una lesbiana se vista del modo que cabría esperar de una mujer heterosexual extremadamente femenina. Resulta difícil saber por qué. Las más desestabilizadas son, con toda probabilidad, las feministas y las lesbianas, que se sienten totalmente desarmadas e incluso humilladas por una lesbiana que demuestra y proclama que también ella quiere ser femenina.
Aparte del retorno al género, hay otro aspecto del enfoque postmoderno de los estudios lesbianos y gay que no parece constituir una estrategia revolucionaria claramente útil. Se trata de la incertidumbre radical (radical uncertainty) respecto de las identidades lesbiana y gay. Tanto los teóricos como las teóricas adoptan una postura de incertidumbre radical.
Para los incipientes movimientos lesbiano y gay de los setenta, nombrar y crear una identidad eran cometidos políticos fundamentales. Nombrar tenía una especial importancia para las feministas lesbianas conscientes de cómo las mujeres desaparecían normalmente de la historia de la academia y de los archivos, al perder su nombre cuando se casaban. Éramos conscientes de la importancia de hacernos visibles y de luchar por permanecer visibles. La adopción y la promoción de la palabra "lesbiana" eran fundamentales, ya que establecían una identidad lesbiana independiente de los varones gays. A continuación, las feministas lesbianas del mundo occidental intentaban llenar de significado esta identidad. Estábamos construyéndonos una identidad política consciente. Las feministas lesbianas han defendido siempre un enfoque construccionista social radical para el lesbianismo. Mediante poemas, trabajos teóricos, conferencias, colectivos propios, así como el trabajo político de cada día, íbamos construyendo una identidad lesbiana, que aspiraba a vencer los estereotipos perjudiciales y predominantes y que debía formar la base de nuestro trabajo político. Se trataba de una identidad históricamente específica. la identidad lesbiana que construyen las actuales libertarias sexuales y las teóricas de la nación queer es radicalmente distinta. La identidad elegida y construida debe corresponderse con las estrategias políticas que se quieran emprender.
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2019.07.19 20:35 RadfemXX__ El legado duradero de Florynce Kennedy, luchadora feminista negra

VARIAS DECADAS DESPUÉS de los trastornos políticos de la década de 1960, muy pocas personas reconocen el nombre de la activista y activista feminista negra Florynce "Flo" Kennedy (1916-2000). Sin embargo, durante finales de los años sesenta y setenta, Kennedy fue la feminista negra más conocida del país. Al informar sobre el surgimiento del movimiento de mujeres, los medios de comunicación cubrieron su membresía temprana en la Organización Nacional de Mujeres (NOW), su liderazgo en innumerables protestas en el teatro de guerrillas y su trabajo como abogada ayudando a derogar las leyes restrictivas del aborto en Nueva York. De hecho, la feminista negra Jane Galvin-Lewis y las feministas blancas Gloria Steinem y Ti-Grace Atkinson reconocen a Kennedy por ayudar a educar a una generación de mujeres jóvenes sobre el feminismo en particular y sobre la organización política radical en general.
Sin embargo, el activismo de Kennedy está marginado o completamente borrado de la mayoría de las historias del feminismo de la "segunda ola". Esas raras referencias a Kennedy usualmente la destacan como una de las pocas mujeres negras en el movimiento de mujeres. Kennedy es un ejemplo significativo de la exclusión de los organizadores feministas negros clave de la mayoría de los eruditos feministas en el movimiento: la eliminación de su papel crítico habla de las formas en que la literatura feminista no ha visto a las mujeres negras como progenitoras del feminismo contemporáneo.
En respuesta a tal efecto histórico, este artículo resucita la contribución política de Kennedy al radicalismo de los años sesenta y descubre una política y práctica feminista negra que no solo estaba conectada al movimiento feminista dominante sino que también estaba estrechamente relacionada con la lucha del Poder Negro. Desafía las rígidas dicotomías entre el Poder Negro y los movimientos de mujeres e ilumina la centralidad del feminismo negro y Flo Kennedy para ambos movimientos.
Kennedy afirmó que ella podía "entender mejor el feminismo [y el sexismo] debido a la discriminación contra los negros". Su trabajo en los movimientos negros revela que el movimiento del poder negro es una fuerza significativa en la configuración de las luchas feministas contemporáneas.
La beca del movimiento feminista anterior ignora o subestima las conexiones entre el Poder Negro y las luchas feministas. Los estudios de feministas negras independientes y los movimientos feministas predominantemente blancos citan el aumento de la masculinidad que mantuvo al feminismo y al Poder Negro divididos. No se equivocan al hacerlo, pero posicionar a Black Power como una influencia principalmente antagónica pasa por alto lo que el movimiento podría decirnos sobre cómo las feministas negras y blancas entendieron la liberación y la revolución.
Conectar a las feministas negras y blancas con organizaciones como el Black Panther Party y las Black Power Conferences nos dice mucho sobre cómo las feministas trabajaron para reconstruir la sociedad en la que vivían. Si bien algunos estudios recientes han ayudado a ampliar nuestra comprensión de la relación del movimiento Black Power con el feminismo, todavía hay mucho por entender acerca de las formas en que el movimiento Black Power estuvo conectado al radicalismo feminista. Sostengo que el ejemplo de Kennedy nos obliga a ver cómo las feministas negras y blancas absorbieron las estrategias y teorías que se entendieron que se originaron en las luchas de Black Power.
Florynce Kennedy fue simultáneamente una feminista negra y una activista de Black Power que forjó alianzas entre los movimientos mayormente blancos de feministas y de Black Power durante la posguerra que la historiadora feminista negra Paula Giddings llama la "década masculina".
La década de 1960 fue testigo de un aumento creciente de los llamamientos políticos a la masculinidad negra, ya que muchos radicales del Poder Negro exigieron que las mujeres negras asumieran un papel auxiliar para los hombres negros y dirigieran su energía hacia la familia. Kennedy, como otras feministas negras, criticó estas normas de género anticuadas. A pesar de sus críticas a Black Power y su estrecha relación con la lucha feminista, Kennedy continuó trabajando dentro del movimiento Black Power como abogada y activista.
Muchos defensores de Black Power también criticaron el movimiento de mujeres predominantemente blancas, argumentando que el feminismo era divisivo, racista y una desviación. Los organizadores de Black Power a menudo acusaban a las feministas negras de simplemente imitar las directivas feministas blancas. Sin embargo, Kennedy sostuvo que un movimiento dedicado a terminar con la opresión sexista era vital tanto para las mujeres como para los hombres. Trabajó en organizaciones feministas predominantemente blancas (como NOW y el Movimiento 17 de octubre) durante las décadas de los sesenta y setenta y en organizaciones feministas negras independientes (como la Organización Nacional de Feministas Negras y Mujeres Negras Unidas para la Acción Política) en los años setenta y ochenta.
Años más tarde, Kennedy comentó lo que muchos vieron como la incompatibilidad entre sus diversos lugares políticos, y señaló que a pesar de su estrecha relación con el movimiento feminista y las feministas blancas, los organizadores de Black Power nunca la obligaron a "separarse ... como feminista del movimiento negro". "Esto se debió en parte a que el feminismo que propugnaba estaba profundamente arraigado en las teorías de la lucha del Poder Negro, en particular su compromiso de acabar con la supremacía blanca y el imperialismo.
Además, como muchos otros radicales, veía al movimiento Black Power como el movimiento de vanguardia de la era. Su trabajo dentro de organizaciones feministas blancas enfatizaba el racismo desafiante. Gran parte del activismo y la escritura de Kennedy ejemplifican cómo maniobraba entre lo que la mayoría de los observadores y eruditos contemporáneos ven como movimientos de oposición inherente, en un intento de extender el Poder Negro fuera de los círculos del Poder Negro a espacios principalmente feministas blancos.
La mitad de los años sesenta fue un momento decisivo tanto para el poder negro como para los movimientos de mujeres. Organizaciones de derechos civiles como SNCC y CORE comenzaron a promover estrategias nacionalistas negras. A través de los esfuerzos de estas y otras organizaciones, el movimiento Black Power comenzó a ocupar el escenario nacional y eclipsó al movimiento por los derechos civiles como líder de la lucha por la libertad de los negros.
Este período fue igualmente crucial para el movimiento de mujeres predominantemente blancas. NOW se fundó en 1966, y varios capítulos locales y grupos de estudio y organizaciones de mujeres surgieron en todo el país poco después. El rápido crecimiento de ambos movimientos forzó cambios en la relación entre las organizaciones radicales y liberales de la posguerra: en 1967, tanto las defensoras del poder negro como las feministas intentaban definir nuevas agendas y repensar sus vínculos con la lucha más amplia de la posguerra. Surgieron oportunidades para las alianzas entre los dos.

El radicalismo temprano de Florynce Kennedy

Nacido en 1916 en Kansas City, Missouri, Kennedy fue criada por padres de clase trabajadora que enseñaron a sus hijas a desafiar a la autoridad blanca en todo momento. En 1942, Kennedy se mudó de Kansas City a Nueva York, donde encontró orientación política para las lecciones que había aprendido a los pies de sus padres iconoclastas.
A la edad de 26 años, Kennedy llegó a Nueva York con la esperanza de beneficiarse de las pocas oportunidades de guerra que ahora están abiertas para los afroamericanos y las mujeres. El ambiente intelectual y político de la ciudad era un escape de la monotonía del mercado laboral no calificado de Kansas City, donde ella había trabajado como operadora de ascensores y doméstica. Fue en el medio político y social de la ciudad de Nueva York, mientras estudiaba en la Universidad de Columbia y en su Facultad de Derecho, y luego como una abogada en ciernes, Kennedy alcanzó la madurez política.
Aunque el trabajo y las clases de Kennedy le dejaron poco tiempo para la organización política, aprovechó al máximo las corrientes radicales de Columbia y se inscribió en cursos sobre socialismo y comunismo. También se movió a través de los movimientos sociales de la ciudad, asistiendo a los discursos de Adam Clayton Powell en Harlem y los mítines del candidato presidencial del Partido Progresista Henry Wallace, y leyendo vorazmente literatura antiimperialista y antirracista. La experiencia de Kennedy entre la avalancha de mujeres, en su mayoría blancas, que ingresaron en la Universidad de Columbia durante la Segunda Guerra Mundial, y que no pudieron ser admitidas después de la guerra, la llevaron a conectar la opresión de las mujeres blancas y los negros. Comenzó a ver una alianza de los dos como una fuerza que podría aprovecharse contra la hegemonía masculina blanca.
Cuando Kennedy se graduó de la Escuela de Derecho de Columbia en 1951, se convirtió en una de las pocas mujeres negras que ejercen la abogacía en la ciudad. En 1954, abrió su propia empresa en defensa de los derechos de los artistas negros (como Billie Holiday) que habían sido atacados en función de la importancia política de su trabajo. A principios y mediados de la década de 1960, Kennedy comenzó a trabajar con organizaciones de derechos civiles (los miércoles en Mississippi); organizaciones izquierdistas blancas (Partido Mundial de los Trabajadores); y organizaciones nacionalistas negras (Organización de la Unidad Afroamericana). Publicó una columna semanal en Queens Voice, un periódico local de Black, y presentó "Opinions", un programa político de 30 minutos en la radio WLIB.

El racismo es "mortal": el movimiento del poder negro debería liderar

Mientras Kennedy abogaba por terminar con todas las formas de opresión, en última instancia, creía que el racismo daba forma a las relaciones de poder de los Estados Unidos y, por lo tanto, era la prueba de fuego para la democracia estadounidense. Al igual que los líderes de Black Power y otros radicales negros como Malcolm X, Ella Baker y WEB Dubois, Kennedy creía que el racismo afectaba cada problema social importante: la explotación del trabajo, la vigilancia de las trabajadoras sexuales, el abuso de las minorías sexuales y la opresión de las mujeres. Un grupo.
Con frecuencia, Kennedy utilizó el término "niggerización" como sinónimo de opresión, una estrategia retórica destinada a obligar a las personas oprimidas a comprender cómo se podrían implementar técnicas racistas contra todas las personas oprimidas. Aunque Kennedy entendió que las opresiones estaban interconectadas, argumentó que "el racismo siempre será peor que el sexismo hasta que encontremos feministas baleadas en la cama como [las panteras negras] Mark Clark y Fred Hampton". Y al igual que otros líderes del Poder Negro y algunos izquierdistas blancos, argumentó eso porque los negros comenzaron esta revolución "y pasaron más tiempo en las líneas del frente, el movimiento del Poder Negro tenía un derecho moral al estado de vanguardia dentro de la lucha más amplia.
Aunque Kennedy privilegió los movimientos de liberación negra y la opresión racial, ella aún argumentó que no importaba qué opresión era más letal: todos "dolían como locos". En su opinión, la mejor estrategia era conquistar todas las formas de explotación. Kennedy creía que un ataque constante y constante contra todas las formas de opresión desde una variedad de frentes organizacionales ayudó a acelerar el cambio revolucionario. La teoría de Kennedy sobre la opresión desafiante ayuda a explicar por qué trabajó en una amplia gama de organizaciones y movimientos a lo largo de su carrera política.
Su teoría sobre la opresión desafiante también ayuda a explicar su relación con las organizaciones de izquierdas blancas, específicamente feministas blancas. Mientras trabajaba en espacios de izquierda predominantemente blancos, ella exigió que los activistas blancos se enfocaran en acabar con el racismo y apoyar la lucha del Poder Negro. Con frecuencia instruyó a los radicales blancos sobre la importancia de entender cómo circulan el poder y la fuerza en los Estados Unidos:
"Si pruebas las vallas de esta sociedad y te atreves a influir en la dirección de esta, saben que te refieres a negocios por el grado en que te identificas con la revolución negra ... Si quieres comunicar absolutamente la profundidad de tu determinación de derribar". esta sociedad que está comprometida con el racismo, luego indica la determinación de frustrar el racismo con una coalición con la lucha revolucionaria negra ".

La Conferencia del Poder Negro

Cuando SNCC y CORE comenzaron a popularizar el término "Poder Negro" en 1966, Kennedy dio la bienvenida a las ambiciones de los jóvenes radicales. Esperaba que pudieran aprovechar el potencial revolucionario de la afirmación del Poder Negro de que los negros constituían una sola comunidad dentro de los Estados Unidos y, por lo tanto, tenían derecho a cambiar las relaciones de poder.
Durante la primavera y el verano de 1967, Kennedy asistió a las sesiones de planificación de la Conferencia Black Power celebradas en Newark. Junto a los líderes de Black Power, como Omar Ahmed, Nathan Wright y Amiri Baraka, ella desarrolló talleres, invitó a delegados negros de los Estados Unidos y del extranjero, y ayudó a crear un plan de publicidad.
La rebelión de Newark que se produjo solo días antes de la reunión ayudó a virtualmente triplicar las tiradas de inscripción de la proyección inicial de 400 participantes. Desde el 20 de julio hasta el 24 de julio de 1967, más de 1,000 personas negras acudieron a Newark. La rebelión y los numerosos negros que descendieron en la convención obligaron a los organizadores a utilizar el concepto de Black Power como herramienta para el cambio revolucionario.
Para Kennedy, la conferencia de Newark y las siguientes Conferencias sobre el Poder Negro fueron importantes porque enfatizaron el uso del poder colectivo por parte de los negros para desafiar el racismo y el imperialismo estadounidenses. A través de estas conferencias, Kennedy definió más completamente su pensamiento sobre el poder y la capacidad de las personas oprimidas para usar la fuerza de su grupo. Ella abogó por una forma de pluralismo del Poder Negro representado por líderes tan diversos como Malcolm X (después de su separación de la Nación del Islam), Adam Clayton Powell y Nathan Wright.
Los pluralistas del Poder Negro argumentaron que Estados Unidos estaba monopolizado por el poder blanco, que históricamente había servido para evitar que los afroamericanos se liberaran; para que los negros desafiaran este opresivo monopolio, necesitaban avanzar hacia una posición de fuerza comunitaria. La mayoría de los pluralistas creían que podían transferir su solidaridad racial y su poder al poder de decisión nacional y local. Sostuvieron que, como resultado, los negros, la nación y el mundo se transformarían para mejorar.
Kennedy no atribuyó a ningún otro movimiento tanto potencial para ilustrar las contradicciones de la democracia estadounidense y, por lo tanto, a la hora de articular los principios democráticos no solo para los negros, sino para todos. Al igual que muchos otros radicales, vio el desarrollo del poder chicano, nativo americano y femenino como una consecuencia esperada del énfasis de Black Power en la liberación y la autodeterminación.
Como co-facilitador (junto con Ossie Davis) del taller de medios de la conferencia, Kennedy usó la sesión para discutir estrategias para desafiar a los medios, destacando la importancia de compartir información táctica a través de líneas de movimiento. No mucho después de que comenzara el taller, Kennedy fue interrumpida por una conmoción en la parte posterior de la sala. La reina madre Moore estaba de pie exigiendo que se les pidiera a dos intrusos blancos que estaban sentados en la última fila que se fueran.
Moore, que había fundado el Comité de Reparaciones en 1962, era una voz poderosa en los círculos nacionalistas negros. Su voz bramó por toda la habitación: "¡Estas mujeres blancas tienen que salir! ¡Esta reunión es solo para negros! ”Los activistas sentados en las primeras filas se dieron vuelta para ver a las feministas blancas y miembros de NOW, Ti-Grace Atkinson y Peg Brennan, encogiéndose en sus asientos mientras Moore estaba sobre ellos.
Desde el escenario, Kennedy salió rápidamente en su defensa: “¡Estos son mis invitados! ¡No invito a las personas a algún lugar y luego les digo que se vayan! "Pero a Moore ya los demás asistentes no les importaba a quiénes eran las invitadas, solo querían que salieran. El movimiento del Poder Negro iba a ser diferente a la lucha por los derechos civiles, donde se alentaba directamente la participación de los blancos. En contraste, Black Power promovió la política negra independiente, y la participación de los blancos en la conferencia amenazó con interrumpir este objetivo.
A medida que la discusión entre Kennedy y Moore se intensificó, la sala se tensó y los cuerpos comenzaron a levantarse de sus asientos. Atkinson recuerda a alguien en la multitud que amenaza con matar a Kennedy por traer a las mujeres blancas a la Conferencia del Poder Negro. "Haz lo que tienes que hacer", respondió Kennedy. "He vivido mi vida".
Otro invitado no deseado en la sala escapó de la indignación centrada en Atkinson y Brennan. El agente del FBI que monitoreaba a Kennedy en la conferencia notó cómo se hizo más fuerte y más beligerante mientras "dirigía la blasfemia contra los negros presentes, y se negó a pedirle a los blancos presentes que se fueran".
Temerosa de lo que podría suceder a continuación, Brennan "salió de allí rápido". Cuando Kennedy vio que Brennan se iba, le ordenó a Atkinson que "se quedara donde está". Temblorosa, Atkinson se congeló, sin atreverse a abandonar su silla. Para su sorpresa, Moore y sus partidarios finalmente cedieron. Kennedy y los otros facilitadores regresaron a sus presentaciones con Atkinson escuchando en silencio, mirándose los pies.
Años más tarde, Atkinson describió su decisión de asistir a la conferencia como "loca". Sin embargo, ella estaba profundamente agradecida por la oportunidad que Kennedy le brindó para presenciar el movimiento del Poder Negro durante sus años de formación. Escuchar a activistas negros trazar estrategias y formular resoluciones de talleres "transformó" su creciente política feminista. Atkinson comentó:
“Ella siempre estaba tratando de unirlo y [tengo que decirlo] de muchas maneras, tal vez fue una mala idea, torpe o difícil. Pero, es por eso que personas como yo realmente se transformaron no solo en términos de política en general, sino a causa de mi feminismo. Profundizó todo ".
Kennedy comenzó a ayudar a las feministas blancas a aprender del movimiento Black Power cuando se unió al capítulo de NOW en Nueva York solo ocho meses antes de la Conferencia de Black Power. Con frecuencia invitó a jóvenes feministas como Atkinson, Brennan y Anselma Dell'Olio a Black Power y a las reuniones y marchas en contra de la guerra de Vietnam.
Atkinson recuerda cómo Kennedy quería que las jóvenes feministas fueran testigos de "un grupo de personas en transición y en evolución". La confrontación en el taller de la conferencia revela mucho sobre el valor que Kennedy asignó a las feministas blancas que aprenden de la lucha del Poder Negro y se convierten en un brazo adicional. En la batalla por derrotar al estado represivo.

“Estábamos observando y copiamos”

Solo unas pocas semanas después, Kennedy y otros delegados de Black Power Conference asistieron a la primera convención de la Conferencia Nacional para Nuevas Políticas (NCNP) en Chicago del 31 de agosto de 1967 al 1 de septiembre de 1967. Los organizadores blancos de la conferencia especialmente esperaban que la reunión Uniría el poder negro y los movimientos de derechos civiles con los liberales blancos y los movimientos de paz radicales.
Frustrados por el hecho de que la conferencia no incluyera a los negros en la etapa inicial de planificación, algunos delegados negros salieron y anunciaron su propia convención. La mayoría, quienes se quedaron, formaron su propio Black Caucus y exigieron apoyo para las resoluciones de la Conferencia de Newark, la organización de comités de "civilización blanca" en comunidades blancas para eliminar el racismo, apoyo para todas las guerras de liberación nacional en todo el mundo y 50% de poder de voto en todos. comités
Si bien muchos organizadores blancos apoyaron estas demandas, surgió un gran debate sobre la provisión del 50%, dado que los negros conformaban solo el 15-20% de los delegados. La mayoría de los reporteros de noticias y algunos izquierdistas blancos consideraron que la aceptación de las demandas les da a los negros una ventaja injusta y antidemocrática. Sin embargo, para los conferenciantes del Black Caucus, era importante que las personas negras que lucharon en las líneas del frente y enfrentaran la peor parte de los ataques del estado recibieran un poder significativo en el liderazgo del movimiento.
En un ensayo publicado en Islamic Press International News Gram, Kennedy desafió a los "delegados disidentes" ya los reporteros que argumentaron que dar a los negros el 50% de los votos significaba que los activistas blancos tenían "lamer las botas", afirmando que "la gente blanca no "No se lame las botas cuando hacen una buena alianza, señor racista". El "ascenso constructivo del poder negro puede ser la única esperanza que tiene Estados Unidos", explicó. Los organizadores como Kennedy, Jim Forman y H. Rap ​​Brown querían que la izquierda blanca entendiera que para ser aliados efectivos antirracistas, los activistas blancos en el NCNP tenían que comprender la importancia de la autodeterminación negra.
La protesta del Black Caucus proporcionó un marco para que las feministas entendieran cómo organizarse por separado, inspirando a las mujeres a crear su propia agenda que desafiara la hegemonía del liderazgo masculino, tanto en la convención como en el nuevo movimiento de izquierda en general.
Participantes como Kennedy, Jane Adams (SDS), Shulamith Firestone, Ti-Grace Atkinson y Jo Freeman (SCLC) habían participado activamente en organizaciones o grupos de estudio que discutían la liberación de las mujeres y que a menudo también trabajaban en derechos civiles y / o nuevos movimientos de izquierda. La mayoría de estas mujeres asistieron al Taller de Mujeres de NCNP. Sin embargo, algunos sintieron que sus líderes se enfocaron más en desafiar la guerra que en enfrentar la opresión sexista.
Según Freeman, ella y Firestone se quedaron despiertos toda la noche, creando nuevas resoluciones que tomaron una postura más directa contra la opresión de las mujeres. Siguiendo el ejemplo del Black Caucus, exigieron el 51% de los votos de la convención, argumentando que las mujeres representaban el 51% de la población. También insistieron en que la convención apoya la igualdad total de las mujeres en la educación y el empleo, condena a los medios de comunicación masivos por perpetuar los estereotipos de las mujeres, se une a varias luchas de liberación y reconoce que la mayoría de las mujeres negras están doblemente oprimidas.
Las mujeres amenazaron con atar la conferencia con mociones de procedimiento si sus resoluciones no se debatían en el piso de la convención. Los organizadores de la conferencia finalmente concedieron y agregaron las resoluciones de las mujeres a la agenda. Sin embargo, William Pepper, director ejecutivo de NCNP, despidió rápidamente a las mujeres cuando llegó el momento de leer sus resoluciones.
Frustradas, varias mujeres corrieron hacia el micrófono e intentaron hacer oír sus resoluciones. En un movimiento infame, Pepper le dio a "Shulie [Firestone] una palmadita en la cabeza y dijo: 'Muévete, niña, tenemos más temas importantes que hablar aquí que la Liberación de la Mujer'". Este incidente vino a representar la "génesis" del radical. Movimiento de liberación predominantemente de mujeres blancas.
Kennedy había acogido con satisfacción la creación de un Taller para Mujeres e insistió en que la opresión de las mujeres se abordara en el piso de la convención. De hecho, al mismo tiempo que Freeman y Firestone escribían sus resoluciones, Kennedy estaba en su habitación de hotel entrenando a Atkinson para que escribiera y difundiera una declaración que abordara las conexiones entre sexismo, racismo e imperialismo. Cada noche, Kennedy regresaba a la habitación y compartía sus experiencias con Black Caucus con Atkinson y otras feministas blancas de NOW. Atkinson notó que Kennedy tenía una "profunda ... influencia ... en algunos de nosotros ... estábamos observando y copiamos" la estrategia del Black Caucus.
Años después, Atkinson y Brennan recordaron que Kennedy les ayudó a comprender la importancia de apoyar a otros movimientos sociales como parte de su política feminista. Atkinson describió cómo Kennedy impulsó a las feministas blancas a apoyar los movimientos negros porque para "Flo, [fue] fue realmente fundamental ... expandir la comprensión y el apoyo".
Kennedy vio la organización feminista en la conferencia como el tipo de préstamo práctico de tácticas de movimiento que debían llevarse a cabo entre los organizadores. Tanto Kennedy como Atkinson esperaban que las participantes (en su mayoría blancas) del Taller para Mujeres siguieran luchando para acabar con el racismo, el sexismo y el imperialismo después de abandonar la conferencia.
La declaración que Kennedy dirigió a Atkinson para escribir enfatizó las luchas que los negros estaban librando en la conferencia y en todo el país, describiendo la opresión racial como el problema más "justificable de inmediato". Pero la declaración fue un paso más allá al argumentar que "la discriminación contra los negros debería recordarnos la discriminación que afecta a las mujeres".
Usando estadísticas de la declaración de propósitos de NOW, Atkinson y Kennedy descartaron la idea popular de que las mujeres no eran un grupo oprimido. Instaron a las participantes del Taller de Mujeres a seguir el liderazgo del Caucus Negro y presionar por su propia liberación.
A través de una lista detallada de sugerencias para la "acción inmediata", Atkinson y Kennedy enfatizaron las conexiones entre la opresión específica de las mujeres y la responsabilidad de las mujeres de apoyar a los movimientos sociales en general. Llamaron especialmente la atención sobre el hecho de que las mujeres no eran solo blancas. La declaración también repitió los puntos de Kennedy de que las mujeres deberían entender su "poder de compra" como consumidoras y "hacer cumplir sus demandas sobre los medios de comunicación, las empresas y el gobierno irresponsables"; participar en todas las actividades que afectan a la comunidad; y “asumir el liderazgo en autodeterminación para mujeres y niños”.
Sin embargo, fue una de las últimas sugerencias que subrayó más plenamente la comprensión de Kennedy sobre las formas en que las mujeres blancas deberían participar en la organización feminista. Como mantuvieron las feministas, sostuvo Kennedy, su política exigía que fueran tanto antirracistas como antiimperialistas, y que estuvieran firmemente unidas con estas luchas:
“Las mujeres de la Nueva Política deben asumir su responsabilidad política apoyando activamente las protestas como las que se oponen al proyecto y las de las comunidades negras. Este apoyo se debe demostrar activamente mediante la protesta contra las actividades policiales delictivas y la comparecencia en los procedimientos de la sala de tribunal [sic] que involucran a los defensores del proyecto, los manifestantes negros o los acusados. Las mujeres deben aumentar su apoyo a quienes soportan la carga real de sus compromisos morales declarados ".
Con el cierre del NCNP, Kennedy regresó a Nueva York, donde continuaría vinculando el feminismo, el antirracismo y el antiimperialismo como miembro de NOW.

AHORA y el poder negro

Aunque NOW se fundó en Washington, DC en 1966, el capítulo de Nueva York fundado en enero de 1967 se convirtió rápidamente en el ala más grande y activa. Kennedy junto con las feministas negras Shirley Chisholm y Pauli Murray y las feministas blancas Kate Millet y la presidenta nacional de NOW, Betty Friedan, fueron todas las primeras miembros de NOW.
Kennedy se unió al grupo con el objetivo de trabajar con mujeres y hombres en temas que afectan a todas las mujeres. Para ella, eso significaba no solo desafiar la discriminación sexista en el trabajo y las leyes reproductivas represivas, sino también protestar por la guerra de Vietnam y luchar por la liberación de los negros. Estaba especialmente centrada en las feministas blancas que apoyaban el movimiento Black Power.
Tanto Kennedy como Atkinson se inspiraron en el éxito del Black Caucus al aprobar sus resoluciones en el NCNP y querían continuar la discusión de la conferencia sobre Black Power en casa. Con esto en mente, Atkinson sugirió que se realice un panel en la reunión de AHORA en noviembre para discutir la relación de Black Power con el movimiento de mujeres. Kennedy y Atkinson invitaron a los organizadores de la Conferencia Newark Black Power, Nathan Wright y Omar Ahmed, así como a Betty Shabazz y una delegada del Comité Negro de NCNP, Verta Mae Smart-Grosvenor.
Las actas del capítulo de la reunión brindan ideas extrañas sobre lo que algunas feministas blancas sacaron de la discusión. Junto al nombre de cada orador, la secretaria de NOW describió brevemente la afiliación del orador al movimiento Black Power y registró las impresiones generales de su presentación. Para el líder de Black Power, Nathan Wright, ella escribió burlonamente lo que creía que era la suma total de su charla: "¡Tú me estás presionando!"
La mímica bastarda del dialecto negro ilustra las maneras desdeñosas en que algunas feministas blancas vieron a Black Power y sus preocupaciones, al no desafiar su propio racismo. Además, proporciona información sobre la cultura organizativa represiva de NOW y las luchas de poder interpersonales y racistas que plagarían a la organización.
Aunque el liderazgo de NOW no estaba interesado en el panel de "Poder Negro y Mujeres", Friedan todavía esperaba que Atkinson pudiera ser un activo para la junta directiva del grupo. Ella veía a Atkinson como un protegido que eventualmente superaría su curiosidad sobre el Poder Negro y el radicalismo de los sesenta que Kennedy había provocado. Friedan confiaba en que el "acento de la línea principal y el buen aspecto rubio de Atkinson sería perfecto ... para recaudar dinero" de otras mujeres blancas. Con estas esperanzas en mente, Friedan votó por Atkinson para asumir la presidencia del capítulo de AHORA en Nueva York.
No pasó mucho tiempo antes de que ella lamentara su decisión. En unos meses, Friedan se cansó de los continuos intentos de Kennedy y Atkinson de radicalizarse AHORA. Ella vio la fascinación de Atkinson por el radicalismo militante como un obstáculo potencial para el crecimiento del movimiento feminista y también fue muy crítica con el nuevo movimiento de liberación de las mujeres.
Para el verano de 1968, grupos como New York Radical Women y Cell 16 organizaban protestas y grupos de estudio desafiando las ideas tradicionales sobre la condición de mujer. Friedan creía que estas mujeres "hippies" tomaban prestados demasiado del Poder Negro y los nuevos movimientos de izquierda y "debido a que habían cortado sus ojos políticos sobre las doctrinas de la guerra de clases aplicadas al problema de la raza, trataron de adaptar demasiado literalmente la ideología de Guerra de clases y raza a las situaciones de las mujeres ".
Así, según Friedan, las feministas radicales como Atkinson socavaron el movimiento de mujeres con sus ideas abstractas del separatismo de las mujeres, "manhat" y "guerra sexual". Esta insistencia en dividir las preocupaciones feministas "legítimas" del interés de las feministas radicales en el Poder Negro y la nueva El radicalismo de izquierda plagó el capítulo de Nueva York AHORA. El conflicto llegó a un punto crítico durante la reunión de miembros del 17 de octubre de 1968.

Formando el movimiento del 17 de octubre

La tensión entre el liderazgo nacional de NOW y las feministas radicales en el capítulo de Nueva York había crecido constantemente desde el panel "Black Power and Women". Se agudizó después de que Atkinson y Kennedy tomaron la causa de Valerie Solanas. Solanas fue la autora del Manifiesto de SCUM [Sociedad para Cortar Hombres] y le disparó a Andy Warhol porque ella afirmó que la había estafado.
Ese verano Kennedy accedió a representar a Solanas. Ella y Atkinson intentaron pintar a Solanas como una feminista radical que tomaba las armas contra la opresión sexista. Friedan estaba enfurecido de que ellas y otras feministas de NOW se estaban alineando con esta causa o con el radicalismo en general.
Mientras tanto, las feministas más radicales de NOW estaban discutiendo formas de transformar la organización para que luchara no solo por "poner a las mujeres en posiciones de poder" sino por "destruir las posiciones de poder". Friedan trató de evitar que los "locos" tomen el control La organización votando en contra de la reelección de Atkinson a la presidencia.
Friedan creía que Atkinson sabía que no la reelegirían, y que, en un esfuerzo por frustrar lo inevitable, "presentó una propuesta para abolir el cargo de presidente y la elección democrática de oficiales ... que permitiría a los 'locos' hacerse cargo y manipular las decisiones, sin rendir cuentas a la membresía ”. Atkinson, por otro lado, recordó su propuesta de reestructurar la presidencia como un esfuerzo para ayudar a AHORA a ser más eficiente y para mantener el ritmo del modelo participativo de liderazgo que era una filosofía común que circulaba En negro y nuevos movimientos de izquierda.
Unos días antes de la reunión de miembros de NOW, un pequeño grupo de feministas radicales se reunieron en el departamento de Atkinson para discutir cómo podrían impulsar al capítulo en una nueva dirección y resolver el creciente faccionalismo. Algunas de las mujeres incluso amenazaron con abandonar la organización si no aprobaban su moción de presidentes rotativos.
En el día de la reunión de miembros, Atkinson permaneció en silencio mientras Kennedy y otros "instaron a un experimento en democracia participativa". Kennedy recuerda que la discusión fue muy polémica cuando algunos de los líderes de NOW comenzaron una letanía de "abucheos y silbidos" como las feministas radicales. Presentaron sus ideas. No en vano, la moción para crear una presidencia rotativa fue derrotada.
Atkinson abandonó la reunión suponiendo que sus compañeras feministas cumplirían su amenaza original de renunciar. Ella fue a su casa y escribió una carta para renunciar a NOW y un comunicado de prensa que criticaba a NOW por "abogar por la jerarquía de oficinas" y por no entender que "la lucha contra las relaciones de poder desiguales entre hombres y mujeres exige luchar contra el poder desigual en todas partes". Pronto se dio cuenta de que "Fue el único que renunció". Atkinson recordó que Friedan estaba "conmocionado porque ... [ella] pensó que todas las mujeres jóvenes se iban a ir con [yo]". Alentada por este descubrimiento, Friedan procedió a hacer declaraciones públicas que describían cómo Atkinson se fue ahora solo.
Kennedy nunca había prometido irse AHORA si la votación era derrotada. Tenía la intención de quedarse aunque no estaba satisfecha con el resultado de la reunión. Pero una vez que Friedan publicó declaraciones que ridiculizaban a Atkinson como marginal e insignificante para el movimiento de mujeres, ella cambió su curso y renunció de inmediato. "Vi la importancia de un movimiento feminista", dice, "y me quedé allí porque quería hacer todo lo posible para mantenerlo vivo, pero cuando vi lo retardado que era AHORA, pensé: 'mi Dios, quién necesita ¿esta?'"
La carta de renuncia de Kennedy enumera muchas razones para abandonar AHORA, en particular el hostigamiento de las feministas radicales que intentaron empujar a la organización en una dirección más progresista. Kennedy estaba indignada por el racismo de Friedan y su fracaso en apoyar la liberación de los negros y los movimientos contra la guerra. Kennedy sostuvo que ella no era el tipo de activista que luchó por el control de una organización y en momentos como estos, recordó haber pensado: "No puedo perder mi tiempo en esta mierda" y, a menudo, se fue y estableció una [nueva ] comité ".
Atkinson y Kennedy fueron los únicos dos miembros que renunciaron oficialmente a NOW, formando un nuevo grupo feminista radical, el Movimiento 17 de Octubre (llamado así por el día que Atkinson se fue AHORA). La historia del Movimiento 17 de octubre ocupa un lugar destacado en el nacimiento de la lucha feminista radical predominantemente blanca y se cita comúnmente como un ejemplo de la división entre el feminismo liberal y radical, o entre las generaciones mayores y más jóvenes de feministas blancas.
Falta de esta historia que a menudo se cuenta es la centralidad de la feminista negra Flo Kennedy y su liderazgo para ayudar a las jóvenes feministas a adoptar una visión más amplia del feminismo. De hecho, el Movimiento 17 de octubre reflejó la preocupación de Kennedy de que el movimiento feminista se concentre en las conexiones entre sexismo, imperialismo y racismo. Atkinson a menudo describió el Movimiento 17 de octubre como "una coalición de acción del movimiento estudiantil, el movimiento de mujeres y el movimiento negro" y decidió acabar con todas las formas de opresión.
Si bien el fracaso de NOW en ver el feminismo en términos más integrales ayudó a impulsar la creación del Movimiento 17 de octubre y el feminismo radical, Kennedy se mantuvo firme en el otro extremo, ayudando a empujar a las jóvenes feministas blancas hacia una praxis feminista negra interseccional que centraba la atención en Black Power. .
La historia de cómo Black Power y Flo Kennedy influyeron directamente en el movimiento feminista radical en su mayoría blanco nos ayuda a mover el feminismo negro y Black Power fuera de los márgenes de la segunda ola de la historia del movimiento feminista y acercarnos a su centro. Mientras que el Movimiento 17 de octubre cambiaría su nombre a The Feminist y perdería gran parte de su agenda ideológica antirracista, y por lo tanto todos sus miembros negros, sus orígenes ofrecen una ventana a un momento en que las feministas blancas radicales intentaron crear una feminista negra. praxis interseccional.
Como fundadora del movimiento feminista radical, Kennedy insistió en que el movimiento está a la altura de su título "radical" al mirar más allá de un enfoque limitado en la opresión de las mujeres blancas. Su historia también demuestra que si bien los movimientos y las organizaciones de los años sesenta a menudo levantaban muros, esos límites (especialmente durante el período incipiente) eran mucho más porosos de lo que los estudiosos han reconocido previamente.
Florynce Kennedy fue una fuerza importante en la fertilización cruzada de ideas de movimiento y la forja de importantes alianzas políticas. Ella entendió que "si estás luchando por la Liberación de la Mujer o ... la Liberación Negra, estás luchando contra los mismos enemigos". Su objetivo final era que las organizaciones y los activistas se enfocaran en derrotar lo que ella argumentaba que era el verdadero opresor: "el genocida sexista racista". establecimiento."
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2019.06.24 16:16 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercer: Causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos:
  1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201
  2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
  2. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
  3. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2019.06.24 16:15 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercero: causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos: 1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201 2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
    1. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
    2. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2019.05.17 22:12 lord31173 Soñé que ya no eramos así [Parte I]

Lo que está a punto de leer es de mi autoría y de ser citado en algún momento agradeceria hacerlo simplemente a un usuario Venezolano de reddit, es mi debut como escritor de cuentos cortos y me gustaria saber que piensan, si no les gustó para nada tratare de mejorar, o en caso contrario de que les guste con sus comentarios me harian saber que se viene la segunda parte.

Entre otras teorias, gente cercana al ámbito espiritual afirma que los sueños a veces son conexiones al multiverso hechas por nuestro subconsciente para conectarse a nosotros mismos de otros planos, viendo mediante el tercer ojo a dimensiones paralelas que son puentes atemporales, habiendo gente que entrena esta disciplina durante un largo tiempo con la finalidad de procurar el mejoramiento personal, partiendo del concepto de que las redes neuronales y algoritmos cerebrales poseen una gran complejidad, lo cual representa el hecho que después de millones de años de evolución aún no sabemos totalmente el potencial de nuestro órgano pensante que es capaz hasta de soñar despierto usando la imaginación. En criollo y en pocas palabras, verse a sí mismo haciendo vainas imposibles de hacer actualmente, dan ganas al menos de intentarlo o imaginarlo.

Mi sueño comienza a las afueras del Metro de Caracas, chateando por un grupo de WhatsApp con 2 amigos y 1 amiga del liceo, a pocos minutos de haber quedado para reencontrarnos y asistir juntos al Lollapalooza en su 8va edición esta vez a celebrarse en el paseo los próceres. Al leer en el chat que ya todos escribían que iban saliendo casi simultáneamente, decidí entrar a la estación ya que había llegado temprano a la cita y recordé sorpresivamente que, por haber reservado en la preventa del evento, tenía derecho a reclamar unos pases del metro con el logo del concierto, en conmemoración de uno de los pocos días del año y aparte de cuando había votaciones que el metro es gratis. Esto lo implementaron años atrás para incentivar a la gente a ejercer su derecho cívico, lo cual supero positivamente las expectativas de la gerencia del metro y del gobierno central.

Había full seguridad privada en la estación, los vigilantes portaban un uniforme con chaleco azul y cada uno tenía radio y revolver enfundados a cada lado de la cintura, unos chamos más o menos de mi edad conversaban risueñamente encaramados a una escalera móvil, reemplazando una cámara de seguridad que se había dañado el día anterior. Caminé hacia la taquilla sin haber nadie en la cola esperando antes de mí, y la chama empleada del metro que me atendió, al mostrarle el brazalete del concierto me saludo con una sonrisa como si me conociera de toda la vida, me pidió el código único del evento y me dio mi par de boletos de conmemoración por el concierto, buscándome conversación además alegando que ella había pedido el día libre y todo para ir al concierto también, pero que no pudo reservar en la pre venta ya que en cuestión de pocas horas todo estaba vendido, haciéndome pucheros y caritas tristes como indirecta para que me la llevara en caso de que alguno de mis amigos no pudiera asistir. Tuve que cortar la conversa algo tajante para mi gusto ya que la chama era bastante atractiva pero notablemente más joven que yo, y que detrás mío había gente haciendo cola con brazalete en mano también para retirar sus tickets del metro edición aniversario, y sentía sobre mis hombros los ojos de los guardias de seguridad apurándome para no alargar la fila más de lo necesario.

Acto seguido tome el celular y le tomé 2 fotos a los boletos, e inmediatamente la subí a mi Google Drive, y las elimine de la galería para ahorrar memoria ya que sabía que en el concierto iba a necesitar espacio para las fotos. Al hacer el ultimo click escucho mi nombre por el pasillo de una de las salidas del metro, cuando veo vienen mi amigo y amiga casi que agarrados de manos saludándome desde la distancia, pensé que seguramente estaban felices de verse ya que después del liceo todo el mundo se distancio en sus planes y fui el único que decidió quedarse en Venezuela a sacar el pregrado, mientras la mayoría de ellos salieron del país a estudiar y a diferencia de mí, llegaron con títulos de post grado nuevamente al país.

Mientras me contaban de sus vidas y nos poníamos al día casi que todos hablando a la vez, el otro pana que faltaba por llegar haciendo gestos de cansancio y sed extrema por supuestamente haber corrido el último tramo de escaleras hasta llegar a nosotros, lo cual nos impactó jovialmente ya que este último era conocido desde el liceo por su impuntualidad y el uso del humor con exageración, para justificarse cuando llegaba tarde a un sitio. Resulta que según me cuentan, la primera pareja de amigos, se encontraron accidentalmente en una Universidad en España, luego de que la Universidad a la que había postulado mi amiga le rechazo la beca de fundayacucho, sin decirle el motivo y pues aprovechando que otra universidad con la misma carrera que ella quería tenía convenio con la prestigiosa Fundación Gran Mariscal de Ayacucho, pues decidió irse a estudiar allá consolidando un noviazgo algo accidental considerando que en el liceo andábamos los 4 juntos y nunca hubo nada de nada, lo que me impresiono a boca abierta y ella me respondió con un anillo de compromiso en su mano, y tal cual como si fuéramos adolescentes otra vez celebramos los cuatro juntos con un abrazo grupal mientras me arrepentía mentalmente por no haberle aunque sea pedido el número de teléfono a la chama de la taquilla.

Momentos después abordamos el vagón que nos llevaría a nuestro destino, pude notar en el metro el aire acondicionado, las cámaras de seguridad en los vagones, las calcomanías algo descoloridas con el símbolo de 'zona wi-fi gratis', y a su vez las 9 líneas del metro de Caracas dibujadas en un estilo moderno en la parte superior del vagón las cuales nos hacía sentir orgullosos de nuestro país una vez más por ser el único en Latinoamérica en procurar llevar el metro no solamente a la capital sino que todos los estados tenían su metro, con menos líneas obviamente aunque igual de bien gerenciadas que el de Caracas.

Nos tomamos varias fotos en la fila antes de entrar al concierto y se escuchaba en el fondo un grupo de rock Venezolano que no reconocí, practicando como teloneros de Red Hot Chili Peppers y pude ver a lo lejos a la GHP (Guardia de Honor Presidencial) como custodios impolutos del evento quienes no permitían que se enfocara ni tomara fotos a una tarima específica, ya que se rumoraba que el presidente de la Republica iba a asistir, teniendo mucha lógica, ya que contaba mi amiga de manera jocosa que en sus días de estudiante en Cambridge, el ahora presidente por pura casualidad cantó al frente de Bono de U2, al ser el único estudiante Venezolano en la facultad de Derecho, haciéndose notar por un cover con cuatro de la canción ‘Summer Rain’ en un acto de bienvenida a los nuevos estudiantes de la facultad, impresionando a Bono quien estaba de incognito en la multitud, pensando que era un Ukelele afinado de una manera algo inusual, lo cual declaro para sorpresa de los venezolanos en una entrevista a la prensa días después.

La GPH que custodiaba el evento, se remonta a la época de la gesta independentista Venezolana como compañía de Húsares, y por ley eran los encargados de la custodia personal y de seguridad del primer mandatario y Comandante en Jefe de las Fuerzas Armadas, siendo una de las ramas militares de la Republica cuyo proceso de admisión era estricto de por demás, y para ser miembro de sus filas a excepción de las otras fuerzas, el aspirante debía poseer formación académica superior (mínimo TSU), para ser parte de sus filas en todos los niveles, desde conscripto pasando por suboficial hasta oficial, la política estaba prohibida por ley y casi al nivel de taboo en las fuerzas armadas y el país se regía Constitucionalmente por los principios del Libertarismo desde el tercer periodo presidencial de Renny Ottolina casi a finales del siglo XX. El militar y todo funcionario público y miembro de cualquier fuerza de orden público o de seguridad del estado, inspiran respeto como autoridad y también por sus méritos académicos a diferencia del país vecino Brasil (Un chofer de bus), nuestro presidente era un carajo estudiado que representaba lo mejor de nosotros.

Se vanagloriaban en las escuelas de formación de oficiales como la ‘ELITE’ juvenil Venezolana, implantando estos institutos militares un pensum académico de estudios y militar a la altura de academias militares extranjeras como West Point del U.S Army ofreciendo recíprocamente programas de intercambios de estudios en todos los institutos militares profesionales y de seguridad del estado Venezolano, recibiendo cadetes de todo el mundo a formarse en nuestras aulas lo que hablaba de un nivel de calidad de vida comparable a los de Australia, habiendo polémica en los medios por una supuesta lista de espera para el ingreso, donde los números extranjeros por convenio e intercambio superaban casi el doble el contingente estudiantil nacional.

Estando ya en el concierto, mi amiga saluda de abrazo a una chama que se acercó a nosotros la cual hablaba rápidamente con acento que para mi era desconocido hasta ahora, mientras de fondo RHCP tocaba Can’t Stop, ellas aun conversaban y noté que uno de mis amigos se me queda mirando sonriendo y acercándose hacia mí, diciéndome al oído, ‘esta fue una sorpresa que te preparamos, no nos gusta que estés solo marico, eres demasiado depinga y te queremos burda’, me presenta mi amiga a la chama y resulta ser una Chilena, de nombre Ignacia, ligeramente mayor que yo pero al rato de haber hablado y roto el hielo gracias a la música me propuso irnos al pasto a hablar con más serenidad, mientras nos dirigíamos a sentamos en la grama, sentía como me latía el corazón y le escribí a mi amigo ‘mamaguebo, es perfecta’, lo que 5 segundos después regrese la mirada a la tarima y vi claramente como leía el mensaje, se lo mostraba a los otros panas y se reían todos a carcajadas, haciendo mi amigo un extraño gesto con su lengua a modo de ‘misión cumplida’, nos sentamos y cuando nos disponíamos a comenzar a hablar, ambos soltamos un suspiro al unísono lo cual hizo que se sonrojara, mientras Anthony Kiedis dirigía con las palmas el cambio de ritmo de la canción anterior, a un ritmo mas lento con el opening de guitarra tocando Snow (Hey Oh), haciendo exaltar a la muchedumbre del concierto a gritos de alegría.

La chama en efecto era algo mayor que yo, con 32 años me contaba que conoció a nuestra amiga en común en clase de yoga hace semanas y que sus padres eran dueños de una empresa minera multinacional que gano una concesión en Venezuela recientemente, y para supervisar mejor las operaciones mineras en el sur del país, su padre había decidido tramitar los papeles para la visa familiar para que su esposa e hija lo acompañaran en los cinco años que dura la concesión, ella al igual que yo es Abogada y como llego a Venezuela hace poco pues se planteo la posibilidad de hacer un post grado aquí, lo que no me mencionó fue la especialidad que quería estudiar.

Hablamos que jode de todo un poco y en fin, super depinga la chama, luego de que ‘The Killers’ despidieran el día de festival cantando ‘Human’. La chama hacía mención de que el presidente no llego nunca, me reí de su comentario mientras me dispuse a llamar un Uber ya que la chama no quería devolverse a esa hora en metro ya que venia traumada por las cosas medio locas que pasaban en los vagones a las altas horas de la noche en su país de origen. El Uber por suerte llego rápido, un chamo con acento portugués (Quizá un inmigrante Brasileño escapando del régimen narco comunista) manejaba el WV Gol color negro que nos iba a llevar a casa de ella, le pregunte si me podía llevar a mi casa después que la dejáramos a ella a lo cual me dijo que si, dándome cuenta hasta ese punto que este carro era un año mas nuevo que el mío, el cual después de haber cobrado mis pasantías en la fiscalía antes de graduarme y completando con un dinero que junte vendiendo unas skins viejas de cs go por steam (Por alguna razón ahora valían mucha plata y en su momento eran un common drop).

En fin, recorde pude comprarme mi carrito de agencia un par de años atrás y que debia cambiarle los neumaticos pronto, sintiendome super indeciso por la cantidad de cauchos y tipos de estilos que le podia adaptar ya que el mercado de modding en el pais y especialmente para este vehiculo se habia disparado desde que jovenes como yo eramos los conductores mas frecuentes para este modelo por ser accesible para la juventud.

Hablábamos de cualquier vaina en el camino y me pregunto si había comprado para los otros días del evento también, a lo que respondí que sí, pero solamente para el del día siguiente ya que las otras bandas de los otros días me daban ladilla y ese era el día que entre medio del evento se iba a presentar Linkin Park, y quería escuchar entre otras cancones a Chester Bennington y Mike Shinoda tocar en vivo la canción ‘One More Light’, a lo cual no me respondió nada, solamente reacciono casi instantáneamente, con ojos llorosos apartando la mirada de mi hacia la ventana y agarrándome la mano entrelazándome sus dedos, pensé que había sido efecto del alcohol por las marronas (Solera Märzen) que nos habíamos tomado juntos en el concierto, en fin, tarde un momento en reaccionar y caer en cuenta que quizá esa canción tenia algún significado sentimental o quizás simbólico para ella, o murió algún familiar recientemente, no se. Me soltó la mano suavemente y me dijo que ella no había comprado para ese día y que se le paso el detalle de que se iba a presentar esa banda.
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2019.03.24 16:38 Subversivo-Maldito He llevado a cabo un resumen escrito del Discurso de Pablo Iglesias...Si es de tu agrado, lo puedes compartir, en su totalidad, o centrándote en aquellas partes que te parezcan más interesantes...Yo la estoy compartiendo como por "fascículos"...

He llevado a cabo un resumen escrito del Discurso de Pablo Iglesias...Si es de tu agrado, lo puedes compartir, en su totalidad, o centrándote en aquellas partes que te parezacan más interesantes...Yo la estoy compartiendo por fascículos...
Después de los preceptivos abrazos, Pablo Iglesias, pasea por la tarima circular...Se le nota algo nervioso y emocionado, y, posiblemente, también algo hundido y decepcionado.... La gente lo nota y comienza a repetir el "Si, se puede"...que le anime en momentos difíciles...
a) Cuando comienza hablar, dirige, primeramente, unas palabras de agradecimiento a todos aquellos "militantes invisibles" ( sé muy bien de lo que habla ), que no intervienen directamente en los mítines, pero que los hacen posible por su entrega para organizarlos....Tampoco se olvida de citar a las familias del taxi, enfrentadas a los "tiburones neoliberales", y, empeñados en destrozar los servicios públicos y precarizar el trabajo....También agradece la presencia de todos aquellos/as que se están enfrentando a los fondos buitre de las viviendas...así como a los/as pensionistas...gracias a los cuales, no solamente se modificado algo las pensiones, sino que fueron los que hicieron posible la moción de censura contra el gobierno de Rajoy....Del mismo modo se dirige a los "grandes olvidados" de la campaña pre-electoral, los jóvenes, que no tienen trabajo, han tenido que emigrar, y, para más vergüenza, no les dejan votar, como es debido, desde el extranjero...De nuevo suena el "Sí, se puede"....
b) Mientras suena el "Sí, se puede", Pablo Iglesias, toma un respiro, mira hacia abajo, y piensa interiormente en lo que va a decir a continuación...Confiesa al público que lleva pensando, en los últimos días, sobre lo que tenía que decir hoy...Señala que va decir algunas VERDADES que no suelen decirse en campaña electoral....y que molestaran no solamente a los políticos sino a las FUERZAS PODEROSAS que están detrás...Confiesa que el decir tales verdades les puede pasar factura y pagarlo...pero se muestra dispuesto a aceptar el sacrificio...Comienza analizando como FUNCIONA EL PODER...Se afirma pomposamente que la soberanía popular reside en el Parlamento, pero, esto es solamente una verdad a medias...No es VERDAD...La verdad es que hay 20 familias en este País que tienen más poder que cualquier diputado...Aunque está seguro que tales poderes van a reaccionar muy mal, y, hacer todo lo posible para que Pablo Iglesias, y, Podemos se traguen sus palabras, no tiene reparo en citar algunos nombres: Ortega, Fainé, Botín, etc mandan mucho más políticamente que cualquier diputado elegido democráticamente...Y si esto es verdad, algo está fallando en nuestra democracia...Black Rock, un fondo buitre inmobiliario, es propietario de la mayor parte del parque inmobiliario de nuestro País, manda más que cualquiera de nuestros diputados...Si eso es así, algo está fallando en nuestra democracia...Hay multinacionales que reciben subvenciones públicas, y, al mismo tiempo precarizan el trabajo de nuestra gente....Pues bien, estas multinacionales tienen más poder que cualquier ministro y diputado elegidos democráticamente...Y, si eso es así, nuestra democracia es absolutamente limitada...Por otra parte, los PROPIETARIOS de los Medios de Comunicación Privados tienen más poder, hoy mismo, que cualquier diputado o diputada de nuestro País...Pablo es consciente que, todo lo que acaba de decir, se lo van intentar hacer "pagar" en las entrevistas que hagan a Podemos durante la campaña...Pero alguien tiene que decir la VERDAD, la PUÑETERA VERDAD: los que toman las principales decisiones en este País, NO LES HA VOTADO NADIE...Pablo Iglesias, confiesa que después de 5 años, estando ya en las Instituciones, sabe mejor de lo que habla...Se ha visto y entrevistado con los poderosos, representantes de los Bancos, directivos de medios de comunicación, el Rey, representantes de las multinacionales, etc...Todos son muy amables y correctos....Ahora bien, cuando se trata del Poder y del Dinero lo importante, para ellos, son las tres cosas siguientes: 1º) Todo lo que proponéis no se puede hacer, aunque tengáis razón. 2º) Contad con nosotros...Muy bien, señala Pablo Iglesias, pero sabed que quienes tenemos el poder de decisión no sois vosotros sino los representantes elegidos democráticamente... Y eso tiene que estar muy claro...Contamos con vosotros pero vosotros no contéis con nosotros para estar en vuestros consejos de administración, a través de las puertas giratorias. Y cita a Soraya Saenz de Santamaría como ejemplo de lo que Podemos nunca estaría dispuesto hacer, pues, así no hay democracia...Pablo Iglesias, se da un respiro, mientras se escucha, de nuevo, el Si, se puede..3º) Cita la reunión con un directivo importante que honestamente le dijo: "van a por vosotros"....¿Por qué?...Porque son incapaces de digerir tanto la moción de censura, como los acuerdos (que creían imposibles) con el PSOE de Pedro Sánchez...No puede digerir que estéis "gobernando" aunque no estéis en el gobierno...Y es que se ponen a temblar cuando oyen hablar de FISCALIDAD aplicada a los que más tienen...Se horrorizan con solo intuir que las 20 familias, los grandes banqueros y las multinacionales van a tener que pagar más impuestos...No lo dudéis.... No lo van a permitir, y, por todo ello, VAN A POR VOSOTROS....Otro respiro en el discurso y la gente comienza a repetir: "que no, que no, que no tenemos miedo, que no, que no"....Sigue Pablo Iglesias recordando la conversación con el directivo que le repite: los Grandes Poderes van hacer lo que sea para que las formulas de gobierno, después de las próximas elecciones, dejen a Unidos Podemos fuera del Gobierno...ya que están convencidos de que si llegara haber MINISTROS de Podemos en un Gobierno, algunas cosas iban a cambiar de verdad y no solo retóricamente.... Por lo tanto, concluye Iglesias: tenemos ante nosotros dos opciones; o gobierna el "Trío de Colón", y todo queda atado y bien atado para los poderosos, que seguirán sin pagar sus impuestos, y proclamando un patria de banderas y división, mientras se cargan la patria de los hospitales, de la educación publica, la sanidad y las pensiones...Las banderas no deberían nunca tapar la dignidad de un pueblo; o, por el contrario, elegir a representantes que tengan el coraje de sentarse ante los poderosos y dejarles muy claro a quienes representan...Nuevo respiro...Y comienza hablar de una opción que los poderosos barajan, sobre la hipótesis de que el "Trio de Colón" no llegase a gobernar, y, que consistiría en un gobierno de PSOE y Cs, lo que representaría lo menos malo....Pablo Iglesias critica duramente esta opción....O es que acaso alguien cree que un gobierno de este tipo va revalorizar las pensiones, va defender a las familias del taxi.?...A continuación, Pablo Iglesias, se da un respiro y anima a Podemos: a pesar de las dificultades estamos más cerca que nunca...Y, en un momento de bajón en las encuestas, recuerda lo que siempre se dijo, en tales encuestas, sobre Podemos...proclamando muy alto que ahora si está seguro que podrían estar en un Gobierno y con ello SEGURO que cambiarían algunas cosas en este País...
c) A continuación pasa a tratar otras cuestiones...y hablar sobre la crisis interna en Podemos, ya que no sería honesto proclamar la verdad sobre otros y no hacerlo sobre nosotros mismos...Proclama alto y claro que tanto él como Podemos han decepcionado a muchos...No reconocerlo sería mentir...y a Podemos se le puede perdonar muchos fallos pero NUNCA el mentir..Podemos no ha sido capaz de cambiar las reglas con las que juegan sus adversarios políticos a la hora de llevar internamente un grupo político..Confiesa que Podemos ha dado vergüenza ajena por sus luchas internas... Peleas por los sillones...Peleas por los cargos...Peleas por la visibilidad...En este ámbito, Podemos, se ha comportado como un partido más...y de ahí la vergüenza y la decepción de tantos...Cita a una enfermera que cuidaba a sus hijos en la UCI y como un día se dirigió a él ilusionada preguntando por los microcréditos de Podemos pues quería contribuir... Pablo Iglesias confiesa que se le cayó la cara de vergüenza al ver como alguien que no había cobrado un duro de Podemos, se ofrecía a ayudar y contribuir a la campaña...mientras que, en las luchas internas, era todo lo contrario...Si Podemos no es consciente de que aquellos que dirigen y cobran no son lo esencial sino todos aquellos que les apoyan y les votan porque están convencidos de que lucharán por llevar a cabo la política que defienden, acabará por diluirse como un terrón de azucar...Nuevo respiro y gritos de "Si, se puede"....
d) Más tarde, Pablo Iglesias, hace referencia a la VERDAD sobre lo que este País ha cambiado desde el 15M y la aparición de Podemos: se acabó el bipartidismo...Las cartas ya no están marcadas como sucedió durante los años del bipartidismo...Gracias a Podemos ya todos cuestionan que las grandes empresas puedan tener en sus consejos de administración a representantes políticos....Hace referencia a las candidaturas municipales de Podemos que hicieron posible el cambio en tantos municipios (Cádiz, Ferrol, Santiago, Coruña, etc )… Proclama sentirse orgulloso de haber contribuido a que Manuela Carmena (a pesar de todo lo que acaba de ocurrir) llegase a alcaldesa de Madrid...Pero después le lanza un dardo y, señala que a pocas semanas de las elecciones, se va permitir pedirle a Carmena que diga públicamente a quien va votar en las próximas elecciones generales...Lo madrileños se merecen saber a quien va votar en las generales su alcaldesa...No puede ser que Carmena se ponga de medio lado y no diga a todos los madrileños a quien va a votar...Pablo Iglesias proclama también sentirse orgulloso de haber logrado la Unidad Popular con Izquierda Unida, Equo, Barcelona en Común....Nuevo respiro...y gritos de Si, se puede...Después recuerda orgulloso la primera censura (con la presencia de Irene Montero), aunque no prosperara...si fue la condición suficiente y necesaria para la siguiente moción...Los mismos que atacaron sin piedad a Podemos por no aceptar, en su momento, un gobierno con Albert Rivera y PSOE, son los que también le atacaron por promover la moción de censura ganadora...Aquí ya se desbocaron intuyendo el peligro "monetario" que les podía venir encima, y, que es lo único que realmente les interesa...Cumplir con un elemento democrático está por encima de cualquier tipo de táctica política...Ello es lo que explica que apoyaran a Sánchez, aún sin entrar en su gobierno...Y es que si no fuera así...el PSOE estaría gobernando con Cs...
e) A continuación, Pablo Iglesias, hace referencia a Cataluña: diálogo y reconciliación...El conflicto catalán no se puede solucionar a palos o con cárceles...Tampoco se puede jugar en la contradicción si se quiere contribuir a solución el conflicto...No se puede decir un día que España es Plurinacional, y, al día siguiente que se apoya el 155...No se puede, un día, reprobar a Soraya Saenz de Santamaría, por su actuación en Cataluña, y, al día siguiente, retirar tal reprobación...Si a alguien le tiemblan las piernas, no podrá solucionar democraticamente el conflicto territorial... Mientras estas contradicciones están a la orden del día, y no se escandalizan los hipócritas, se pone a parir a Podemos por la posición que mantiene ante el conflicto catalán: no queremos presos políticos, tampoco queremos que Cataluña se vaya de España... No se puede construir desde el unilateralismo sino desde el diálogo...Tildan a Podemos de antipatriota por defender estas posiciones, mientras los que se dicen "patriotas", precarizan el trabajo de nuestros jóvenes, privatizan los servicios públicos y se muestran partidarios de los fondos privados de pensiones, con el objetivo de hacer desaparecer las pensiones públicas...
f) Después habla sobre el Acuerdo de Presupuestos con el PSOE...No es la panacea, reconoce Pablo Iglesias, pero si el camino a seguir...Recuerda la noche que se reunió con Sánchez en Moncloa y trabajó mano a mano con el Presidente: no voy a bajar de 900 en el Salario Mínimo...Pero todo ello no es el producto de un "mesías"...sino del número de Diputados que uno tiene en el Congreso...De eso se trata...Lo demás son personalismos...Si no hay diputados suficientes para presionar en la buena dirección, no hay nada que hacer...Ese es el poder político de los votos...Nuevo respiro y aplausos tímidos...Y es que Pablo Iglesias acaba de tocar la llaga: si no tenemos fuerza en el Congreso de los diputados....Si la gente no nos vota, nada de lo que proclamemos podrá llevarse a cabo...La gente anima a Pablo, proclamando: "que sí, que sí nos representas, que sí. que sí...nos representas, que sí"....Pablo sigue por esa línea de la justicia social: no nos conformamos con subir el Salario mínimo, con revalorizar las pensiones....etc...Queremos ir mucho más allá: una empresa pública de energía, un horizonte verde, un futuro para los jóvenes, que el poder lo recupere la gente, y que los diputados de este País mandan más que los banqueros, las multinacionales y los DUEÑOS de los medios de comunicación...No renunciamos a nada pero DEPENDEMOS DEL PODER POLÍTICO QUE LA GENTE NOS DE CON SUS VOTOS.. Nuevo respiro...y la gente pensativa...También Pablo lo está... Todos lo estamos...Estas elecciones son, y, este es mi punto de vista, las más importantes que ha tenido este País...
g) A continuación, Pablo Iglesias, muestra en su manos un librito con la Constitución Española...El libro lleva esos marcadores de colores que nos ayudan en la lectura de aquellos libros en dónde aparecen artículos legales numerados...Afirma que se habla mucho de la Constitución, pero no se la lee...Acusa a algunos de definirse como "constitucionalistas" y utilizar la Constitución como si fuera un ladrillo para lanzarlo al contrincante... Pues bien, lo que habría que hacer es LEERLA con el objeto de entender los problemas que tiene este País...
Comienza citando un artículo en dónde se afirma que "todos los españoles tienen el deber de trabajar y el derecho al trabajo, a la libre elección de profesión, así como a la promoción a través del trabajo y a una REMUNERACIÓN SUFICIENTE para satisfacer sus necesidades y las de su familia...sin hacer DISCRIMINACIÓN por razón de SEXO".....Pues bien, este artículo de la Constitución NO SE CUMPLE....Y es que para cumplirlo hay que acabar con la brecha salarial, hay que subir los salarios de millares de compatriotas que no llegan a fin de mes… ¿Cuál de los partidos que se proclaman CONSTITUCIONALISTAS está dispuesto a que se cumpla de verdad este artículo de la Constitución?.... Y no llega con decirlo, hay que hacerlo...
Después cita el Artículo 42 de la Constitución: "El Estado velará por la salvaguardia de los derechos económicos y sociales de los trabajadores españoles en el extranjero y orientará su política hacia su retorno"...Este artículo tampoco se cumple...ya que ni siquiera les dejan votar desde el extranjero...Y Pablo Iglesias, se vuelve a preguntar sobre que partido de los que se denominan "constitucionalistas" está dispuesto a poner en practica, de verdad, y, no de boquilla, este artículo de la Constitución... No lo hacen, porque no creen en la Constitución, sino que la convierten en una piedra arrojadiza...
A continuación cita el Artículo 45 de la Constitución: "todos tienen el derecho a disfrutar de un medio ambiente adecuado para el desarrollo de la persona...así como el deber conservarlo...Los poderes públicos velarán por la utilización racional de los recursos naturales con el fin de proteger la calidad de la vida ambiental"....Pues bien, éste artículo de la Constitución tampoco se cumple...¿Cómo podrían hacerlo esos partidos, que se dicen "constitucionalistas", y tienen a sus miembros en los consejos de administración, de las empresas energéticas, y, que destrozan el medio ambiente, proclamando cinicamente que el miedo ambiente es cuestión de todos?
En el artículo 47 de la Constitución se afirma que "todos los españoles tiene el derecho a disfrutar de una vivienda digna en dónde los poderes públicos promoverán este derecho y regularán la actualización del suelo de acuerdo del interés general para impedir la especulación". ¿Qué partido de los que se proclama "constitucionalistas" esta dispuesto a comprometerse de verdad a que éste artículo se cumpla? Y es que para cumplir este artículo hay que intervenir el mercado de la vivienda con el objeto de bajar el precio del alquiler, y, enfrentarse a las multinacionales, y, los fondos buitre de la vivienda...De nuevo Pablo Iglesias, señala, que todo ello intentaron llevarlo a cabo con el gobierno de Sánchez, pero éste se echó atrás.... Conclusión: Podemos necesita de los votos de los ciudadanos para poder gobernar o influir decisivamente en el Gobierno....De lo contrario, apaga, y vámonos....
En el artículo 128 de la Constitución se afirma lo siguiente: "toda la riqueza del País, provenga de dónde provenga, está SUBORDINADA AL INTERÉS GENERAL del País"...¿Qué partido, de los que se dicen "constitucionalistas" está dispuesto a aplicar de verdad, y, no de boquilla, el artículo 128 de la Constitución? Pablo Iglesias propone llevar a cabo la creación de una Empresa Pública de energía o nacionalizarla … Pero para poder llevarlo a cabo, se necesita que el "Soberano" dé a Podemos el poder suficiente para poder hacerlo... Y ello implica contar con los votos necesarios para estar en mayoría en el Congreso de los Diputados...
h) Por último, Pablo Iglesias, se refiere a lo que representa el día de las elecciones: 28 de Abril...Afirma que no estamos simplemente ante unas elecciones generales, sino ante unas elecciones de CARACTER CONSTITUYENTE...Mientras la Constitución del 78 descansa sobre dos pilares: 1) La promesa de justicia social para todo el mundo. 2) La convivencia en un País Plural...con regiones y NACIONALIDADES...Pues bien, estos dos pilares del 78, están en crisis...En relación a la justicia social estamos en el podio europeo liderando la desigualdad social y en pobreza....No hay justicia social en este País del 2019...E igual o peor estamos aún en relación a la convivencia territorial...Sería fundamental, por tanto, que la ciudadanía fuera consciente de que estamos ante unas ELECCIONES CONSTITUYENTES...en dónde los Poderosos, sabiendo que pueden tener que pagar más impuestos (en el fondo es lo único que les interesa) han decidido, junto con los Medios, plantear lo siguiente: en las próximas elecciones solamente hay dos salidas: una, la formada por el "trío de Colón" (PP-VOX-CS), y, otra, [ en dónde se descarta a Podemos, como si no existiera], la menos mala, formada por PSOE y Cs...Pues bien, ante ello habría que preguntarse lo siguiente: ¿Qué va hacer el "trío de Colón" para proteger la justicia social? ¿Qué va hacer el trío de Colón para solucionar políticamente el conflicto territorial? Cárcel, palos, código penal....Y eso no es lo que necesita este País...Este País no necesita a generales franquistas, en las listas electorales, ni a las fuerzas de orden público apaleando manifestantes, sino persiguiendo y deteniendo a los corruptos y ladrones del dinero público... En lo que se refiere a la solución "menos mala", propuesta por los poderosos, es decir, un gobierno PSOE - Cs, Pablo Iglesias pide a la ciudadanía que no se deje engañar...¿Alguien se cree que un gobierno con Cs aseguraría las pensiones? ¿Alguien se cree que harían pagar los impuestos que deben las fortunas millonarias? ¿Alguien se cree que un gobierno con Cs podría resolver el conflicto territorial? Este es el mensaje que los dueños de los medios de comunicación están dispuestos a transmitir a través de las cadenas: o el "trío de Colón" o, si los primeros te dan miedo por Vox, entonces un "gobierno PSOE- Cs... Pues bien, a éstas alturas de la película, señala Pablo Iglesias, si cualquiera de estos dos proyectos son los que gobiernan, entonces los banqueros, los de Black Rock, los dueños de los medio de comunicación, las multinacionales de los fondos buitres y del taxi, se fumarán un puro y brindarán por su propio futuro...
Para ir finalizando su discurso, ,Pablo Iglesias, señala que, en este contexto manipulador de los poderosos, existe UNA POSIBILIDAD que pondría todo patas arriba, y, si los ciudadanos son capaces de verla... La existencia de un Gobierno que obligara a los banqueros a CUMPLIR LA LEY PAGANDO LOS IMPUESTOS que les corresponden, devolviendo los 60 mil millones de euros de su rescate y que hemos pagado todos...Votando a Podemos hay una posibilidad de que exista de verdad una auténtica banca pública que asegure el crédito...y que no permita que, en los pequeños pueblos, bajo la excusa de la liberalización, ya no cuenten con cajeros para poder sacar su dinero a cualquier hora del día...Y todo ello irá a más, si la ciudadanía no toma el control con sus votos de la situación...Y lo mismo habría que decir sobre el control de la sanidad pública, la educación, las pensiones públicas...Esto es lo que, realmente, está en juego en estos momentos... Hay una posibilidad: que la gente que arrima el hombro, y, siempre lo ha arrimado, sea consciente de la trampa en la que nos han metido, e intentar salir de ella, aunque no será nada fácil...Pero no hay otro camino...y si lo seguimos estaríamos más cerca que nunca de intentar conseguirlo...Estas elecciones no solamente van de vencer, sino también de CONVENCER...Y si el SOBERANO no está convencido de que dando el poder a los de Podemos, esto podría REALMENTE cambiar...no habrá nada que hacer...Solamente si el soberano, aún siendo consciente de que los de Podemos son humanos y cometen errores, llega a CONVENCERSE que hay que votar a aquellos que no son chaqueteros, y, demuestran con palabras y hechos, que no CAMBIARÁN DE LADO, y, nunca estarán del lado de los Poderosos.. estaremos antes la Posibilidad de hacer frente a las dos alternativas que los DUEÑOS de los medios de comunicación repetirán, una y otra vez, durante la campaña electoral: o el "trío de Colón" o "PSOE-Cs".... Podemos está hundido y ha dejado de existir..
Pablo Iglesias finaliza señalando que la fuerza de PODEMOS reside en su militantes e inscritos/as....Tanto él, como los demás dirigentes, a nivel individual son vulnerables...Hoy están aquí y mañana no...La fuerza de Podemos está únicamente en esos millones de personas que el 28 de Abril voten a Podemos...El 28 de Abril existe una manera de decir a los poderosos que la historia puede ser diferente a la que ellos han diseñado...Y es que la HISTORIA LA ESCRIBES TU...No la escriben ni los tertulianos, ni los banqueros, ni los dueños de los medios de comunicación...La historia la escribes tu, y tu, y tu...Es necesario hacer correr la voz de que el día 28 la HISTORIA NO ESTÁ ESCRITA como quieren ellos...Y es que la historia no la escriben "ellos"....La historia la escribes TU...Y al escribirla, puedes estar diciéndole NO a Botín, a Black Rock, a los dueños de Atres-Media...Y es que son éstos los que están ejerciendo el poder de verdad y no los Diputados y Diputadas... Solamente el Protagonismo popular y su reflejo en votos podría hacer cambiar la situación....Pero para ello, uno tiene que estar CONVENCIDO que la HISTORIA DE ESPAÑA, LA ESCRIBEN LOS QUE SIEMPRE HAN ARRIMADO Y ARRIMAN EL HOMBRO...
[Fuente: https://youtu.be/_dcTpSgy3sQ ]

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2019.03.06 19:48 TrasplanteCapilar Injerto de pelo Turquía

El trasplante de cabello es prominente entre las técnicas de desarrollo más rápido en el procedimiento médico estético. Los avances continuos en innovación y la idea de utilizar injertos de unidades foliculares han hecho el trasplante de cabello para lograr una nueva altura. La capacidad de ofrecer resultados extremadamente comunes ha permitido a un mayor número de hombres y mujeres calvos elegir este tratamiento médico.
La pérdida de cabello puede ser el resultado de diferentes condiciones como el cuero cabelludo delgado, la depresión y los efectos secundarios de algunos medicamentos. La mitad de la población masculina experimenta pérdida de cabello hasta cierto punto hasta los 50 años. Sin embargo, muchos hombres enfrentan este problema antes de esta edad. En Turquía, los implantes de cabello son uno de los métodos más utilizados para contrarrestar la pérdida de cabello. La técnica garantiza una alta calidad a bajo precio.
En Turquía, casi 500 trasplantes de cabello se realizan cada semana.
Según un informe, en Turquía, se tratan aproximadamente 500 casos de trasplantes de cabello cada semana. En 2016, el 65% de los pacientes extranjeros se sometieron a una cirugía de trasplante capilar de cada 100.000 procedimientos realizados en Turquía. El costo de los trasplantes de cabello varía de € 1, 000 a €2, 000, dependiendo del tipo de operación que prefiera. Esta es la razón principal por la que Turquía se ha convertido en un destino deseable para el trasplante de cabello entre los hombres de Europa y, en particular, en España.
El trasplante de cabello es prominente entre las técnicas de desarrollo más rápido en el procedimiento médico estético
La mayoría de los pacientes pertenecen a Europa y particularmente España.
Desde hace décadas, Turquía ha sido considerada como un destino turístico de primera categoría donde millones de personas visitan cada año. En 2017, casi 1.7 millones de ciudadanos británicos han visitado Turquía y la mayoría de ellos eran turistas médicos que visitaron Turquía para el trasplante de cabello.
Turquía ha establecido una reputación impresionante como el último recurso para el trasplante de cabello asequible a través de tecnología de punta y equipo de primera clase junto con cirujanos altamente experimentados. Con estos servicios de vanguardia, Turquía ha estado atrayendo a miles de turistas de Europa, especialmente de España. Además, en España, el costo de la cirugía de trasplante de cabello es de aproximadamente € 12, 000, que está fuera del presupuesto para los británicos más comunes. Sin embargo, el costo médico del trasplante de cabello es bastante bajo, como € 1, 300. Por lo tanto, los españoles prefieren viajar a Turquía para el trasplante de cabello en lugar de tenerlo en casa.
El trasplante de pelo de Estambul se hizo popular debido a recomendaciones personales.
La referencia personal fue la razón detrás del éxito y la popularidad de la cirugía de trasplante de cabello de Estambul inicialmente. Hoy en día, muchas empresas en Europa organizan viajes médicos a Estambul. Turquía ofrece políticas de vacaciones fáciles, es por eso que muchos pacientes de países europeos se quedan al menos una semana en Estambul. Primero se someten a procedimientos quirúrgicos y luego exploran la ciudad. También reciben los seguimientos necesarios durante su estancia en la ciudad. Es una práctica común en Estambul que muchos pacientes extranjeros y locales utilicen el correo electrónico y WhatsApp para acudir a sus citas y enviar fotos para mostrar su progreso a sus médicos. El método de comunicación empleado por todos los pacientes es WhatsApp porque es muy visual. Los médicos exigen fotos de los pacientes semanalmente y mensualmente. Por lo general, este método se utiliza para comprobar el progreso de los pacientes.
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2018.09.18 07:25 Zetusleep5390 La leyenda de los estudios en el callejón del aguacate.

La leyenda de los estudios en el callejón del aguacate.
Los últimos señores Mexicas habían llorado ya la pérdida de las tierras que algún día los acogieron y fueron testigo de la gloria de Azcapotzalco, que por aquellos días era el señorío responsable de estos parajes del sur de la Ciudad de México.
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Don Hernán Cortes había invitado a capitanes, soldados y aliados a un enorme banquete con vino de Castilla y cochinos de Cuba. Años después, Bernal lamentaría en sus crónicas de la conquista que los lugares fueron insuficientes y por otras cosas acaecidas aquella noche, hubiese preferido que nunca se llevara a cabo. La más macabra de las cosas acaecidas es el origen de esta historia. La noche fue agridulce, estuvo manchada por la sangre aunque no tuvo lugar batalla alguna. Las crónicas y la historia se han esforzado por borrar los terribles hechos que en aquella noche larga de Coyoacán costaría la vida de dos inocentes. No sólo las quejas por el espacio ahogaron la noche gloriosa de Cortés. Pasadas las 11 de la noche todas las antorchas se extinguieron, como por acto de magia la penumbra abrazó el patio del real de Cortés, el embrujo lo rompió el llanto desesperado de uno de los niños que jugaba en los pasillos, ese llanto centró la atención de todos los presentes que corrieron a avivar las antorchas y velas para restablecer la iluminación de aquel lugar. Los perros que habían acompañado a Cortés, tesoro preciado del conquistador, ladraron con violencia estridente que heló la sangre de todos los asistentes. Dos espadas de madera fueron halladas en el suelo, ante la mirada atónita y desesperada del resto de pequeñines que no atinaban a decir nada más que: “Julian y Rodolfo, ¡la noche se los ha tragado!”.
Entre llantos y confusión una puerta se cerró, como señalando el punto de escape de esa oscuridad que se había tragado a los pequeños.
Dos soldados liberaron a los perros, los canes corrieron velozmente por la puerta que señalaba el punto de escape -en todo momento ladrando con violencia y autoridad, como si sus ladridos fueran a detener al mal que ya todos buscaban-. Una comitiva liderada por Don Rodolfo De Escalante salió acompañando a los canes para apresar al responsable y dar con el paradero de los dos hijos varones del capitán español. Corrieron todos por caminos rurales y parcialmente empedrados, en espera de los caballos, carruajes y coches que algún día transitarían esas calles (algunas de las cuales al día de hoy siguen manteniendo tan rudimentario camino) como lo son los palacios y casonas españolas de estilo colonial que por aquellos días no eran sino cimientos, hoy testigos de la historia de México que nacía con la Nueva España tras la muerte de Tenochtitlán.
Finalmente, uno de los perros tomó camino por lo que hoy en día sería el final de la calle Francisco Sosa, donde la calle se convierte en la Cerrada Francisco Sosa; lugar en el que hoy se levanta un muro de piedra que en una esquina guarda un antiguo altar a la virgen del Rosario, sobre el que se elevan las ramas de un árbol de aguacate. Aquel perro paró y comenzó a ladrar en la penumbra con desesperación. La comitiva apresuró el paso y todos como una marcha coordinada pararon súbitamente ante una escena francamente dantesca. El perro que los había guiado tenia las orejas gachas, no dando crédito el animal a lo que sus ojos veían: eran las piernas y brazos del pequeño Julian De Escalante. El perro se lanzó contra un ente que estaba parado en la penumbra, desapareció para no ser visto más.
La pierna derecha del pequeño, cubierta en sangre, antecedía en fila a la pierna izquierda que a su vez estaba antes del brazo derecho y luego el izquierdo; donde la pequeña mano del inocente terminaba señalando hacia adelante en dirección a aquel ente de espaldas anchas y tamaño descomunal. El ruido que salía de aquella bestia era el de un coyote hambriento devorando a su presa. En sus anchas espaldas el torso y rostro de dolor del pequeño Julian que aún agonizaba, al borde de perder la consciencia el niño lloraba con desesperación y a los pocos segundos de que los soldados llegaron a su encuentro el pequeño perdió la conciencia. Un grito rompió el hechizo: “dadme la cara, ¡hideputa!” gritó un arcabucero de la comitiva, quien al mismo tiempo descargó en contra de la criatura. Aquel ente volteó despacio, entre sus brazos el cuerpo del pequeño Rodolfo De Escalante, de quien quedaba todo menos las vísceras que devoraba aquella criatura infernal. Los ojos de aquel ente eran de un rojo tan ardiente como las brazas que cocinaron los cochinos que ahora vomitaban todos los presentes a tan grotesco espectáculo. Varios de los soldados que componían la comitiva no pudieron contener las lágrimas y la desesperación, quedaron desarmados ante la barbarie que atestiguaban pues no hubo horror en las guerras que muchos ya habían vivido que se equiparara a lo que estaban presenciando. El cuenco que contenía las vísceras del niño le servían de plato ceremonial para beber la sangre del pequeño, a quien tomó entre sus brazos y alzó dejándolo suspendido para drenar todo su líquido vital.
El arcabucero entre llantos cargó nuevamente el arcabuz y arremetió contra la bestia. No pareció dañarla en absoluto. La reacción que aquella afrenta suscitó fue que el cuerpo del pequeño Rodolfo terminó recargado en una de las rodillas de la monstruosa aparición que arrancó de su espalda el torso de Julian y mordió su cuello para drenarlo también, el sonido de aquello era espantoso y toda vez que hubo bebido la última gota de sangre tomó de la cabeza los restos del niño, con violencia sin más lanzó el tronco del infante en dirección a la comitiva que inmóvil e impotente no daba crédito a lo que estaba viviendo, fue tal la fuerza con la que realizó el lanzamiento que la cabeza se desprendió del torso y quedó en la mano de ese monstruo. Así fue que abrió la boca de la cabeza, desprendió la quijada y lanzó a la oscuridad el resto de la pequeña cabeza. Dicha mandíbula sirvió entonces como un cuchillo ceremonial, la bestia tomó el hueso que había obtenido de Julian y rompiendo el esternón del pequeño Rodolfo accedió a su corazón, lo sacó. Lo sostuvo en sus manos y lo elevó como ofrenda a los dioses de esas tierras, ante todos los presentes de un sólo bocado devoró ese órgano. Del cielo cayó un rayo, como dictando sentencia de aquel rito se escuchó el aullido de un coyote proveniente de esa fiera, el suelo se abrió y el ente lanzó una bocanada de sangre hacia el cielo y desapareció al sonido de un extraño vocablo náhuatl que retumbó en los oídos de todos los presentes: NETZONCUILIZTETLATZACUILTILIZTLI (un aliado luego lo tradujo para todos, la venganza se ha consumado). Aquella sangre bañó una pequeña planta recién sembrada en la esquina de la muralla que limitaba los terrenos que pertenecían a Don Rodolfo De Escalante.
Don Rodolfo yacía en el piso, con el gesto de quien ha sido absolutamente derrotado. El peor castigo aún estaba por llegar. Su esposa Aura había sido avisado por alguien de la comitiva de lo ocurrido y a toda velocidad puso marcha por la noche, su hermoso vestido de gala no fue obstáculo para la desconsolada carrera de una madre que no quería dar veracidad a lo contado… hasta que llegó y se encontró con la horrible escena. El llanto desconsolado de la madre fue tal que los testigos se persignaron y llorando se esfumaron dejando en la absoluta soledad a la pareja. La madre tomaba las manos del pequeño Julian, acariciaba el rostro de Rodolfo, su llanto era incesante y su dolor no tenía parangón. Los días con sus noches que siguieron a tal atrocidad fueron para la mujer, agonía e infierno en vida. Los días los pasaba Doña Aura de rodillas en aquella discreta planta, que algún día sería un árbol de aguacate, lamentando sin parar la irremediable perdida de sus dos hijos. Por las noches dos esclavos tenían que salir por ella para cargarla al interior de la casa cuyas ventanas eran el vitral de aquel dolor indescriptible que consumió a Doña Aura. Las únicas palabras que salían de su boca era un doloroso testimonio de su pérdida: “¡mis hijos!”, constante recordatorio que avivó el odio y la locura en el corazón de Don Rodolfo. La falta de comida y el sufrimiento de la pobre madre la consumió a penas seis meses después. A un costado del aún tierno aguacate, Doña Aura pidió ser enterrada para estar con sus pequeños para toda la eternidad. Los restos mortales de los pequeños también fueron trasladados a ese lugar por instrucción de Don Rodolfo. La barda de piedra aún no terminada ganaba altura y la casa de los De Escalante iba tomando forma, cuya ala principal hoy permanece en aquel sitio, sitio desde donde hoy se cuentan las macabras historias que habitan en las oscuras horas de la noches. Las historias para no dormir.
Terrorífica historia es la de Don Rodolfo y los De Escalante en la Nueva España. Rodolfo y Juan De Escalante fueron dos hermanos provenientes de Toledo que se habían unido a la expedición de Cortés con el afán de llevar el negocio de su familia a las Indias. La familia De Escalante poseía una forje de armas que en buena parte fueron responsables de la muerte de miles de habitantes de las tierras que conquistaron los españoles. Los hermanos escalaron rápidamente entre los soldados de Cortés por su fiereza e inclemencia contra los conquistados. Los hermanos escribían cartas de jubilo y esperanza de expansión para la herrería, por supuesto que dejaban fuera los temibles detalles de sus proezas militares en Cuba, las Antillas, La Villa Rica de la Veracruz y Tenochtitlán. Fue Tenochtitlán el inicio de una serie de desgracias para los hermanos, serie que no culminó hasta extinguirse la vida de Don Rodolfo… quizás.
América tenía preparado un reclamo de sangre insaciable para los De Escalante, el primero en pagar ese peaje fue Don Juan, a quien Cortés había encomendado la conquista definitiva del Señorío de Azcapotzalco. Precisamente fue en Coyoacán donde los soldados que comandaba cayeron en manos de fieros guerreros águila que no tuvieron piedad sino de Don Juan, a quien presentaron ante el señor Cuahupopoca quien ordenó su inmediata decapitación y ofrecimiento ceremonial. El cuerpo de Don Juan nunca fue hallado, los totonacos que habían acompañado a los españoles en aquella empresa dieron parte de la crueldad que sufrieron los capturados a Cortés, quien vio en este suceso el pretexto perfecto para ordenar el sitio definitivo de Tenochtitlán y la toma definitiva de los Señoríos aledaños. Don Rodolfo De Escalante pidió a Cortés dirigir personalmente al bergantín que desembarcaría para la carga contra Iztapalapa y Coyoacán. Don Rodolfo sometió con brutal crueldad esas tierras que no tuvieron otra opción que pasar al bando de los conquistadores para culminar la toma definitiva de la gran Tenochtitlán. Aquella fue la primer venganza que Don Rodolfo juró en América, no sería la última.
Desolado tras la muerte de sus dos varones y su señora, Don Rodolfo envió a la pequeña Carmen de vuelta a España para ser cuidada por su hermana Doña Julia De Escalante viuda De Torrecillas. Don Rodolfo permaneció en la Nueva España supervisando la construcción de su fortaleza que habría de servir de casa, encomendó construir montado en la pared un altar a la virgen del Rosario, altar que aún permanece en la esquina que inicia el callejón del aguacate y cuya virgen en algunas noches, muchos cuentan, llora sangre.
Don Rodolfo montó guardia por las noches, desde que terminó la novena en honor a sus pequeños hasta el día de su muerte. En la esquina donde encomendó su altar, Don Rodolfo pasaba las noches rezando, entre los habitantes indigenas de esas tierras surgió la advertencia de no cruzar esa esquina al caer la noche pues aquellos que osaban poner un píe en aquella propiedad no volvían a ser vistos jamás. Durante el restante de la longeva vida de Don Rodolfo desaparecieron 46 niños y 20 jóvenes que se esfumaron por completo de esas tierras, hasta el día de su muerte, cuando sus criados dieron cuenta de los horrores que aquellas pobres almas sufrieron. Las osamentas fueron mortero para fortalecer la pared, dentro de la casa los gritos de auxilio eran ignorados mientras en su estudio de los horrores Don Rodolfo extraía la sangre abdominal para consumirla, mientras que la carne forraba sillas y mobiliario del estudio y los huesos se los daba a sus perros como juguetes o premios. Los sesenta y seis muertos, como toda la población indígena de esas tierras era para Don Rodolfo de Escalante el rostro del enemigo responsable de su dolor y tragedia.
Para 1537 el muro y la casa estaban terminados, un Rodolfo con aspecto de ermitaño prohibía a sus esclavos y criados hablar de lo que acontecía durante los días, sólo permitía que salieran a los jardines a regar con un balde que él les daba el aguacate que empezaba a formarse en árbol en la esquina de la propiedad.
Cuarenta años después de aquella fatídica noche de septiembre, noche en que Don Rodolfo lo perdió todo, un estruendo demoniaco llegó hasta la casa de Don Rodolfo, los criados y esclavos dicen que el diablo mismo le visitó para reclamar su alma. En la madrugada de aquel día Don Rodolfo echó a reír en la esquina de su casa, sentado como un niño contemplando su aguacate estremeciendo a todos los que le escuchaban, con una daga que había traído consigo de Toledo puso fin a su vida. La lectura de su testamento dejó en propiedad toda su Hacienda a su hija Carmen De Escalante de Rodriguez, quien decidió limpiar un poco su conciencia transformado aquella casa en una residencia para enfermos que formó parte de la herencia de los De Escalante en México hasta la década de los ochentas.
La casona de los De Escalante vio pasar por sus cuartos a miles de heridos y enfermos que padecieron en aquel lugar. Siglos de dolor abrazan la casa que hoy es hogar de nuestros estudios. El pasar del tiempo se ha encargado de hacer crecer la leyenda de este sombrío lugar.
Muchos años después de los sucesos que comenzaron todo un descendiente de los De Escalante decidió volver con su familia a la vieja casona de Coyoacán. Gustavo Escalante era padre de familia de Emilio, Benito e Irma, esposo de Beatriz Rodriguez. La familia vivió días felices desde el final de la primer década hasta la oscura noche del 20 de septiembre de 1929.
Don Gustavo fue un abogado de origen Español, un hombre bastante respetado por sus colegas y la sociedad en general, tenía muy buenos contactos y su familia vivía una muy buena posición en México. Sin embargo, existió un lado oscuro de Gustavo, una obscena obsesión por el ocultismo. En ocasiones desaparecía por semanas enteras para visitar brujos negros en Catemaco Veracruz. La inquietud que le robaba el sueño era la maldición que aquejaba a su familia desde que su ancestro, Don Rodolfo De Escalante, sembrara el terror en los corazones de los habitantes indigenas de esas tierras y se enemistara con sus dioses jurándoles la más fiera de las venganzas.
Fue así que un brujo le dio a Gustavo una Ouija para que contactara con su ancestro y esclareciera sus inquietudes en torno a los acontecimientos que dieron origen al sufrimiento de muchas generaciones de De Escalantes que por siglos se rehusaron a habitar en México temiendo un trágico final. Muchos siglos habían transcurrido ya y Gustavo estaba determinado a poner fin de una vez por todas al maleficio.
Aquella oscura noche del 20 de septiembre de 1929, Gustavo llegó a casa y pidió a toda su familia reunirse en el salón principal de su residencia. Sobre la mesa de su precioso comedor no había más que 4 velas negras y una tabla con letras escritas en ella. Gustavo explicó para sorpresa de todos el misterioso propósito de sus constantes viajes a Veracruz. Sus hijos por aquel entonces ya alcanzaban como mínimo la adolescencia siendo Benito el menor de ellos con 16 años. Beatriz no sabía muy bien como interpretar la extraña petición de su esposo, los hijos lo tomaron con cierta intriga y curiosidad. Cuando el padre de familia terminó la historia pidió que se apagaran las luces y se encendieran las velas para formar una suerte de circulo en torno al tablero. Todos tomados de las manos dijeron las palabras que el brujo había preparado para Gustavo. Con voz de mando y cierta esperanza dijo: Estamos aquí reunidos, generaciones de Escalantes que exigimos hablar con el alma de Don Rodolfo de Escalante, Capitán español que conquistó estas tierras y habitó hasta el día de su muerte en esta casa.
Todos los integrantes de la familia estaban tomados de las manos, expectantes a una respuesta por parte del tablero. Un frío como jamás habían experimentado los atravesó a todos, las luces que a la distancia se veían se apagaron súbitamente, un silencio sepulcral reinó en la sala… únicamente lo descompuso el sonido de los pabilos de las velas que se extinguieron una a una, como si alguien o algo estuviera soplando para apagarlas. Irma trató de soltar la mano de su padre, Gustavo le gritó: NO, NO DEBEMOS ROMPER LA CONEXIÓN. La pobre no lograba salir de su espanto pero decidió hacer caso a su padre, quien guiaba la sesión con extraña y natural destreza en el oculto asunto. De pronto el oráculo que era sostenido por Gustavo comenzó a moverse. Deletreo letra a letra su respuesta: S-A-N-G-R-E. Se miraron incrédulos todos pero ninguno quiso romper la conexión. Gustavo volvió a preguntar: Don Rodolfo ¿está usted aquí con nosotros? El oráculo nuevamente se movió deletreando la palabra: M-U-E-R-T-E. Nadie daba crédito de lo que estaba sucediendo en aquella oscura noche. Emilio, un joven de 20 años, decidió que había sido suficiente seguirle la corriente a la excentricidad de su padre y sin más soltó la mano de madre y su hermano Benito, al tiempo que dijo: “¡En verdad espera, padre, que no nos demos cuenta que no está buscando más que la manera de asustarnos! Me voy a dormir, ya tuve suficiente locura por un día”. Caminó hacia la puerta corrediza, pesada puerta de madera que dividía el salón principal del estudio de su padre, se cerró violentamente.
Beatriz la madre cayó desmayada, Emilio no podía creer lo que había visto, no había explicación alguna para que una puerta corrediza tan pesada como esa se cerrara abruptamente sin que nadie la empujara. Así fue que sin pensarlo le pidió a su hermano Benito que le ayudara a abrirla, Benito corrió rápidamente a interesarse por su madre que yacía desfallecida en el piso a un lado de la mesa.
Irma no podía parar de llorar, privada por un profundo e inenarrable horror era testigo de una de la escena más escalofriante de su vida. Ninguna leyenda de horror que conociera se comparaba ya con lo que estaba viviendo, ni siquiera las exploraciones que de niños hacían los hermanos en las noches para visitar el árbol de los susurros, pues Emilio les había contado que por la noche si se ponía mucha atención en el tronco del árbol de aguacate en el que terminaba su jardín se podían escuchar los lamentos de una mujer y unos niños, así como desgarradores gritos de horror. Ninguno de los asistentes estaba preparado para lo que tendrán lugar aquella oscura noche.
Cuando Emilio se percató de que su madre estaba tirada a un lado de la mesa corrió a ayudar a Benito, ambos le pidieron ayuda a su padre… nadie les contestó. Alzaron la cara para ver si su padre se encontraba bien, o si también había sido derribado, víctima del miedo ante una situación que comenzaba a pintar para peor. Para asombro de los hermanos, el lugar en donde ellos esperaban encontrar a su padre estaba vacío, sólo asomaba por los ventanales del comedor que daban al jardín la sombra del árbol de aguacate al final de su jardín. Gustavo había desaparecido. Sin dar mayor importancia a la desaparición del jefe de familia, los hermanos esquivaron a una horrorizada Irma que no podía salir de la conmoción. Todo mientras el tablero seguía activo y funcionando como un portal. Llevaron a la madre hasta un pequeño sillón que se encontraba en la sala principal de la casa y decidieron abrir uno de los grandes ventanales de la casa, pensando que quizá un poco de aire fresco reanimaría a la señora.
Cuando Emilio y Benito abrieron el ventanal se percataron de la figura de un hombre que estaba sentado, como contemplando el aguacate, ambos pensaron de inmediato en que su padre habría salido a tomar un respiro al jardín, sobrecogido por la emoción del momento… estaba parcialmente en lo correcto. Cuando decidieron llamarlo el hombre volteó, no vieron más que un ente completamente oscuro del que no se podían distinguir más que un par de brazas ardientes en donde deberían estar sus ojos. Sin dar crédito a lo ocurrido, continuaron su intento por reanimar a su madre. Emilio entonces le dijo a Benito que iría al botiquín por alcohol. Emilio echó a correr y atravesó sin mayor problema el umbral que antes estaba bloqueado por las pesadas puertas corredizas que separaban la sala del estudio y el resto de la casa. Benito, decidió atender al mismo tiempo a su hermana Irma; sin embargo, Irma también había desaparecido. Sorprendido por el hecho, pero sin ánimo de dejar a su madre sola, Benito empezó a llamar por su nombre a su hermana, fue entonces que escuchó carcajadas infantiles, nuevamente en el jardín. Benito estaba convencido de que su imaginación le estaba jugando una mala pasada, se llevó ambas manos al rostro para frotarse los ojos, al abrirlos nuevamente vio claramente a su padre sosteniendo a Beatriz con una mano y empuñando una daga en la otra. ¡PADRE, ¿QUÉ ESTÁ HACiENDO? Grito, e inmediatamente, Gustavo cortó de un sólo tajo la garganta de su hermana para dejarla tumbada al lado del árbol regando éste con la sangre que emanaba a borbotones del cuello de la joven. Benito no podía creer lo que estaba pasando, fue entonces que Gustavo lo miró fijamente y echó a reír.
¡Benito, muévete carajo, que mi mamá no se despierta! –gritó Emilio– súbitamente Benito salió de su asombro sin poder articular palabra alguna. Fue entonces que desde la segunda planta de la casa escucharon al padre llamándoles, este les decía que llevaran a su madre al patio para que el césped húmedo y el aire fresco la reavivara. Cuando Emilio se dispuso a seguir la instrucción de su padre Benito lo detuvo. ¡Mi papá está como loco, acaba de matar a Beatriz… cabrón, vámonos de aquí, hay que sacar a mi mamá! le dijo Benito a Emilio. Ignorando lo que su hermano le imploraba lo apartó y cargó a su madre, como quien carga un costal de papas salió por la ventana que apenas tenía una caída de 30 cm respecto al jardín y la acostó justo en el medio. Al intentar reintegrarse Gustavo apareció detrás de él, tomó al joven de la cabellera, le alzó la cara y de un sólo tajo lo degolló; con una fuerza sobre natural lo lanzó al tronco del árbol, cubriendo éste con la sangre que emanaba con potencia del cuello del joven. Benito subió a toda velocidad a su cuarto, el muchacho no podía dejar de pensar que todo era un mal sueño y tendría que despertar eventualmente. Su idea fue correr a su habitación, quizá contemplándose a sí mismo durmiendo: despertaría.
En el jardín, el cuerpo de Beatriz seguía tirado, sin conciencia alguna de lo que estaba sucediendo, fue así que Gustavo la recogió, tomándola entre sus brazos la cargó hasta la base del árbol, empuñando su daga se la enterró de forma violenta en el corazón. Inmediatamente dejó caer el cuerpo de su mujer, todavía con la daga clavada en el pecho, ya en el piso con la maestría de un cirujano (o quizá la de un carnicero) rompió la barrera torácica de la mujer, extrajo su corazón y lo contempló… mientras el cuerpo sin vida regaba con más sangre las raíces de el árbol de aguacate.
Benito presenció aquel horror desde su ventana. Buscando la salida de su pesadilla únicamente se hundió aún más en la misma. Benito sabía que la situación que vivía era límite, debía de enfrentarla para sobrevivir así fue que puso marcha a toda velocidad al jardín. Era Benito quien tenía que enfrentar a un Gustavo que aquella noche parecía más un demonio que su padre, fue así que antes de salir al jardín tomó la ouija de la mesa. Lo que había empezado todo tendría que terminarlo. A toda velocidad se lanzó en dirección a su padre para golpearlo con la tabla y así desarmarlo; sin embargo, en un reflejo ante el ataque inminente el padre clavó la daga en la tabla. La fuerza del golpe de aquella daga contra la tabla fue más la de una explosión que la de un simple pedazo de acero afilado rompiendo una tabla de madera. Un chillido horrendo se escuchó en lugar del sonido de la madera rompiéndose. Benito y Gustavo quedaron tirados en el jardín. El esfuerzo final y absoluto sería recomponerse para asestar el golpe final al oponente, cuando Benito intentó hacer lo propio, Gustavo estaba encima de él. Lo miro fijamente y le dijo: ¡Hijo, tienes que ser tú quien termine con esto, no traigas más dependencia maldita a este mundo!.
Benito intentaba quitarse a Gustavo de encima, la daga empuñada en su mano ahora tenía como base el tablero ouija… Gustavo retiró su brazo para tomar impulso y cuando todo parecía perdido para el muchacho… el padre de un sólo golpe y sin meditación se clavó el cuchillo en la sien.
El cuerpo sin vida de Gustavo escurría sangre en la cara de Benito, el joven con apenas 16 años no podía terminar de entender como toda su vida se había venido abajo en a penas minutos de una oscura y desafortunada noche de septiembre. Benito perdió la conciencia.
Debido a la posición social de la familia De Escalante y a algunos colegas del licenciado Gustavo De Escalante y Casas, los periódicos no publicaron más que una esquela recordando a “Gustavo de Escalante y Casas, padre de familia de Emilio e Irma De Escalante Rodríguez, esposo de Doña Beatriz Rodríguez Martínez, a quienes sobrevive el joven Benito De Escalante Rodríguez. Perdieron la vida durante un intento de robo a su propiedad. Qué en Paz Descansen…” el periódico daba información sobre los horarios de la novena que se ofrecería por el descanso eterno de la familia. La versión oficial de la historia fue esa. Benito único testigo y superviviente sabía que la realidad había sido otra, pero nunca hasta el día de su muerte quiso contar lo ocurrido. El relato de aquella oscura noche lo guardó en una caja junto a otra memoria oscura. La caja sólo decía: “no abran nunca esta caja de la media noche”. Clavado en ese baúl de madera estaba el arma homicida, una preciosa daga antigua con una empuñadura de fina manufactura que tenía el escudo de armas de la familia De Escalante.
El 6 de septiembre de 1986 el cuerpo del capitán del Heroico cuerpo de fucileros Benito De Escalante Rodriguez fue encontrado por su asistente doméstica en su casa en el barrio de Santa Catarina en la delegación Coyoacán, murió de causas naturales según lo indicado su certificado de defunción.
Su casa en el número 34 de la calle Francisco Sosa estuvo abandona muchos años. Las únicas visitas que recibía la propiedad eran el sin fin de curiosos y amantes de lo paranormal que se daban cita en las madrugadas para comprobar si el llanto de sangre de la virgen del Rosario, que se encontraba en un altar cubierto por las ramas y hojas de un antiguo árbol de aguacate, eran reales. O bien, si los lloros y quejas de dolor de una madre y sus hijos eran audibles entrada la media noche. O si el hombre de la capa se aparecía por aquella esquina a las 3 con 33 de la madrugada. Finalmente la delegación Coyoacán tomó posesión del inmueble y fue rentado como espacio para oficinas. En la oficina, que hoy es un estudio se encontró el baúl con la daga, donde escrita estaba la historia antes contada y una carta cerrada que decía “el niño”.
El niño 
Todas las tardes al volver del cuartel tenía la única certeza de que me encontraría al mocoso regordete jugando con sus amigos fuera de mi casa. Por años toleré que ese infeliz chamaco me imitara y me siguiera como marchando a mi lado, pidiendo tocar mi uniforme e ignorando mi atenta petición de que me dejara en paz. Pero yo nunca creí ser un asesino, odiaba a ese niño sí, pero nunca lo suficiente como para matarlo. Escribo esta confesión que espero no sea leída nunca, porque no puedo más con la culpa, pero sobre todo con la imagen maldita del escuincle regordete que me sigue a todos lados a donde voy.
El día 15 de septiembre de 1949, lo recuerdo pues volvía de la ajetreada jornada del desfile militar, toqué la puerta del número 15 de la privada Mondragón. Hasta ese lugar había seguido al condenado chamaco. Me atendió un señor, no tendría más de 40 años, con algo de sorpresa el muy maricón pensó que tenía algún problema que el ejercito iba a resolver. Le aclaré que mi visita tenía como objetivo resolver un asunto urgente. Quería saber si el niño malcriado y regordete era su vástago. Toda vez que el imbécil me confirmó que la dolencia ésa era su niño, le pedí que le ordenara que dejara de estarme fastidiando, le advertí que no quería volver a ver a su hijo y a su panda de amigos jugando cerca de mi propiedad nunca más. Tengo derecho a estar solo, a no escuchar el infernal chillido de esos mal nacidos cuando quiero retirarme a descansar. Como no podía ser de otra manera, me juró por su madre que la molestia no se repetiría, me ofreció pasar a su casa, tomar un café… nomás no me ofreció a su esposa porque no tuvo oportunidad. Le dije que lo único que quería de él era que su niño no me estuviera jodiendo y no se apareciera más por mi casa y mi calle. Se le pusieron sus ojos rojos y me extendió la mano, como si yo quisiera estrechar la mano sudada de un blandengue como ése, di la media vuelta y le dije: estás advertido, cabrón.
Antes de matarse mi padre me dio el mejor consejo de la vida: no traigas dependencia maldita a este mundo.
Ciertamente no tolero la compañía de mujeres que no sea por más de unas horas, desnudas y en la cama, como para qué carajos querría yo además a un niño.
El día 20 de septiembre de 1949, pasaban las 1800 horas cuando regresé de una caminata por el barrio. Ahí estaba ese engendro del demonio, jugando a las canicas en solitario. Le grité: “le advertí a tu padre que no quería volverte a ver aquí, mocoso”. Lleno de ira me abalancé hacía él. La cara de espanto que tenía la pequeña bestia ése era castigo suficiente. Pero aún hoy a tres años de lo que pasó no puedo entender lo que se apoderó de mí, ese día.
Todo lo que hice, si es que yo lo hice fue en calidad de espectador, cuando tomé al niño era para llevarlo de las orejas con el bueno para nada de su padre, con el afán de que le dieran una merecida chancliza, juro que esa era mi intención.
Primero le tomé de la oreja y cuando lo quise arrastrar el mocoso empezó a llorar. Ese tipo de mariconerías francamente me encabronan pero no como para tomarlo del cuello. Mis manos, las dos apretaron su cuello y cargaron al niño en la esquina de mi casa, parecía que se lo estaba entregando a la virgen, el olor de los orines de ese mocoso era penetrante, pero parecía que no me importaba que sus meados fueran a manchar mi uniforme, porque con los dos brazos lo cargué más hasta que escuché finalmente como el pescuezo le tronó. Juro que cuando volví en mí el niño estaba tirada burlándose de mí. Abrí el portón de mi casa y cuando iba a entrar a mi sala para tomarme un tequila escuché un golpe muy fuerte, era un coche que se había estampado contra el muro exterior de mi casa, abajo del coche estaba el cuerpo del mocoso ése… La cruz y la policía dijeron que el conductor tratando de esquivarlo se lo llevó y lo mató, pero yo sé que eso no fue así, como también sé que el empedrado de la calle no deja que los coches tomen mucha velocidad, no sé cómo es que el conductor de ese Cadillac también se murió.
Creo que estoy perdiendo la razón, pero también creo que la maldición de la que tanto hablaba mi padre es real. Juro por la memoria de mi madre que los acontecimientos de ese día me tuvieron como mero espectador, pero aún así no puedo quitarme de la cabeza la imagen de ese niño entre mis manos, sus ojos que se apagaron cuando le tronó el cuello. Todo lo demás que pasó ese día ya no sé si es verdad, o sólo un sueño. ¿Yo maté a ese niño? ¿Qué se apoderó de mí, llenando mi ser de tanta rabia? Ya no sé si es verdad, pero necesito limpiar mi conciencia.
Ese niño viene a joderme la existencia, todas las madrugadas a las 3 me levanto, lo quiera o no. También, lo quiera o no lo veo y lo escucho jugando con sus canicas en la esquina donde murió.

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2018.08.23 20:15 master_x_2k Zumbido IV

Zumbido IV

Brian llegó cuando Perra y yo estábamos caminando penosamente por el campo con palas y bolsas de basura en la mano. No es la imagen que quería que él tuviera de mí, pero me alegré de verlo de todos modos.
Me limpie usando el grifo en el abrevadero de agua de los perros, pero todavía estaba cubierta de huellas sucias de las patas, manchas de hierba y la piel todavía me picaba con la sensación de que los bichos se arrastraban sobre mí. No tenía ninguna duda de que, con mi pelo mojado y el estado de mi ropa, me veía bastante espantosa.
“Hay agujeros de bala en la puerta de entrada”, Brian habló desde el otro lado de la alambrada, levantando la voz para ser escuchado sobre el torrente de ladridos. Llevaba su traje y su casco, pero tenía la visera levantada y no estaba envuelto en su oscuridad. Desde la distancia, se vería como un tipo con equipo de motocicleta.
“Tranquilos”, ordenó Perra, y los perros se callaron. Al ver lo que los otros perros estaban haciendo, los pocos que no habían aprendido el comando se detuvieron después de uno o dos ladridos más.
“Sí, dispararon sus armas unas cuantas veces”, le dije.
“Y todavía están aquí”, dijo, con leve incredulidad.
“Mi decisión”, le dijo Perra.
“Es una mala decisión”, la amonestó.
“No voy a irme.”
Brian se cruzó de brazos. “¿Es tu orgullo o testarudez digno de lastimar a esos perros?”
Ella frunció el ceño y miró a los perros.
“Lo que dijeron sobre las salchichas,” dije en voz baja, “sobre envenenar a tus perros. No podrías detenerlos a menos que estuvieras aquí todo el día, todos los días, y tal vez ni siquiera entonces.”
“Es cobarde”, Perra escupió las palabras.
“Son cobardes”, le dije. “Básicamente la definición de cualquiera que se une a un grupo de odio. Pero incluso si atacaran de forma más directa, ¿podrías manejarlo? ¿Podrías si veinte personas aparecieran con armas de fuego? ¿O si Night y Fog pasaban a las tres de la mañana, cuando estás solo tú y estos muchachos?”
“Yo puedo arreglármelas sola.”
Suspiré un poco y planté mi pala en el suelo. Tenía que pensar en una forma de convencerla. Si perdía la paciencia frente a su terquedad, ella ganaría la discusión, y todos perderíamos.
“Lo sé. ¿Pero no es mejor confiar en nosotros? ¿Para de verdad manejar esto en lugar de hacerlo sola, escondiéndote y dejando que esos cabrones tengan el poder?”
“No me estoy escondiendo”, me miró enojada. “Estoy protegiendo-”
Brian la interrumpió, “Proteger a tus perros significaría llevarlos a un lugar seguro.”
Ella sacudió su cabeza violentamente. “No. Si hago eso, los malnacidos ganan.”
“Entiendo lo que dices”, le dije. “De verdad, sé a qué te refieres. Pero nuestra prioridad número uno es protegerlos a ti y a esos perros. Una vez que nos hayamos encargado de eso, podemos enfocarnos en enfrentar cualquier amenaza.”
Ella golpeteo con sus dedos contra su muslo, mirando hacia el edificio.
“¿Vamos a encargarnos de ellos?”, Ella hizo la pregunta un desafío.
“Sí”, habló Brian. “No me gusta que estos tipos se estén mudando a esta área. No me gusta que lleguen tan lejos como para atacar a un miembro de nuestro grupo. Si no hacemos algo para responder pronto, va a lastimar nuestra reputación. Necesitamos reputación, nos protege, da a la gente razones para pensar dos veces antes de jodernos.”
Perra asintió. “Bueno.”
Brian arqueó una ceja, “¿Bueno qué?”
“Iré, y vendrán los perros.”
Él sonrió, “Bien. No creo poder saltar esta cerca sin hacer enojar a esos perros, así que me reuniré contigo en la puerta de entrada. Voy a llamar a Coil en el camino.”
“Está bien”, dije. Cuando dio vuelta para irse, yo levanté la mano en el saludo de despedida más pequeño y patético del mundo. A pesar de que estaba bastante segura de que no lo había visto, me quedé sintiéndome como una idiota por hacerlo.
Eché un vistazo a Perra, que me estaba mirando con curiosidad.
“¿Qué?”, ​​Le pregunté, sintiéndome dolorosamente consciente de mí misma.
“Él te gusta.”
“N-”, comencé. Antes continuar con mi protesta, tuve que detenerme. Perra apreciaría la franqueza y la honestidad más que cualquier otra cosa. No estaba segura de poder darme el lujo de parecer deshonesta o de tener dos caras con ella. “…Sí. Me gusta.”
Ella giró para volver a entrar. Un horrible pensamiento me golpeó en ese momento.
“¿Te...te gusta a vos?", Le pregunté.
Ella giró su cabeza para darme una mirada enojada, una que no podía leer en lo más mínimo.
“Porque si lo haces”, me apresuré a agregar, cuando comencé a caminar detrás de ella, “Oye, tú estuviste aquí primero. Me alejaré y mantendré la boca cerrada si quieres intentarlo.”
Hubo unos cinco segundos en los que estuvo muy callada. Mi pulso latía en mi garganta. ¿Por qué me importa tanto esto?
“Deberías ofrecerle dormir con él.”
“¿Y-eh, qué?” Tartamudeé. El alivio se mezcló con la vergüenza, y el abrupto cambio de tema me dejó luchando por ordenar mis pensamientos.
“Es lo que quieren los chicos. Dile que estás disponible si alguna vez quiere coger. Él lo aceptará de inmediato, o comenzará a pensar en ti como una posibilidad y aceptará tu oferta más tarde.
“Eso es- Es más complicado que eso.”
“Es complicado porque las personas hacen que sea complicado. Solo corta con las estupideces y ve por él.”
“No creo que te equivoques sobre la necesidad de tener menos expectativas, reglas y rituales en torno a las citas, estupideces, como dices, pero no creo que pueda hacer lo que sugieres.”
“Lo que sea.”
Me di cuenta, tardíamente, que ella realmente me había ofrecido un consejo. Por... luché por encontrar la palabra. Por muy mal dirigida que hubiera sido su sugerencia, especialmente con Brian, fue probablemente el gesto más evidente de buena voluntad que le había visto, junto a ella diciéndole a Armsmaster que creía que yo podía patearle el culo.
“Gracias, igualmente”, le dije. “Lo, eh, lo tendré en cuenta.”
“No me importa si lo haces.”
Cruzamos el interior del edificio y Perra abrió la puerta para dejar entrar a Brian. Por un segundo, pensé que su franqueza la llevaría a decirle a Brian abiertamente que me gustaba, pero no era el caso. Estaba más centrada en evitar que los perros más rebeldes se escabullen y evitar que ladren al visitante nuevo que en nuestra conversación.
“No puedo contactar a Coil”, nos informó Brian.
“No pude alcanzar a Lisa o Alec antes”, respondí. “¿Crees que algo está pasando?”
Él asintió con la cabeza, “Tal vez. Quédate aquí con Rachel. Voy a chequear a los demás.”
“No”, dijo Perra. “No necesito niñera, y me estoy molestando con ustedes dos estorbándome. Taylor se va contigo. Me quedaré aquí y empacaré.”
“No es una buena idea”, dijo Brian, sacudiendo la cabeza, “Si te atacan mientras tanto-”
“-Tengo a Brutus, Judas y Angelica. Me las arreglé sola durante años, me encargué de personas más duras que esos hijos de puta. Si hay problemas, corro.”
“¿Y si toman a uno de tus perros como rehén?”, Le pregunté. “¿Uno en los que aún no puedes usar tu poder?”
Una mirada oscura pasó por su rostro mientras consideraba eso. “Entonces corro... y me vengo otro día, en mis términos.”
Brian golpeó su pie durante unos segundos. “Bueno. Si hay problemas, será bueno tener a Taylor cuidándome la espalda. Si puedo comunicarme con Coil, cuando lo haga, voy a tratar de conseguirte algunos camiones y personas que los conduzcan. Mientras tanto, mantente alerta y que no te maten.”
Perra frunció el ceño, pero ella asintió.
“Taylor, deberíamos irnos. Mientras antes veamos a Lisa y Alec, mejor me sentiré”, él ya se estaba moviendo cuando terminó de hablar.
En el momento en que estábamos fuera del alcance del oído, se quitó el casco, metiéndolo debajo de un brazo, y me preguntó: “¿Qué pasó?”
Le dije, explicando todo después del punto en que Perra y yo escuchamos el alboroto que estaban causando el hombre botella y su pandilla.
“Es curioso que sea Kaiser quien tenga problemas para controlar a su gente”, reflexionó Brian, cuando terminé.
Me preguntaba si todavía estaba adolorido por lo que Kaiser había dicho en la reunión.
“Coil aumentó la presión en el momento en que se rompió la tregua contra los ABB. Me sorprendería si Kaiser no tuviera las manos llenas con eso”, respondí.
“¿Lo estás defendiendo?”
No era frecuente que me sintiera muy consciente de la diferencia en los colores de nuestra piel, pero que me preguntaran si estaba inventando excusas para el supervillano de la supremacía blanca era uno de esos momentos.
“No quiero subestimarlo, es todo”, le dije.
Brian suspiró, “Sí. Quizás tengas razón. Pero Kaiser estaba dispuesto a exigir una indemnización por el ataque a su círculo de pelea de perros, y estoy más que dispuesto a hacer lo mismo por este ataque de sus skinheads, si llega a eso.”
“Ambos eventos tienen algo sustancial que ver con Perra”, noté.
“Soy consciente de ese hecho”, me dijo, frunciendo el ceño. “Ella es útil, ella es un recurso valioso para el equipo, pero viene con algunos problemas. Ya lo solucionamos en el pasado, lo solucionaremos en el futuro.”
“Claro.”
“¿Como estaba ella? ¿Alguna pelea?”
“Nada serio. No, en verdad estuvo bastante bien. Incluso podría hacerlo de nuevo, si ella me deja.”
“De verdad”, respondió, con escepticismo claro en su tono.
“De Verdad.”
“¿Qué cambió?”
“Estoy descifrándola, creo. Como opera, come piensa.”
“Llevo diez meses en el mismo equipo con ella, y ni siquiera he estado cerca de entender cómo piensa. Normalmente puedo evitar que vaya demasiado lejos o lastime a alguien, mantenerla en línea y hacer que siga las instrucciones, pero todavía no he tenido una conversación con ella que no haga que quiera golpearme la cabeza contra la pared.”
“Ese podría ser el problema. Estás a cargo, te admira, te respeta, pero...” Hice una pausa. ¿Cómo podría decir esto sin entrar en los detalles de su modo de pensar? “...Pero tu eres una especie de figura de autoridad en nuestro grupo, y su personalidad exige que desafié la autoridad. Especialmente cuando está insegura.”
Brian consideró eso. Con una nota de aprobación en su voz, él comentó: “Le estás poniendo bastante empeño.”
“Creo que te sería mucho más fácil manejarla si tomas un papel de liderazgo oficial en nuestro grupo. No solo ser el líder por defecto, sino tomar el puesto. Si no te sientes cómodo con eso, o si piensas que los demás te lo harán demasiado difícil, bueno, probablemente se sentirá más cómoda si confía en ti como alguien a cargo con el tiempo, mientras demuestras que puedes manejarlo.”
“Han pasado diez meses, ¿cuánto tiempo necesita?”
“¿Y ella ha tenido cuántos años, sin padres, maestros, jefes? Quiero decir, incluso cuando tenía padres adoptivos, no creo que fuera todo rayos de sol y arco iris, ¿sabes?”
Se frotó la barbilla. “…Sí.”
“Dime que no ha mejorado al menos un poco en el transcurso de esos diez meses.”
“Ligeramente.”
“Ahí lo tienes. Solo mejorará de aquí en adelante.”
Él me ofreció un gruñido derrotado en respuesta.
Brian caminaba a grandes zancadas, y tenía piernas largas, lo que me obligó a hacer pequeños trotes para mantener el ritmo. No era agotador, estaba en forma lo suficiente para correr, pero era vergonzoso sentirme como un niño pequeño tratando de mantener el ritmo de un adulto.
De cualquier manera, hicimos buen tiempo para volver al departamento.
Brian se llevó el dedo a los labios mientras se ponía el casco y bajaba la visera, emanando su oscuridad para ocultar el disfraz. Hice una mueca y traje bichos para cubrir mi rostro, llamando más desde el área para formar el comienzo de un enjambre. Brian - Grue ahora - extendió la mano y cubrió la puerta principal del departamento en la oscuridad, luego la abrió sin el más mínimo crujido o chillido. Antes de que subiéramos las escaleras de metal que conducían al segundo piso, él las cubrió con una capa de su poder para hacer que nuestros pasos fueran completamente silenciosos.
No anticipé la escena en la sala de estar del departamento.
La TV estaba encendida, mostrando anuncios. Alec yacía en el sofá, con los pies sobre la mesa de café, una comida en su regazo. Lisa estaba sentada en el otro sofá, la computadora portátil apoyada en sus piernas, un teléfono en su oreja. Giró la cabeza mientras subíamos las escaleras, nos dirigió una mirada extraña y luego volvió su atención a su computadora portátil.
“¿Por qué carajos no están contestando sus teléfonos?” Grue levantó su voz espeluznante. Levantó su visor y desterró la oscuridad a su alrededor.
Lisa frunció el ceño y levantó un dedo. Ella continuó hablando por teléfono, “-no estoy de acuerdo con esto, y si me lo hubieras preguntado, habría dicho que no deberías hacerlo. No, sí, creo que es una medida efectiva.”
Señaló la computadora portátil, y di un paso adelante, moviendo los bichos de mi cara y hacia el centro de mi espalda, donde estarían presentes, pero no en el camino, descansando sobre la tela en lugar de sobre la piel. Miré a la pantalla.
“Mi problema es que no son solo ellos. Son sus familias”, dijo Lisa por teléfono. “Regla implícita[1], no se jode con la familia de una capa.”
Leí el contenido del correo electrónico que ella tenía abierto. Sentí una bola de terror asentarse en la boca del estómago. Me incliné sobre el respaldo del sofá y le puse una mano en el hombro para estabilizarme mientras bajaba la mano para presionar la tecla de avanzar página en la computadora portátil. Leí más del correo electrónico y luego presioné el botón otra vez para desplazarme hacia abajo otra vez.
Cuando leí lo suficiente de la página para verificar mis sospechas, presioné la tecla de inicio para regresar a la parte superior de la página. Comprobé quién más había recibido el correo electrónico y la hora en que lo enviaron.
“Carajo”, murmuré. “¡Mierda!”
Lisa me miró, frunció el ceño y luego habló con la persona que estaba al otro lado del teléfono. “¿Podemos terminar de discutir esto más tarde? Tengo que hablar con mi equipo sobre esto. Kay. Luego.”
El correo electrónico era una lista. En la parte superior de la lista estaba Kaiser. Después de su entrada estaban sus lugartenientes, Purity, Hookwolf y Krieg, y el resto de los miembros del Imperio Ochenta y Ocho. Ni siquiera estaba limitado a personas con poderes, señalando a algunos capitanes sin poderes e incluso a algunos de los lacayos de bajo nivel.
La lista incluye imágenes y texto. Debajo de cada uno de los nombres de los villanos había un bloque completo de datos, señalando sus nombres civiles completos, profesiones, direcciones, números de teléfono, las fechas en que se mudaron a la ciudad y las primeras apariciones de sus identidades de traje en Brockton Bay. Había imágenes de ellos en traje emparejado con imágenes de sus supuestas identidades civiles, más o menos igualadas en ángulo y tamaño para facilitar la comparación. La mayoría de las entradas tenían archivos zip adjuntos, sin duda con más datos y evidencia.
Kaiser. Max Anders, presidente y director ejecutivo de Medhall Corporation, una compañía farmacéutica con sede en Brockton Bay. Padre de un Theodore Richard Anders y una Aster Klara Anders. Dos veces divorciado, actualmente vive en un piso en el centro de la ciudad. Conduce un BMW negro. Originario de Brockton Bay, hijo de Richard Anders. Richard Anders, según el correo electrónico, era Allfather, el fundador de Imperio Ochenta y Ocho. Según las imágenes, era evidente cómo la armadura se ajustaba a su rostro y cuerpo, y que tanto Kaiser como Max Anders tenían la misma altura y el mismo tipo de cuerpo.
También había otras imágenes, que mostraban a Max Anders con una hermosa rubia de veintitantos años, y Max Anders con una mujer de pelo castaño mayor en una cafetería, con la mesa llena de lo que parecía ser papeleo. Me desplacé hacia abajo para confirmar mis sospechas, la rubia apareció en otra foto con su hermana gemela. Fenja y Menja.
La mujer de pelo castaño era Purity, según el correo electrónico. Mucho más recatada de lo que podría haber pensado, dada la gran presencia que tenía de traje. Nombre real, Kayden Anders. Decoradora de interiores. Madre soltera de una tal Aster Anders. Purity fue promovida al segundo al mando de Kaiser en la misma semana en que Kayden Russel tomó la mano de Max en matrimonio para convertirse en Kayden Anders. Su separación se produjo en el mismo período de tiempo que Purity dejó el Imperio Ochenta y Ocho para, aparentemente, hacer las cosas por su cuenta. Pequeñas citas apuntaban a archivos aparentemente en el archivo zip adjunto.
Se alegaba que Krieg era James Fliescher. Jefe de una cadena de farmacias, a su vez conectado a Medhall. Padre de tres, casado. Según las notas en su bloque de información, se tomó unas vacaciones dos veces al año con su familia. El correo electrónico indicaba que el archivo comprimido tenía copias de correos electrónicos entre compañías donde les había dicho a sus compañeros de trabajo que había ido a lugares como América del Sur o París, y los registros de vuelo mostraban que estaba mintiendo. Él siempre fue a Londres. Dos veces al año, cada año, durante casi veinte años. Ni una sola vez, durante estos viajes, se había visto a Krieg en Brockton Bay.
La lista continuaba, y continuaba.
Cada pieza de información conectada a otras. Incluso la información sobre los soldados rasos como los que conocí anteriormente con el negocio de Kaiser, muestra cómo fueron empleados como empleados de bajo nivel de Medhall y sus negocios derivados. Parecía que todos tenían antecedentes penales, excepto las personas arriba de todo.
En resumen, era lo suficientemente amplio como para tomar un tipo especial de ignorancia voluntaria para no comprar lo que el correo electrónico estaba vendiendo.
El correo electrónico había sido enviado no solo a Lisa, sino al Brockton Bay Bulletin, a media docena de otras estaciones de noticias locales y a varias nacionales. Todos los que importaban y algunos que no.
El correo electrónico había sido enviado a la 1:27 pm esta tarde. Hace menos de una hora. Esas eran las verdaderas malas noticias.
“¿Coil hizo esto?” Murmuré.
Lisa asintió, con fuerza, “Síp.”
“Con tu ayuda, supongo.”
“Solo un poco. Me preguntó algunas veces, que le ofreciera mis pensamientos sobre algunas cosas, ponerlo en el camino correcto, eliminar posibilidades. No pensé que llegaría tan lejos, o que iría tan lejos. Una vez que lo puse en el camino correcto, aparentemente usó investigadores privados y hackers para desenterrar el resto de esto y obtener la evidencia fotográfica.”
“Carajo”, murmuré.
“No estoy de acuerdo con esto”, dijo. “Está cruzando una línea. No se trata solo de meterse con el enemigo, va a haber un montón de daños colaterales.”
“¿Por qué no contestaste tu teléfono?” Brian cambió de tema.
Ella parpadeó un par de veces, sorprendida, "Mi teléfono estaba casi sin carga, así que agarré uno desechable nuevo para hablar con el jefe. No quería usar el teléfono con el resto de la información de contacto de ustedes, solo para estar seguros. Alec estuvo conmigo todo el tiempo. Debería haber recibido llamadas.”
“Revisa tu teléfono, Alec”, dijo Brian, brusco.
Alec lo hizo. Sus ojos se abrieron, “Oh mierda.”
“Parte de ser miembro de este equipo es estar de guardia si te necesitamos. Lo juro,” Brian gruñó a Alec, “voy a patearte el culo tan fuerte-”
Lisa miró de Brian a Alec hacia mí, “Algo sucedió. ¿Hay alguien herido?”
“Sí, algo pasó, no, nadie está herido. Eso realmente no es lo que me preocupa”, le dije. Señalé la pantalla, “¿Coil planeó esto? ¿Es esto un plan suyo? ¿Usando su poder? ¿Usar su manipulación del destino o lo que sea para crear una coincidencia general, ponernos en una mala posición y obligarnos a unirnos a él?”
Lisa negó con la cabeza con fuerza, “No percibí nada parecido a eso, y no es así como funciona su poder. Además, esperaba que estuviéramos de acuerdo de todos modos. Él no pondría en peligro eso con un truco como este. Es demasiado crudo.”
“Así que fue solo él atacando al Imperio Ochenta y Ocho en un nuevo frente, y una maldita mala coincidencia para nosotros”, dije, tanto a mí misma como a cualquier otra persona.
“¿Qué está pasando?”, Preguntó Alec.
Inhalé profundamente e intenté explicar qué tan mala era la situación. “Coil acaba de hacer una gran jugada contra el Imperio, y parece que fue anónimo. Perra y yo peleamos con algunos de sus subordinados casi al mismo tiempo.”
“Yo no-” comenzó Alec.
“Míralo de esta manera”, interrumpí, “Kaiser y cada uno de sus veintiún lacayos superpoderosos van a estar lo suficientemente enojados como para querer matar a alguien, después de que Coil fue y puso sus vidas de cabeza. Kaiser y su gente saben quiénes somos, de nuestra cooperación contra los ABB. Específicamente, ellos saben quién es Lisa. Entonces, ¿a quién van a culpar por esto, si no al grupo con el que su gente estaba luchando esta misma tarde, el grupo con la muy talentosa recopiladora de información en sus filas?”
“Oh.” Alec dijo. “Mierda.”
“Exactamente.”
[1] Código Implícito: Las Unspoken rules o más “oficialmente” conocidas como Unwritten rules son reglas que tiene la comunidad de capas sobre como se comportan, no es un acuerdo formal, por eso las palabras unspoken=implícitas, sin mencionar, y unwritten=orales, sin escribir, tácitas. Aunque no son leyes formales el código tácito es respetado tanto por héroes como villanos.

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2018.06.27 06:12 master_x_2k Enredo II

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Enredo II

Había algo emocionante sobre vivir sin la supervisión de un adulto. No es que no amara a mi papá con toda el alma, pero despertarme, salir a correr, preparar el desayuno y luego me sentarme frente al televisor con una de las computadoras portátiles viejas de Lisa, ¿sin sentir que alguien estaba mirando por encima de mí hombro para asegurarse de que estaba haciendo todo bien? Eso era vida.
Desde la semana que pasé postrada en cama con la conmoción cerebral, me había estado ansiosa de volver a entrar en mi rutina de correr otra vez. A pesar de que me estaba quedando en el departamento, tomándome unas vacaciones de mi vida cotidiana, estaba haciendo un punto de mantener mi vieja rutina y despertar a las seis y media de la mañana para correr.
Dio la casualidad de que eso significaba que me estaba despertando dos o tres horas antes que los demás. Dos o tres horas totalmente por mi cuenta. Si me obligaba a ignorar las mil cosas diferentes por las que podría estar estresada, era un período en el que pude disfrutar de una paz que no había sentido en mucho, mucho tiempo.
Me acurruqué en el sofá con una manta a mi alrededor, un programa infantil para un poco de ruido de fondo, ya que era lo único además de infomerciales, programación religiosa y programas de entrevistas, y tenía uno de las viejas laptops de Lisa apoyada en frente de mí. Mi hábito ahora era comenzar el día revisando los sitios de noticias locales, el wiki de parahumanos y los tableros de mensajes de parahumanos.
La gran noticia de la primera página de la mañana era una foto que alguien había tomado con su teléfono celular desde uno de los edificios en la misma calle que el edificio que habíamos incendiado. Nuestras siluetas eran visibles mientras estábamos en la calle con docenas de miembros del ABB esparcidos a nuestro alrededor. ¿El encabezado? 'VILLANOS SE ENCARGAN'.
Es curioso, nunca notaba los bichos cuando estaban a mi alrededor en general, pero al ver la imagen, había un buen número. Mi silueta no era tan difícil de distinguir como Grue en su oscuridad, pero tampoco era fácil distinguirla en la nube de insectos. Tenía que tener eso en mente, tal vez podría usarlo.
El artículo debajo de la imagen era sobre las acciones de los villanos al tratar con el ABB. Era mayormente correcto, pero el tono y la dirección del articulo me hizo sentir lo suficientemente incómoda que no lo leí en profundidad. Por mi roce del artículo, tuve la impresión de que los héroes se estaban preparando para hacer un asalto final hoy o esta noche. ¿Nos dejan hacer el trabajo sucio y luego limpian el resto? Lo que sea. Si querían lidiar con una Bakuda acorralada, eran bienvenidos.
Busqué las otras noticias: un recuento de las lesiones y muertes ocurridas desde que comenzó el enfrentamiento, las estimaciones sobre daños a la propiedad causados ​​por varios bombardeos, una breve actualización sobre una niña de doce años que había desaparecido dos semanas antes de que comenzara la situación del ABB , que ahora se suponía que estaba muerta, y las descripciones de algunos de los nuevos héroes que aparecieron en Brockton Bay para ayudar con el ABB. Lo que me llamó la atención fue una imagen censurada en la galería lateral de la última noticia. Le hice clic.
Era una imagen de Lung en su forma humana, las cuencas de sus ojos oscuras, crudas y vacías detrás de su máscara de acero de dragón, su mano en los hombros de un miembro de su pandilla. Parecía que estaba siendo guiado.
Fue, descubrí, la imagen que puso fin al artículo 'Villanos Se Encargan' presentado en la página principal del sitio. La pasé por alto al echar un vistazo al artículo porque el visor de imágenes flash había tardado tanto en cargarse. Había un pie de foto debajo. '¿Golpe decisivo? Las autoridades de Brockton Bay han hecho la vista gorda a los villanos locales que imponen su propia marca de justicia.’
Oh hombre. ¿Me estaba enterrando más y más profundo?
Esa misma galería de imágenes tenía una toma de largo alcance de la misma escena, tomada sin la lente magnificadora, mostrando a Lung y su lacayo en medio de los Muelles y un escuadrón armado de sus hombres, con las armas desenvainadas, pero no apuntadas contra nada. Eso fue... enormemente decepcionante. Él había escapado.
“Buenos días”, Lisa me saludó.
Me volví para verla venir de la cocina. Llevaba el pelo recogido en una desordenada cola de caballo y tenía lagañas en las comisuras de sus ojos.
“Buenos días. Brian dijo que tenía algo que hacer esta mañana, así que hoy les conseguí el desayuno. Lo siento si no obtuve el café exactamente correcto.”
“Eres un ángel”, me revolvió el cabello, luego se fue para tomar el café.
Todavía estaba navegando cuando ella regresó. Se inclinó, cruzó los brazos sobre el respaldo del sofá y miró por encima del hombro un momento.
“Piratas de pelo rosa cantantes e intentos de supervillanos yakuza ciegos.”[1]
Eché un vistazo al televisor, y efectivamente, había una niña pequeña con una peluca rosa y un disfraz de pirata. Sonreí y sostuve el control remoto, “Puedes cambiar el canal.”
Mientras tomaba el control remoto, mi teléfono celular zumbó en el cojín del sofá a mi lado.
Brian me había enviado un mensaje de texto:
termine temprano. dos no aparecieron. quieres venir a las 11:00? o puedo recogerte @ departamento
Miré el reloj. 9:45. Usé la computadora portátil para descubrir la ruta de autobús más rápida a su lugar. Estaba en el centro, y podría llegar allí para las once si me fuera en veinte minutos. Un poco corto de tiempo, pero podría lograrlo. Lo había hecho varias veces antes de la escuela, cuando me había esforzado demasiado en una carrera matutina y tenía que caminar a casa.
Envié mi respuesta:
Suena bien. Tomaré el autobús.
Una vez que verifiqué que el mensaje había sido enviado, corrí hacia el baño y abrí la ducha. Pasé una eternidad poniendo el agua a una temperatura tolerable, me quité la ropa de correr y me metí, solo para que la ducha cambiara bruscamente de una temperatura tibia a agua helada.
Me encantaba el departamento, no me encanta el calentador de agua.
Tuve que bailar alrededor del chorro de aerosoles inductores de hipotermia para llegar a los controles e intentar convencerlos de que tuvieran una temperatura decente. Finalmente me conformé con una temperatura soportablemente fría, lavé con champú y metí la cabeza. Estaba temblando cuando apagué el agua.
Me sequé lo mejor que pude y me envolví en una segunda toalla limpia para calentarme. No tener grasa corporal apestaba a veces. Terminé de arreglarme y me detuve en el living por un segundo para mirar el reloj debajo del televisor. Me quedaban seis minutos para prepararme.
“Es muy cómo usas la puntuación y mayúsculas perfectas para tus textos”, Lisa sonrió mientras me dirigía a mi habitación.
Ella estaba saliendo de la cocina, sosteniendo mi teléfono celular. Le cogí el teléfono, girando mis ojos y me dirigí a mi habitación. Ella me siguió y entró.
“¿Ustedes dos serán algo?”, Preguntó ella.
“No es el plan. Solo voy a ayudar a un amigo.”
“Vamos, ambos sabemos que piensas que es guapo. Admítelo”, ella me dio la espalda, examinando el ámbar con la libélula en él que Brian me había dado. Usé esa breve ventana de privacidad para sacar un poco de ropa interior y calcetines de un cajón y empezar a vestirme.
“¿Estás usando tu poder?”, Le pregunté.
Brutus probablemente sabe que te atrae Brian. Creo que las únicas dos personas que no se dieron cuenta son Brian y tú.”
Suspiré. “Sí, creo que es un tipo muy guapo”, saqué del armario algunas de las camisas y faldas que había comprado con Lisa y las acomodé en la cama, “¿Tu no?”
“Por supuesto. Tal vez no del todo mi tipo, pero definitivamente no rechazaría a alguien como él, si estuviera haciendo lo de las relacións.”
“¿No lo haces? ¿Por qué?"
“Mi poder como que elimina el misterio de las cosas. Las relaciones son difíciles de hacer despegar, a menos que puedas comenzar con una buena dosis de autoengaño y mentiras.”
“¿Así que no vas a tener una cita nunca?”
“Dame unos años, tal vez baje mis estándares lo suficiente como para poder pasar por alto lo que mi poder me está diciendo acerca de las peculiaridades y hábitos más repugnantes y degradantes de los tipos.”
“Lamento escucharlo.” Contesté, mientras volvía a poner algo de ropa en el armario. Me sentí mal por no haber podido dar una mejor respuesta y por no haber podido tomarme el tiempo de simpatizar, pero apenas me quedaba tiempo para prepararme. Tal vez podría correr a la parada de autobús.
“Pero la diferencia clave entre tú y yo, aquí, es que Brian y yo nos mataríamos entre nosotros antes de que la relación llegara a ningún lado. ¿Pero ustedes dos? Puedo verlo funcionando.”
“¿Ese es tu poder hablando? ¿Estás diciendo que realmente le gusto?”
“Lo siento, cariño. Leer a las personas con mi poder es difícil, leer sobre sus motivaciones o emociones es más difícil, y para colmo, no creo que ni Brian sepa lo que siente de forma romántica. Puede que tengas que sacarlo de su zona de confort antes de que cualquiera de ustedes lo descubra.”
“Estás asumiendo que quiero.” Sentí una gota de agua fría en la parte posterior de mi cuello, me estremecí y me detuve para estrujarme el pelo otra vez.
“¿No es así?”, Preguntó ella. Dirigió su atención a mi selección de ropa apilada en la cama. “Estás prestando mucha atención a lo que vas a usar.”
“Siempre lo hago, incluso cuando voy a pasar tiempo contigo y con Perra. Me cuestiono y estreso por la ropa que llevo si voy caminando a la tienda de la esquina de mi casa para comprar leche y pan.”
“Justo. Aquí... Déjame elegir la ropa, y si algo sale mal, me culpas ¿Trato?” Excavó la ropa en mi armario, “Jeans y… veamos... un top para lucir ese vientre tuyo.”
Miré al top, tenía una tela gruesa que lindaba con un suéter, azul y gris con una especie de diseño de mariposa y mangas largas. El cuerpo real de la camisa, sin embargo, no parecía llegar mucho más allá de mi caja torácica. “Todavía hace un poco de frío.”
“Usa una sudadera o una chaqueta, entonces. Pero solo si prometes quitártela cuando llegues allí.”
“Bien.” No tuve tiempo para discutir y comencé a vestirme.
Empezó a guardar lo que había dejado en la cama: “Brian es un tipo que aprecia ser práctico. Eso es algo que le gusta de ti, y lo dijo. Y aunque creo que es jodidamente fantástico que vayas un paso más allá para verte bien, puedes hacerlo con ropa que tenga sentido para el trabajo liviano. Jeans, sí. ¿Falda? No tanto.”
“Supongo que no estaba siendo práctica en este momento.” Bajé el top y me miré en el espejo en la puerta del armario. Estar de acuerdo con este top había sido un impulso en el momento en que había estado comprando con Lisa. En verdad usarlo era algo completamente diferente; la parte inferior del top se detuvo a 3 centímetros de mi ombligo.
“Tienes cosas en mente con la escuela y tu padre, y el romance y mierdas.” Ella me respondió. Antes de que pudiera discutir que no había romance, ella me dio un empujón, “¡Ahora vete! ¡Diviertete!”
Lo tomé como una señal para apresurarme hacia el frente del departamento, donde me puse las zapatillas de correr. Agarré mis llaves y mi billetera de mi mochila, agarré mi sudadera de un gancho junto a las escaleras, luego bajé las escaleras y salí por la puerta con todo en mis manos. Cuando salí, puse las llaves y la billetera en los bolsillos y me puse la sudadera. Necesité un poco de fuerza de voluntad, pero dejé abierta la sudadera.
Una relación con Brian era, obviamente, una idea terrible. Solo esperaba estar con los Undersiders por otras dos semanas o un mes. Más que eso, y probablemente asumiría que no iba a conseguir información sobre su jefe, en ese momento me llevaría lo que tenía al Protectorado. Suponiendo que hubiera suficiente interés por parte de Brian para que hubiera una relación, la idea de salir sin un futuro era deprimente. Simplemente terminaría siendo sal en la herida para todos los involucrados.
Pero estaba tratando de no pensar en eso. Realmente no necesitaba que Lisa leyera mis dudas y se diera cuenta de que al menos parcialmente se basaban en el hecho de que estaba planeando traicionarla a ella y a los demás. Si no pensaba en ello, sería mucho más difícil para mí darle alguna pista.
Sí. Totalmente la razón por la que estaba evitando pensar en eso. Nada que ver con el hecho de que me sentía cada vez más pésima y ambivalente sobre la idea de entregar amigos a las autoridades.
Corrí parte del camino hasta la parada del autobús, me detuve cuando me di cuenta de que no quería sudar, luego tuve que correr otra vez cuando llegué cerca del ferry y vi el autobús al final de la calle. Hice un gesto para que el autobús se detuviera al acercarse y me subí.
La ruta del autobús que tuve que tomar para llegar a Brian fue un ejemplo de por qué mi papá quería que el ferry volviera a funcionar. Tuve que ir al oeste, transferirme a un autobús diferente, ir hacia el sur, luego bajar y caminar hacia el este por cinco minutos para llegar al lugar donde quería estar, al sureste del centro, donde los edificios de oficinas daban paso a los apartamentos. y condominios.
Era un marcado contraste con el área donde yo vivía. No era perfecto, sinceramente, y podías ver cosas como las etiquetas de las pandillas de Imperio Ochenta y Ocho o ventanas rotas aquí y allá. Aun así, ese tipo de cosas era tan raro como encontrar una casa sin basura en el patio o una casa con cosas obviamente rotas o arruinadas en mi vecindario. Incluso el escalón más bajo que conduce a la puerta principal de mi casa estaba podrido, así que no podía jactarme de tener uno de esos lugares agradables, no vergonzosos. Si lo arreglabas, algo más se rompería inevitablemente, entonces te acostumbrabas a cosas como el escalón roto, aprendías a saltarte al segundo, o entrabas y salías por la puerta trasera de la cocina como lo hacía yo.
Brockton Bay había sido originalmente un gran puesto de comercio y puerto, cuando Estados Unidos estaba siendo colonizado y, como resultado, algunos de los edificios eran bastante viejos. Lo que vi cuando entré en la zona donde Brian se alojaba era una guerra entre el pasado y el presente. Los edificios antiguos se habían arreglado y mantenido hasta el punto de que eran atractivos, en su mayoría configurados como condominios de estilo victoriano. Pero donde otras ciudades podrían trabajar para integrar esto con los otros edificios del centro de la ciudad, parecía que el planificador de la ciudad o los desarrolladores habían incluido edificios altos de piedra o vidrio con la intensión de ser para ser discordantes a propósito. Todo se veía bien, pero no se veía todo bien junto.
El edificio de apartamentos de Brian era uno de los modernos. Tal vez de ocho a diez pisos de altura, no conté, era en su mayoría de piedra, y había una ventana del piso al techo detrás de cada uno de los balcones. Dos pequeños árboles de pino en macetas enmarcaban la entrada. Brian estaba sentado al lado de uno de los árboles, vistiendo ropas muy similares a la primera vez que lo vi, una camiseta azul acero, jeans oscuros y botas desgastadas. Estaba apoyado contra la pared, con los ojos cerrados, solo disfrutando del sol. Se había peinado las trenzas y llevaba el pelo recogido en una coleta larga y suelta, que se abría en todas direcciones por debajo del elástico. Un poco de pelo se había escapado del elástico y soplaba con la brisa, rozando su pómulo. Parecía tan despreocupado por el cosquilleo del pelo que sospeché que podría estar dormido.
Me sorprendió que pudiera relajarse así. Me parecía que relajarse así en cualquier área urbana, incluso en un barrio más agradable del centro de la ciudad, era una pedir problemas. De acuerdo, tal vez no había asaltos o gente sin hogar molestando a transeúntes aquí, pero el Imperio Ochenta y Ocho basaba sus operaciones principales en algún lugar en esta área general, y Brian era negro.
Tal vez podría salirse con la suya porque medía un metro ochenta y estaba en forma. Incluso si me dieras mi cuchillo, bastón y una buena razón, estaba bastante segura de que no querría meterme con su siesta.
“Perdón por despertarte”, le dije, viendo si podía provocar una respuesta.
Incluso antes de que abriera los ojos, me ofreció esa sonrisa amplia y cordial que parecía tan fuera de lugar en su cuerpo de metro ochenta. Era una sonrisa que no ocultaba nada, tan honesta y sin protección como cabría esperar de un niño de diez años que descubrió que acababa de desenvolver el regalo exacto que quería para su cumpleaños.
“No estaba durmiendo”, se puso de pie, “Imaginé que te esperaría aquí en lugar de arriesgarme a que vengas y no supieras cómo ubicarme mientras cargaba cosas arriba.”
“Ah. Gracias.”
“Todavía tengo dos muebles en el auto. Déjame agarrarlos y nos iremos hacia arriba.” Se dirigió en dirección a una camioneta que estaba estacionada frente al edificio.
“¿Tienes un auto?”
“De alquiler. No tiene sentido que tenga un automóvil, especialmente porque la mitad de lo que conduciría sería para ir al escondite. Se lo robarían, en primer lugar, y no me gusta dejar un número de matrícula para que la gente rastree, si las cosas se ponen feas.”
Sonreí ante la palabra 'escondite'. “Lo entiendo. Coche malo.”
Me di una patada. ¿Por qué sigo cayendo en el lenguaje de los hombres de las cavernas a su alrededor?
Sin embargo, lo tomó con calma. “Coche malo. Costoso.”
“Dice el tipo que no se preocupa por pagar quince dólares por café en el paseo marítimo.”
“Touche.” Abrió el baúl. Había dos cajas de cartón adentro, ambas de ocho o diez centímetros de grosor. Una de ellos, sin embargo, era un cuadrado de tal vez mas de un metro de lado.
“¿Necesitas una mano?”
“Traeré las cajas”, dijo, inclinándose para comenzar a sacar la caja de cartón más grande de la parte posterior. Se detuvo para entregarme sus llaves. “Tú cierra la puerta del auto detrás de mí, ¿Y puedes abrir la puerta del edificio?”
Observé los músculos de sus hombros moviéndose bajo la tela de su camiseta mientras sacaba las dos cajas del baúl. Sus hombros eran anchos, noté, pero no de la misma forma en que lo verías con personas que se ejercitaban solo para verse musculosos. Ese tipo de bulto generalmente me parecía un poco grotesco, de una manera que no podía definir. El cuerpo de Brian era más el producto de años de ejercicio regular con propósito y aplicación. Miré las líneas de sus hombros y espalda y, más abajo, su cintura y caderas, como si pudiera darle sentido, definir ese punto donde su cuerpo era diferente, donde era más atractivo que la mayoría.
“Um”, le dije, recordándome a mí misma que me había hecho una pregunta, “Claro. Voy a abrir las puertas.”
Maldita sea, Lisa, ¿en qué me hiciste pensar?
[1] Una versión muy bizarra de Lazy Town, de seguro.

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2018.05.19 15:38 rodrigoablima Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

CAPÍTULO 1 - A FUNDAÇÃO
Há incontáveis eras, um grupo de anciões, vitoriosos de batalhas anteriores, decidiram criar uma nova existência, pois se esgotaram as possibilidades e o mundo se tornou previsivelmente insuportável e tedioso. Além disso, em sua sabedoria acreditavam que, como antes, seria necessária uma renovação, bem como o desapego, aos resquícios e memórias do passado. A estes senhores, de nomes impronunciáveis com nossas gargantas primitivas, chamaremos de Arcontes da Alma, os famigerados Pais Arquetípicos, conhecidos na mitologia judaica como Elohim. Dentre estes senhores havia um que se destacava, por seu amor e justiça, sendo a expressão exata do Elevado, aquele que conheceu a primeira criação de todas as criações. Valente guerreiro e pai amoroso. O Verbo e Senhor dos vinte quatro Arcontes.
Sentados, em seus tronos, conversavam e planejavam os eventos que seriam vividos na nova origem. O lugar onde estavam era de beleza única e com uma atmosfera de poder e glória jamais imaginada por mortais, como eu e você. Um lugar que assusta e atemoriza qualquer criatura, impondo respeito aos seres das alturas, ou dos mais baixos abismos.
Todavia existia um lugar de maior significado e peso, um lugar inviolável, o santíssimo lugar, a morada do Eterno. Apenas o Pai e Filho do Verbo poderia adentrar neste ambiente e o fazia somente em ocasiões únicas, em importância e necessidade. Ali residia o Misterium Tremendum que nenhuma criatura ou Elohi poderia conhecer e compreender em sua plenitude, apenas o Elevado e seu unigênito comungavam daquele lugar. Uma casa, uma casa de carne, pois diziam que era o cordis ou o útero da criação.
Um enigma foi proposto, por um dos arcontes para servir como busca e sentido à nova existência, entretanto por mais que se esforçassem não conseguiam encaixar as peças, neste quebra cabeça cósmico, para dar sentido real, sabor e abundância de vida aos novos entes.
O Verbo teve que intervir, pois todos haviam percebido que fazia se propício ao Unigênito entrar na câmara santíssima e ali, diante da Presença Eterna conversar com o Inefável, em busca de algo que pudesse trazer abundância de vida aos neófitos.
Então, os enviados serventes da recamara do rei receberam ordens para preparar e purificar o átrio do templo célico, e assim o fizeram. Estes servos, os homens chamam de anjos, mas nada mais são que seres enviados para uma missão especial. Um destes Gadreel, que em hebraico pode ser escrito como ?????, também conhecido como Azazel, é a origem de muito conflito e debate. Certamente seu real título, princípio e incepção estão envoltos em mentiras e sombras. Nenhum mortal, e até mesmo seres imortais, podem afirmar com certeza sobre algo que teve o embuste como razão de ser, embora nada passa despercebido e impune pelo Eterno.
Enquanto realizava os preparos para consagração dos átrios e vestíbulos reais sua atenção foi desperta por uma pedra vermelha, um seixo de jaspe carmesim usado nas vestes sacerdotais pelo Verbo. Quero deixar claro que muito do que acontece aqui não poderia ser descrito com linguagem e palavras humanas se respeitada sua exatidão. O certo é que o que foi me passado e permitido lhe exponho da melhor forma que minhas mãos escrevem e minha mente concebe, por isso faço uso alegórico, dos eventos agora relatados, pois sem os quais jamais poderia escrever. Por isso, creia no conteúdo e não na forma, como conselho, prezado amigo, haja sempre assim, na vida, geralmente o contorno é enganoso embora a essência liberte. Se não fizeres isto, de um jeito ou de outro, aprenderás que as palavras nada dizem, todavia o que fazemos com elas sim.
Então, possuído de cobiça, apeteceu possuí-la, pois conhecia o propósito e sabia que facultaria habilidade de abrir portais e poder sobre as trevas, corrupção e mal, se usada sem consentimento e vontade do Verbo, pois em seu coração deixou entrar a dúvida sobre a bondade divina. Sem muito pensar, tomou-a para si, colocando outra de sárdio, semelhante em forma, em seu lugar. Leitor cabe aqui lembrar, que o ocorrido, apesar de não aprazer a Aquele que É, foi planificado por Ele antes de todas as Eternidades, nas eras ocultas em Deus e no Cordeiro (O primevo Æion, Kairós do Ego e do Ser) e quando terminar tu verás que falo a verdade.
Neste momento, um Mal Antigo foi desperto, transformando interior deste anjo, que agora chamaremos de Inferno, עזאזל em hebraico, pois como narrado antes, se mal-usado o Jaspe Carmesim, que simboliza o sangue do Cordeiro, porque quem o toma e usa, o faz para sua própria condenação, se não empregar o discernimento por meio Daquele que é o alimento da alma. Uma porta foi aberta e o Inferno a habita e é habitado por ele, o Filho da Perdição.
Que fique claro que o erro deste grigori não foi possuir a pedra, mas ser ladrão de algo que é livre a todo aquele que pedir ao Pneuma. O erro é a escravidão do espírito, pelo ego, que não se é refreado pelo Verbo. Neste momento, o horror primevo, entrou no corrompido anjo guardião dos aposentos reais.
Uma terrível tristeza abateu sobre o Verbo. Podia-se ver claramente no semblante do Cordeiro que algo muito sério o afligia. Porém, Ele sabia que era anseio do Eterno e conhecia muito bem os desígnios do coração de Deus. O Eterno, também estava aflito e pesaroso, pois isso não era de sua vontade ativa, mas permissiva.
Tudo foi preparado para o momento. E o Cristo entrou no santuário onde até os anjos temem ir. Ele vestia a indumentária sacerdotal completa. A Estola Sacerdotal ou Éfode uma peça parecida com um avental, confeccionada nas cores azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Sobre o Éfode um peitoral com as doze pedras, que representam os fundamentos que sustentam toda criação. Na cintura partindo do umbigo uma espécie de cordão de prata ligava as vestes ao cubo, o cubo de Metatron, uma máquina que permitia a entrada no santíssimo lugar, e assim, entrar em contado direto com o Arché. Arché é a substância primordial, constituinte de toda matéria do universo. Na verdade, Arché é um número que quando em execução conjunta com o cubo de Metatron possibilita a entrada no console fundamental que fornece uma interface para a criação da realidade. Uma vez conectado a máquina a realidade percebida pelo sumo sacerdote é mudada e este pode entrar no módulo de construção, uma espécie de programa de computador que funciona como um ambiente integrado que facilita a criação de realidades extraídas da lógica do número (ou programa) que inspira a vida.
Permita-me amigo explicar-lhe melhor o que é o Arché, também conhecido como unidade divina. Ele não é apenas um número qualquer, mas o padrão da perfeição, uma seqüência harmoniosa que encerra dentro de si todas as criações possíveis. Embora bastante próximo de Deus o Arché não é Deus. Podemos dizer que Deus é pleno quando o Verbo, a Lógica e a Materialidade trabalham em prol do sentido existencial, o tempero da vida, o Amor. O ator do Verbo é o Cordeiro, o ator da Lógica é o Arché e a Matéria é fruto da máquina de Metatron. Embora não percebamos todas as vezes, os três são e estão em Um e são vistos em plenitude no homem, mais corretamente no Filho do Homem e neste, sempre trabalham em Amor, afinal Deus é Amor!
Após todos os preparativos realizados então o Verbo adentra o santíssimo lugar. Imediatamente sua fisionomia se transforma. O módulo arquiteto estava carregado e o link foi estabelecido. Todo poder criativo de Deus estava ao dispor do Verbo, assim como, uma via de largura de fluxo inesgotável fornecia a comunicação direta entre Pai e Filho. Amigo, você deve estar perguntando por que essa conexão se fez necessária, visto que Pai e Filho são um, posso citar vários motivos, mas dois se destacam.
O primeiro é que nem sempre o Filho quer e precisa de todo poder criativo divino, há momentos que isso não se faz necessário nem desejável, lembre-se que o Filho nunca usou poder desnecessariamente. Ele nunca precisou de pirotecnia para mostrar sua identidade, poder e glória.
O segundo é que Ele, sempre quis se comportar como humano, deixe me explicar com um exemplo. Um alpinista poderia escalar uma montanha com um equipamento que facilitasse ao extremo a conquista do cume da montanha, podendo se quisesse subir até lá de helicóptero. No entanto que graça teria isso? E lembre-se a chave da vida está na graça. A graça é o Amor, divinamente humano e pessoal, em Movimento. Sem movimento, não há graça. Sem isso a vida se torna o “Trabalho de Sísifo”. Vazia, oca, sem sentido e niilista. O Verbo vivo deseja que a criação se pareça com a história arquetípica dando forma, beleza e sabor em abundância. A limitação torna as coisas mais interessantes. Embora haja sacrifícios e sofrimento, ao final, quando o montanhista tem a magnífica visão do fruto de seu esforço ele diz, valeu a pena!
Há uma terceira razão, também importante, mas em momento propício, querido neófito, lhe revelarei. Por agora basta dizer que nem todos têm fé a ponto de mover montanhas e nem só o Verbo pode usar a máquina de Metatron, mas só ele pode ir ao Aleph Santíssimo e compreender o mistério e causa da Vida.
Depois de tudo preparado, Adonai inicia seu trabalho. Como de igual maneira, em todas as criações, a primeira criação é a luz, então em um grito catártico, Fiat Lux, e a luz foi feita. A partir deste ponto não preciso entrar em detalhes, pois você conhece o desenrolar dessa história. Quero apenas focar em um ocorrido, e farei isso nos parágrafos seguintes.
***
O grigori ladrão da pedra, não era o mais forte dos anjos, porém o mais astuto e hábil na arte do falar e convencer. Ele sabia que seus dias celestes estavam por se findar e pouco tempo teria antes que fosse derribado. Além disso, as trevas em seu interior cresciam rapidamente, sempre a clamar por sangue, morte e destruição. Ele precisava agir e ligeiro. Ele carecia de seguidores, mais isso seria impossível se não houvesse separação entre Deus e os Vigilantes Universais. Ele precisava se tornar o poder, o dínamo que separa. E se possível ele separaria até Pai e Filho. Ele semearia a semente da discórdia entre os anjos superiores. A fé na bondade divina deveria ser abalada.
Uma voz gutural sussurrou em sua mente – “A chave para as trevas é a morte e com a mentira triunfarás”. Ele ainda não havia percebido, mas o dragão, em seu âmago crescia devorando seu espírito dia-a-dia. E na biblioteca celeste seu interesse pelo conhecimento proibido das eternidades precedentes crescia, em especial sobre a figura dracônica. Ele não teve maiores problemas em obter tal conhecimento, pois era o responsável pela manutenção do acervo da biblioteca real. Justamente o anjo que devia manter os livros em secreto traía o designo divino. Isso foi apenas o começo.
Um prazer perverso enchia-lhe o coração. Ele se via maior que o Criador, o que lhe enchia o espírito de orgulho e prepotência. Então enfim a semente do dragão germinou em sua mente. Ele percebeu que o seu sim, não precisava ser sim e o não, não precisava ser não. E o engano o fez sentir livre como nunca antes. O primeiro fruto da semente do dragão foi à mentira. A mentira que falsamente liberta.
Munido de conhecimento oculto e proibido se aproximou de Samyaza, o querubim do trono. O único anjo que conhecia o nome completo de Deus, o Logos, palavra passe que concedia acesso ao cubo de Metatron para alteração da realidade. Era poderoso em guerra e belo em formosura, sendo considerado o sinete da perfeição. Fazia sua morada junto às pedras afogueadas. Seu poder militar e anjos seguidores rivalizava com os de Miguel. Samyaza, não deixava transparecer, mas em seu interior deixou crescer certa inveja por Miguel, pois julgava desnecessário dois generais celestes.
Gadreel possuído pelo dragão havia percebido a insatisfação do querubim do trono. Sucessivamente alimentava o sentimento ínvido de Samyaza. Tornaram-se amigos. Gadreel em momento propício convidou-o para a biblioteca celeste e lá comungaram de conhecimento proibido. O dragão em Gadreel era ávido em devorar o espírito e sabia que não poderia abastecer-se ainda mais de sua morada, pois acabaria por destruir seu aliado por completo perdendo-o na morte e na loucura. Incentivou-o com sussurros semi-conscientes a fazer o Pacto de Execrações, descritos nos livros do primevo Aion, relatado no terceiro capítulo, “A criação do Dragão”.
Tão logo as juras do ritual se concretizaram o dragão entrou em Samyaza, lhe despertando dúvidas sobre a bondade divina. Ele sabia que o que fizera era errado, mas sentia um gozo maligno ao ver o mundo com os olhos do dragão. Enganado acreditava que o mal também poderia ser um bom trilhar e que as trevas eram belas. Não conseguiu compreender que o mal só atrai-o para a morte, e ao final consumiria seu espírito. Cabe neste momento dizer-lhe amigo que Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.
Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final.
Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós e não será vencido pela força ou poder, mas pelo Espírito de Deus. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos coparticipantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão cores vivas como as luzes da aurora no esplendor do amanhecer.
O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê.
Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam. Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo. ” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.
Samyaza então revela a Gadreel o segredo do nome divino. Gadreel agora poderia entrar na nova criação divina e semear o germe do dragão. Entretanto havia um obstáculo. Como chegar ao santíssimo lugar, diante da presença divina, sem ser fulminado pela glória da visão sublime. Eles precisavam de algum artifício que pudesse ofender o Espírito de tal forma que este momentaneamente se ausentasse do sumo santuário. Precisavam conversar diretamente com o dragão e para isso usaram a pedra carmesim roubada. Assim, profanou a pedra de sangue para trazer do abismo ancestral o dragão. Munidos de poder profano conseguiram realizar a maior de todas as desonras, “O abominável da desolação” no lugar onde jamais deveria ser feito. Eu poderia relatar como e de que maneira isso foi realizado, mas o simples fato de mencionar tal hediondez é um sério pecado, por isso amigo, não entrarei em detalhes.
O dragão usou Gadreel para ocupar a serpente e então seduzir a Eva a comer do fruto do conhecimento. O dragão pôde então inserir no gênero humano sua corrupta semente. É por isto que alguns homens são verdadeiros demônios, sem qualquer tipo de compaixão ou remorso por seus atos. São filhos do diabo, promotores da morte e do engano, homicidas frios e insensíveis. Nos últimos dias, quando a ceifa estiver às portas, a distinção entre luz e trevas entre joio e trigo será fácil e assim os anjos terão pouca dificuldade em separar os bodes das ovelhas.
Nessa época, os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos seus pais, ingratos, ímpios, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Serão o reflexo do dragão trilhando o caminho da escuridão em profundas trevas. Do céu será revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Como disse o Revelador “veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Mas antes da primeira luz do dia raiar no horizonte, a noite tem que ficar mais escura!
Deus sabia qual caminho o homem iria trilhar, mas Deus nunca pune um pecado que você ainda não cometeu. Deus realmente queria que o homem fosse como Ele, não negando-lhe nem mesmo seus atributos criativos, a maior vontade de um pai e que o filho trilhe seu caminho. Mas Deus sabia que isso tinha um preço, um alto preço, pois Deus não seria tão irresponsável de dar a uma criança tamanho poder de uma vez, por que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente! Foi então que Ele, Deus, revelou seu plano ETERNO de SALVAÇÃO, o CAMINHO, pelo qual os escolhidos chegariam a DEUS, de forma a não se corromper! Deus plantou no jardim do Éden duas arvores, a do "Conhecimento do Bem e do Mal" e a arvore "da Vida". Nas regiões celestiais, o Satã, a inimizade, a sombra, também entraria nesse plano. Gadreel entrou na serpente e fez o homem escolher um caminho que não era a vontade do VERBO. Ele roubou a identidade do homem e autoridade sobre o mundo criando inimizade entre Deus e homem e entre homens e homens! E ainda fez parecer, que ele foi o bem feitor da humanidade, revelando um segredo oculto, o qual, segundo o diabo, Deus não queria que o homem soubesse! Mas tudo isso já havia ocorrido, em Deus, nas eras ocultas da ETERNIDADE.
Então DEUS faz a promessa, a primeira profecia, sendo o profeta o próprio Deus, "Um dia, um descendente de Eva, esmagaria a cabeça da Serpente" e ela, a serpente, feriria este homem no calcanhar! O problema é que agora, o ser do homem, estava corrompido e não refletia o EU SOU, o espírito de Deus, que diferencia os homens dos animais, havia adormecido, e a sombra (que na Bíblia é conhecido como carne – A semente do dragão) tomou seu lugar. A alma do homem se inclinou e inclina para o mal, porque a essência do dragão se ligou a ela, como já havia dito. Então, Deus no tempo certo, envia seu TABERNÁCULO, de carne, o VERBO abre o CAMINHO, do alto a baixo, rasgando o véu, o escrito de dívida, que separava DEUS do homem, se misturando com o homem de forma tal que não poderia ser separado. Uma guerra foi é e será vencida... Neste CAMINHO agora o homem tem em seu corpo duas essências conflitantes e que militam entre si, o ESPÍRITO e a CARNE. Por isso que Jesus, O VERBO TABERNACULADO, desce as profundezas trevosas do inferno e toma a chave da MORTE do diabo.
Tornando Ele, o cabeça dos principados e potestades (leia Colossenses 2 - atente para o versículo 10). Agora pelo sangue do cordeiro, o diabo (Gadreel), o dragão e satã (Samyaza) podem ser vencidos, porque Jesus é também senhor do INFERNO, como desde a eternidade foi, mas que a agora em plenitude se consumou! Por fim, Jesus ressuscita e então tem se inicio o tempo da graça. Neste tempo, todos que se alimentarem da Árvore da Vida, a Videira Verdadeira (leia João 15) e exercerem a autoridade de Cristo, sobre o mal, conservando seu Espírito Santo, serão arrebatados ou morrerão em Cristo, não experimentando jamais o dolo da segunda morte. E com o cordeiro reinarão pelos séculos dos séculos.
CAPÍTULO 2 - KAIRÓS
Quero contar aqui algo que ocorreu em um tempo fora do tempo. Quero falar da primeva incepção. É uma tarefa hercúlea, mas tentarei ... É certo que o Espírito Eterno, sempre ajudando e inspirando, está aqui... Que seria eu sem o Pneuma, meu amigo? Que preenche e transborda o coração daqueles que vivem pelo Cordeiro. Espero que Ele, enquanto você lê esses escritos, que encha até transbordar as palavras e a linguagem seja muito mais viva que apenas letras mortas num papel.
Antes do tempo existir existia o Verbo, como disse João, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Todavia amigo pode ter passado em sua mente... O que havia antes do princípio, não é mesmo? Bom, tenho duas respostas para você, a mais simples é: Só Deus sabe... É... Não te satisfez... Nem a mim... Queremos saber, né? Aqui vem a segunda resposta. Nem tudo é possível saber, pois não há uma resposta que cabe na lógica atual desta criação.
Deixa te explicar melhor, se algo é o princípio de tudo, não pode haver antes... Estamos acostumados a viver em Chronos, o tempo depois do tempo, mas aqui, como disse outrora, estamos em Kairós, um não-lugar fora do tempo e do espaço. Isso por que o tempo como conhecemos também é uma Criação do Eterno.
Há perguntas que nunca saberemos a resposta. E há perguntas que não tem resposta. E estas só Deus sabe, por que Ele sabe de tudo. Em alguns casos Ele revela seus mistérios, como aconteceu com Enoch, o sétimo depois de Adão, mas isso lhe custou um alto preço. Não por que Deus é como o poderoso chefão, a Cosa Nostra, que lhe mata por que você sabe demais. Isso acontece por que há mistérios que se revelados podem modificar de tal forma a psique e o corpo que simplesmente a existência é desfeita.
Como está escrito em Gênesis que Enoch andou tanto com Deus que já não o era mais, e Deus o tomou. Esse tomar de acordo com o Codex Aleppo é אתו. Esta palavra tem sido alvo de estudos judaicos conhecidos como midrashim. Midrashim, nada mais é que estudos rabínicos mais aprofundados, tentando preservar a exegese original, que as vezes pode ter se perdido com o tempo. E podemos dizer que extraindo sua definição do Codex Aleppo ou ainda dos “Manuscritos do Mar Morto” possui uma acepção que mistura os sentidos das palavras fundir, desfazer, coexistir e coparticipar em uma única palavra.
E há Verdades em Deus e Ocultos que são tão perigosos, ou melhor, temerosos, que se revelados fora do momento escolhido enrolariam o universo como um pergaminho na mão de um escritor. E nisso não há menor graça... Nem para Deus... Nem para nós... É como saber o final do filme, antes de assisti-lo. Embora aqui não saiba nem revele estes mistérios, cuidado... Você não será mais o mesmo após ler esse livro... Eu te garanto... Quando o recebi percebi isso! É... o autor escreve, mas também o recebe, nem que seja pelo ar (Pneuma)! Não é mesmo Teófilo... Não é, meu amigo?
Voltaremos a falar depois sobre Enoch, personagem muito importante, que o livro de Judas (não o Iscariotes) cita, inclusive com alusões ao terceiro Livro de Enoch, que segundo muitos pais da Igreja, como Orígenes, deveriam estar no Cannon Bíblico, mas não estão por que os Judeus Ortodoxos, pais da Torah, o baniram pois continha profecias que os deixavam incomodados com sua exatidão sobre a vida do único e verdadeiro Cristo, Yeshua, o unigênito Filho de Deus.
O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach, justamente por que mutilaram a Torah retirando o referido livro.
Quero deixar claro que não sou anti-semita muito pelo contrário. Oro pelo povo judeu, pelas suas aflições, mas sei que muito do que acontece no mundo (coisas boas e ruins) tem algum dedinho judaico. Em algum lugar está escrito que este povo será como pedra no sapato das nações. E em outro sítio diz que todas as famílias serão abençoadas pelos filhos de Abraão. Mas é certo que de fato comandam toda mídia ou pelo menos boa parte da mundial, mas com certeza da ocidental. Principalmente Hollywood. Preste atenção e verás que falo a verdade!
Quero também dizer que nada escapa a vontade de Deus. E este o permitiu, pois vivemos no tempo da graça, mas quando chegar o tempo dos Judeus estes acordarão para a besteira que fizeram, quão vergonhoso será reconhecer que eles, enganados e iludidos, favoreceram o “Abominável da Desolação”, por sua grande teimosia em não aceitar o Verbo Tabernaculado, Jesus de Nazaré. Sempre há um propósito oculto nas ações do Eterno. Principalmente na progressão do desvelo da verdade sobre o que e como se dará o desfecho de tudo. E o livro de Enoch terá importância ímpar neste processo.
Continuando... Posso dizer, ainda que grosseiramente, que Kairós é um lugar na mente de Deus, mais ou menos, como a imaginação humana, porém com realismo e detalhe maior que nosso mundo. Kairos é Deus descobrindo Deus e brincando de esconde-esconde com seu Filho e envolvendo e sendo envolvido pelo Espírito Santo. É como uma família, em seus momentos mais íntimos.
Bom... Para facilitar diremos que a primeira criação de Deus foi Deus. É como acontece no sistema de Boot de um PC. Deus cria Deus, ou melhor gera Deus. Deus na pessoa do Pai, cria o Filho, o Verbo. A BIOS de seu PC, ainda é seu computador, porém ela é o que dá o arranque em todo sistema computacional.
Por um prisma a vida pode ser vista como relacionamento. E não há relacionamento na Unidade Absoluta. Isso por que, relacionamento se expressa por pelo menos duas entidades. Deus só se relaciona com Deus em sua trindade. Entretanto, em Kairós, inicialmente só existia Deus UNO.
No princípio, havia o SER, o Verbo... Simples, compacto, total, denso e pontual. O “SER” neste ponto está impessoal e no infinitivo. Como o espectro da luz branca que carrega em unidade todas as cores. Não há o Eu, ou qualquer outro pronome, muito menos tempo verbal e ação. Apenas a existência. Embora não lhe faltasse cor alguma, faz parte da beleza de Deus compartilhar o que Ele tem...
É aqui que usar a linguagem, com suas limitações, torna tudo mais complicado. Se necessário releia esta parte. Vamos a ela...
Não havia nada, muito pelo contrário, do nada, nada se tira. O nada nunca se aplica ao ser, por isto não é! O nada como figura de linguagem pode ai sim ser alguma coisa, mas isso agora não vem ao caso. Nunca chegarei a um somando apenas zeros. Para o zero, o um é infinitamente grande, pois nem mesmo com infinitos zeros, chegamos a um. Mas com uns e zeros eu percorro o infinito. O sistema de numeração mais básico é composto de apenas dois números ou estados. Zero e Um. Ligado e Desligado. Vivo e Morto. Com estes dois dígitos posso expressar infinitos números... Ou estados... Mas o zero, ainda que seja o menor número expressando quantidade não é nada. Afinal o “é” pode lhe ser aplicado, pois este É um número.
Então o SER se esvaziou até morrer. A primeira morte é o vazio... Embora essa morte não seja a morte verdadeira... Algo como mergulhar num rio e voltar a superfície... Um batismo! Como um pai brinca com o filho com uma coberta fingindo e terminando com um put e se revelando.
As vezes esvaziar é triste e angustiante. As vezes trás alívio e gozo... Uma Catarse. Como os franceses chamam “La petit mort”. A pequena morte. Até Deus, apesar da dor de se esvaziar, sabia que o melhor é serem dois do que um! Morreu pois sabia que vale a pena morrer para que outros possam viver... Afinal... E a morte de Deus gerou o Filho. E assim dois estados ou entidades e um relacionamento em Espírito Santo.
Inicialmente esse relacionamento se processa como uma adição, uma soma, se preferir use a palavra do Codex Aleppo ???? para definir este relacionamento.
E o Filho falou... EU SOU! E um sorriso no rosto de Deus apareceu em alegria com as primeiras palavras do Filho... Ou seriam Suas? O que importa é que ele o Amou! Sim o primeiro sentimento de um relacionamento. O Espírito que une o Ser em Santidade! Agora Deus estava completo... Pai, Filho e Espírito Santo em Deus... Em Amor!
É amigo, na trindade as vezes não separamos quem é quem. Deus sabe bem expressar a palavrinha difícil, que significa fundir, desfazer, coexistir e co-participar, aquela do Codex, que da uma confusão doida na mente... Só posso dizer que a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana... Não é mesmo?
Quem nunca saboreou a cereja em cima do bolo fazendo um filho, não sabe o que é viver! A escritura afirma que o maior prazer aqui da terra é o menor dos que existem no céu! E deve ser mesmo, pois aqui cercados de pecados e de morte a expressão do amor, ainda que apenas erótico, é deveras agradável... Imagina como devem ser os relacionamentos no céu onde há pureza cristalina. Afinal o que temos aqui são apenas sombras, opacas como um espelho embaçado comparadas com o que há de vir!
Acho que estou ficando louco... Concorda?
Então continuando com essa sábia loucura... Deus, na Pessoa do Pai e Deus na Pessoa do Filho continuam um se entregando ao outro, enchendo e esvaziando, como um pulmão, renovando e purificando seu relacionamento, o Espírito de Sua Santidade que traz graça e sabor a vida, o Pneuma. Esse Amor, esse Espírito é o alimento da alma, da mente, de Deus, em Kairos, e também do nosso mais indissociável imo, o nosso EU SOU, o Arché citado no primeiro capítulo deste livro.
Quero deixar claro uma coisa. Deus é amor, mas o Amor, não é Deus. O amor, é o alimento, a fonte, o maná celestial que dá substância a matéria, mesmo que esse não a seja a matéria em si. Como disse Paulo em sua carta a Hebreus, “... entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível foi feito do invisível.” Em outras palavras, o que é físico, em sua essência, é feito daquilo que não está em Physis.
Seu fosse um cientista, e na verdade o sou, diria que a matéria não possui materialidade em si, mas o espaço, o oceano de Higgs é que lhe dá materialidade, como sua massa e densidade. O átomo é um imenso espaço vazio, com pequeníssimas partículas, uma laranja no centro de um gigantesco campo de futebol. O universo, no frigir dos ovos, é mais de 99,9999% de espaço vazio. Afinal, no principio, o grão de mostarda, átomo primordial, cabia na cabeça de um alfinete, mas pesava mais que bilhões de sois.
Falando em BIOS, que anteriormente referida como o Sistema Básico de Entrada e Saída, quero também falar de Bios, como vida biológica. Qual a principal coisa que deve existir para que haja vida? Para responder isso vamos definir vida.
Vida, conforme aprendemos na escola, de um modo geral, precisa exibir todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência: Desenvolvimento: passagem por várias etapas distintas e seqüenciais, que vão da concepção à morte. Crescimento: absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com excreção dos excessos e dos produtos "indesejados". Movimento: em meio interno (dinâmica celular), acompanhada ou não de locomoção no ambiente. Reprodução: capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria. Resposta a estímulos: capacidade de "sentir" e avaliar as propriedades do ambiente e de agir seletivamente em resposta às possíveis mudanças em tais condições. Evolução: capacidade das sucessivas gerações transformarem-se gradualmente e de adaptarem-se ao meio.
***
Fim da mostra de meu primeiro livro... Podes reproduzir estes capítulos onde quiseres, mas lembre-se de citar o autor - Rodrigo Lima – http://seguidoresdocaminhoeterno.blogspot.com.b)
***
Curioso para saber o final... Você já sabe... Mas ainda não lembra!!! Aguarde... Em breve numa livraria perto de você e na internet para baixar gratuitamente em MOBI, PDF e Epub... Espere, vai valer a pena... Enquanto isso, espalhe a mensagem!
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2016.09.03 12:40 EDUARDOMOLINA ¿Qué le falta al periodismo actual?. Hoy en día, son los capitalistas de riesgo o los multimillonarios poderosos los que buscan ganancias, o influir en la política, remodelando los medios a su imagen y semejanza

MONIKA BAUERLEIN / CLARA JEFFERY (MOTHER JONES)
http://ctxt.es/es/20160831/Politica/8121/Periodismo-investigacion-sostenibilidad-tiempo-profesionalidad.htm
"[La revista estadounidense ‘Mother Jones’ ha invertido 310.000 euros y 18 meses en un reportaje sobre las cárceles privadas que ha tenido gran repercusión. Ahora, sus editoras piden ayuda a los lectores para que se suscriban y hagan sostenible la revista. CTXT publica el texto integro por su interés informativo y anima a sus lectores a suscribirse o donar para que nuestra web pueda seguir siendo tan independiente como hasta ahora. Suscríbete aquí].
El pasado mes de junio publicamos una gran noticia: el relato de Shane Bauer acerca de los cuatro meses que pasó como guardia de seguridad en una cárcel privada de EE.UU. Grande en el sentido de que superaba las 35.000 palabras, 5 o 10 veces más que un artículo normal, contenía tablas, gráficos, iba acompañado de artículos complementarios y, además, preparamos seis vídeos y un documental radiofónico.
La repercusión que tuvo fue también enorme, pues lo leyeron más de un millón de personas, negando así lo que nos cuentan sobre la capacidad de atención del público digital, y decenas de miles lo compartieron en los medios sociales. Medios de comunicación como el Washington Post, la CNN y la edición dominical del NPR se hicieron también eco del reportaje. Montel Williams se embarcó incluso en una batalla tuitera en la que acabó nominando a Shane para un premio Pulitzer (aunque nos tememos que no es así como funciona la cosa). Muchas personas se pusieron en contacto con nosotros para narrarnos historias de sus familiares en prisión o su experiencia como guardas, incluso miembros del cuerpo legislativo y la autoridad reguladora se comunicaron con nosotros (ÚLTIMA HORA: El 18 de agosto, el Departamento de Justicia de EE.UU. anunció un cambio radical en su política y ya no contratará los servicios de cárceles privadas, en las que actualmente están recluidos miles de presos).
A raíz de nuestra investigación, muchas personas expresaron opiniones en la línea de la columnista televisiva de la revista New Yorker, Emily Nussbaum:
"Por cierto, la investigación encubierta de Shane Bauer y Mother Jones es la razón de ser del periodismo y la razón de que tengamos que pagar por ello".
¡Un juicio con el que no podríamos estar más de acuerdo! Aunque esto también nos lleva a considerar un asunto de mayor calado sobre el paisaje periodístico actual: el ingrediente más importante del reportaje de investigación no es su genialidad, su elegancia estilística o su familiaridad con el tema tratado, aunque sin duda todo esto es necesario. Es algo mucho más sencillo: el tiempo.
A menudo el periodismo supone realizar una incursión en un tema desconocido. Nos ponemos manos a la obra, aprendemos todo lo que podemos lo más rápido posible y trasladamos el conocimiento a nuestros lectores. De ahí que el periodismo haga un uso tan extenso de las citas, pues no acostumbramos a ser expertos en el tema que tratamos, sino que nuestro trabajo es hacer las preguntas adecuadas a las personas que lo son.
Pero este tipo de cobertura no es de mucha utilidad si los expertos son parciales, tienen intereses personales (es decir, casi todo el mundo en política) o sencillamente no existen. Para ese tipo de reportajes, los periodistas tienen que desarrollar su conocimiento sobre el tema y aplicarse durante el suficiente tiempo como para conseguir que la acumulación de datos se transforme en análisis preciso y profundo.
Hubo un tiempo en el que este tipo de investigaciones largas formaban parte de todas las redacciones, de una manera u otra. Los periodistas se especializaban en un tema concreto y, con el tiempo, eran expertos en su funcionamiento y organización. Los mejores eran auténticos depósitos de conocimiento y poseían un detector de mentiras que les permitía distinguir el sesgo de ciertas informaciones. Aquellos con suerte, un día tendrían la posibilidad de indagar un tema, investigar una pista mayúscula y pasar meses con el mismo proyecto; aunque esto era la excepción, no la regla. Sin embargo, los medios eran conscientes de que para ganarse el respeto del público y mantener el negocio era obligatorio hacerlo.
El cambio llegó en los años 90, cuando la fiebre de las fusiones hizo que grandes corporaciones absorbieran a muchos periódicos y cadenas de televisión independientes, y comenzaron las presiones por repartir grandes beneficios entre sus accionistas. La década siguiente, la publicidad digital arrebató los patrocinadores a los medios tradicionales y, para colmar el vaso, llegaron los fondos de inversión libre y los inversores de capital privado exigiendo 'eficacia' a las ya reducidas redacciones. Hoy en día, son los capitalistas de riesgo o los multimillonarios poderosos los que buscan ganancias, o influir en la política, remodelando los medios a su imagen y semejanza.
Hoy en día, son los capitalistas de riesgo o los multimillonarios poderosos los que buscan ganancias, o influir en la política, remodelando los medios a su imagen y semejanza.
La primera baja de todas estas fases de recortes fueron las investigaciones a largo plazo. Se expulsó a los veteranos que invirtieron años en acumular un conocimiento que hiciera sus crónicas valiosas. Se reemplazó a los reporteros especialistas por asalariados encargados de publicar 5, 7 y hasta 10 entradas al día. Se obligó a hacer 'más con menos' a los que se quedaron (o actores con sonrisas robóticas a los que la inteligencia artificial pronto podría sustituirles). Si todavía no lo han hecho, dejen que John Oliver les explique de manera cómica lo deprimente que es la situación.
Si las cosas siguen por este camino, desaparecerán las noticias que revelen algo sustancial acerca de la manera en que funciona el poder. Hace falta tiempo (mucho más del que se puede justificar económicamente) y estabilidad, hacen falta reporteros y editores seguros de que sus trabajos no desaparecerán si no hay grandes beneficios, o si los poderosos se ofenden. A este tipo de periodismo le mueve un deseo de sacudir las conciencias, no de ser rentable únicamente.
Un buen ejemplo es nuestro reportaje sobre las prisiones privadas. Shane comenzó a escribir sobre justicia penal para Mother Jones hace cuatro años, después de pasar un terrible periodo como rehén en Irán. (Tómense un momento para asimilar esta información y el uso que dio a esa experiencia devastadora para que los demás comprendiéramos qué se siente de verdad entre rejas). Su primer reportaje importante sobre el régimen de aislamiento, en 2012, fue el resultado de varios meses de investigación. Poco tiempo después, se unió a nosotros como reportero en nómina. Muy importante: antes, MoJo era una revista en la que colaboraban sobre todo periodistas independientes, pero estos últimos años hemos favorecido la contratación de periodistas a tiempo completo bajo el amparo de una genuina redacción.
Este apoyo y estabilidad es lo que hace posible cada uno de nuestros innovadores reportajes. Esto permitió que nuestro jefe de redacción, David Corn, investigara el historial financiero de Mitt Romney durante meses y diera la primicia del 47% en 2012. Permitió que Josh Harkinson examinara a los seguidores segregacionistas de Trump y destapara a los delegados que son racistas confesos. Y es lo que nos ha permitido realizar exhaustivos reportajes sobre las matanzas y la industria de las armas de fuego con los que hemos conseguido cambiar la naturaleza del debate sobre este tema.
El proyecto de Shane sobre las prisiones privadas se desarrolló a lo largo de 18 meses, cuatro de los cuales los pasó en la cárcel y el resto en investigaciones, verificaciones, producción audiovisual y revisiones legales, además del trabajo de más de una docena de personas del personal de la revista. No obstante, era la única manera de conseguir hacer ese reportaje, ya que por definición el encarcelamiento está cubierto de un aura de invisibilidad para la mayoría de las personas, y con más razón en el caso de las cárceles privadas. El control de registros es incompleto, las informaciones públicas son limitadas y las visitas son complicadas. Las únicas personas que pueden describir de verdad lo que sucede allí dentro son los presos, los guardas o los funcionarios, pero todos estos grupos están interesados en tergiversar la información a su favor. Para poder llegar a la verdad, teníamos que dedicarle tiempo e ir hasta el fondo.
Además, tuvimos que asumir un riesgo económico bastante importante. Siendo generosos, si contamos solo los grandes periodos de tiempo que le dedicaron los miembros de nuestro personal, el reportaje sobre la cárcel costó unos 350.000 dólares (310.000 euros). Los anuncios que lo acompañaron cuando lo publicamos nos reportaron unos 5.000 dólares de ganancias, más o menos. Si hubiéramos saturado la página con anuncios, podríamos haber duplicado o triplicado esa cifra, pero eso hubiera sido engorroso para el lector y apenas si hubiera supuesto una gota en el mar para nosotros.
La ayuda económica que recibimos para este reportaje provino de tres fundaciones diferentes, lo que es fantástico, pero por desgracia su alcance es limitado: el tiempo del que se dispone es limitado (a unos años máximo) y su ámbito de acción también lo es (centrado por lo general en un asunto o iniciativa en particular). Además, tienen un carácter finito, pues si juntamos la ayuda de todas las fundaciones que nos dan apoyo económico, estas apenas suponen un 15% de los ingresos anuales de MoJo.
Entonces, ¿cómo se puede financiar este tipo de trabajo? Si son seguidores de nuestra publicación desde hace tiempo, sabrán que nosotros solo conocemos una respuesta posible: la ayuda de nuestros lectores. La financiación de suscriptores supone más del 70% de nuestro presupuesto, y de esta manera hemos conseguido mantenernos independientes, fuertes y hemos sido capaces de soportar las presiones (incluidas las demandas de multimillonarios) para que abandonáramos noticias polémicas. Y nuestros lectores están de acuerdo con nosotros, si nos guiamos por la respuesta que ha tenido el reportaje de Shane.
Pero para poder seguir invirtiendo en la investigación a largo plazo tenemos que cambiar algunas cosas, y esperamos que vosotros también. Ya hemos mencionado lo exiguos que resultan los ingresos por publicidad, pero la recaudación de fondos también es extremadamente volátil.
Por lo general, las organizaciones sin ánimo de lucro como la nuestra lanzan grandes campañas cuyo objetivo es asustar a los lectores para que aporten, dicho con toda franqueza, con eslóganes como “haz tu donación ahora mismo o ALGO MUY MALO sucederá”. Esta no es precisamente una estrategia que respete la inteligencia del lector, ya que dificulta la experiencia de usuario con tanto correo y tanto anuncio, además de coincidir muy poco con nuestra línea de trabajo y lo que se espera de nosotros. Este no es un trabajo que se pueda hacer sometido a vaivenes, no se trata de responder a una crisis momentánea, o de aprovechar una oportunidad pasajera contratando a un montón de gente y despidiéndolos en seis meses. El trabajo de verdad pasa por tener reporteros especialistas dedicándose a lo mismo día tras día, mes tras mes.
Así que desde hoy mismo, recelosos, pero ilusionados también, vamos a dar comienzo a un nuevo experimento sobre la manera en que se financia el periodismo de MoJo. Trataremos de justificarlo mediante datos y lógica, como hacemos en nuestras columnas, y no mediante sensacionalismo y pánico.
Se resume en esto: si queréis que nosotros realicemos investigaciones a largo plazo, vosotros tenéis que hacer lo mismo. En otras palabras, haceros donantes permanentes suscribiéndoos a una contribución desgravable que se renueva cada mes. Nosotros no tenemos un fondo de reserva escondido o beneficios publicitarios que podamos ir almacenando. La única forma que tenemos de poder seguir haciendo este trabajo es gracias a vuestra ayuda.
Nosotros no tenemos un fondo de reserva escondido o beneficios publicitarios que podamos ir almacenando
Si os unís a nosotros como donantes permanentes, formareis parte del equipo que será responsable del próximo proyecto carcelario, del próximo reportaje sobre violencia con armas de fuego, del equipo que hará posible la noticia del 47%. Ayudareis a mantener a los reporteros en su especialidad para que sigan escrutando a los poderosos.
Si pensáis que esta misión es necesaria, podéis comenzar vuestra suscripción mensual aquí mismo.
Pero si sois el tipo de persona que prefiere desmontar las cosas para saber cómo funcionan, o que desea conocer el estado de las cuentas antes de invertir, realicemos un análisis pormenorizado.
En el pasado, nuestras tres campañas de recaudación consiguieron alcanzar entre 125.000−200.000 dólares cada una. El año pasado los resultados fueron mucho mejores, los lectores se rascaron los bolsillos y conseguimos recolectar 260.000 dólares que nos sirvieron para pagar los costes legales derivados de una demanda interpuesta contra nosotros, que acabamos ganando, por un donante político multimillonario. En diciembre y abril, los lectores volvieron a estar a la altura y colaboraron con un total de 415.000 dólares entre ambos meses. Desde la publicación el mes pasado del reportaje de Shane, hemos tenido un pico de donaciones y suscripciones.
Pero contar solo con recaudar dinero a trompicones es un gran riesgo, además de la evidente limitación que tiene la cantidad que se puede ingresar sin ser extremadamente insistente con los correos y los anuncios en la página web. Al mismo tiempo, no es fácil crecer de esta manera, pero en estos tiempos de crisis política y periodística no hay otra alternativa: hay que crecer.
Pensémoslo de esta otra manera. Si antes de nuestra próxima campaña prevista para septiembre conseguimos encontrar 2.000 lectores que valoren lo suficiente nuestro periodismo como para aportar 15 dólares al mes, ingresaremos 30.000 dólares más al mes, o 360.000 dólares durante los próximos 12 meses. Eso sería suficiente para financiar un proyecto de envergadura como el de Shane cada año. Nuestra esperanza es llegar a ese punto gracias al argumento que estamos ofreciendo en estas líneas y no llenado la página con anuncios, o vuestra bandeja de entrada con correos alarmistas.
¿Es mucho soñar? Hoy por hoy, cientos de miles de personas son donantes permanentes de radio y televisión. En MoJo, contamos actualmente con unos 2.000 donantes que entregan cerca de 28.000 dólares al mes, aunque otras 185.000 personas están suscritas a la revista, 250.000 solicitaron recibir nuestros boletines por correo, 1,2 millones nos siguen en Facebook o Twitter, y entre 9 y 10 millones consultan nuestra página cada mes. Si el 0,02% de la gente que visita la página de aquí a finales de septiembre se registra como donante, habremos conseguido nuestro objetivo. No sabemos si va a funcionar, si no lo hace nos pondremos a pensar en otra solución, pero nuestro conocimiento del tema nos hace creer que esta es la mejor manera de conseguirlo. Aunque si funciona, habremos demostrado algo muy importante sobre cómo mantener vivo el periodismo de investigación.
¿Contamos contigo? Empieza tu contribución mensual desgravable hoy mismo.
Prometimos que no recurriríamos al miedo o al sensacionalismo y mantendremos nuestra palabra, pero no podemos parar de insistir sobre la urgencia del mensaje: las contribuciones mensuales recurrentes suponen la mejor manera que tenemos, y creemos que vosotros también, de conseguir sentar unos cimientos firmes que garanticen el tipo de reportajes y supervisión que le hacen tanta falta a nuestra democracia. Si te unes a nosotros, formarás parte de un gran experimento que otros podrán emular: como ha quedado patente en nuestras publicaciones anteriores sobre el mercado de los medios de comunicación, nuestro compromiso es ser transparentes y compartir con nuestros pares todo lo que aprendemos.
Así que veamos si podemos conseguirlo. Os mantendremos informados en estas mismas páginas y nos encantaría recibir vuestras sugerencias para saber si pensáis que este es el camino correcto para conseguirlo o existe una manera mejor de afrontar nuestra situación. Hacédnoslo saber en la sección de comentarios, en Twitter y Facebook, o en la siguiente dirección: [email protected]."
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